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Instituto Ricardo Jorge integra projeto europeu para investigação de microrganismos de elevado risco patogénico

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15-02-2019

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Doenças Infeciosas (DDI), integra o consórcio do projeto ERINHA-Advance (Advancing European Research Infrastructure on Highly Pathogenic Agents), que visa otimizar e garantir a sustentabilidade de uma infraestrutura de investigação criada, em 2017, para reforçar a coordenação e as capacidades europeias no estudo e vigilância de microrganismos altamente patogénicos. Este projeto, que se prolongará até dezembro de 2021, será desenvolvido por onze instituições e entidades de oito países europeus.

O projeto ERINHA-Advance surge no seguimento da construção de uma infraestrutura pan-europeia de laboratórios de segurança biológica de nível 4 (BSL-4) para a investigação de microrganismos de alta patogenia, denominada ERINHA-ASIBL. Esta infraestrutura pretende reforçar as capacidades europeias na área do diagnóstico laboratorial de doenças infeciosas humanas, bem como na investigação de novas terapêuticas e profilaxias, permitindo o acesso a laboratórios BSL-4 aos investigadores dos países que integram a infraestrutura.

O ERINHA-Advance pretende agora desenvolver e implementar as estratégias e ações que contribuam para a sustentabilidade a longo prazo da ERINHA-ASIBL, através do alargamento dos seus membros e parcerias, bem como pelo fortalecimento da oferta e estrutura geral de serviços, promovendo o potencial de inovação da infraestrutura. O Instituto Ricardo Jorge, que é um dos membros fundadores desta infraestrutura, irá colaborar mais ativamente ao nível do fortalecimento da estrutura geral de serviços prestados, em particular na implementação de um sistema de gestão da qualidade e no desenvolvimento de um regime de direitos de propriedade intelectual e requisitos de ética relacionados com as atividades de investigação da infraestrutura.

Segundo Sofia Núncio, responsável da Unidade de Resposta a Emergências e Biopreparação do DDI, a participação na infraestrutura ERINHA é da “maior importância”, na medida em que permite “o acesso e intercâmbio de conhecimento na área da resposta a emergências de saúde pública, essencial para desenvolver a capacidade de prevenir e reagir a surtos causados por microrganismos humanos e animais altamente patogénicos, que geralmente são caracterizados por uma alta taxa de mortalidade, indisponibilidade de profilaxia ou tratamento terapêutico efetivo e alta transmissão para humanos”.

Coordenado pelo Laboratório BSL-4 Jean Mérieux – INSERM (Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale), o projeto ERINHA-Advance conta com um financiamento global de cerca de 3,2 milhões de euros, financiado ao abrigo do Programa de Investigação e Inovação Horizonte 2020 da União Europeia. Para mais informações, consultar o site do projeto ERINHA-Advance ou a plataforma de investigação ERINHA.

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