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Notícias em 09/04/2021

Relatório de Situação nº 403 | 09/04/2021

Relatório de Situação nº 403 | 09/04/2021 – DGS

Infeção por novo coronavírus (COVID-19) em PORTUGAL – Relatório de Situação


DGS recomenda utilização da vacina da AstraZeneca acima dos 60 anos

O Comité de Avaliação de Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou ontem (dia 7 de abril) que existe uma possível ligação entre a administração da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca e a ocorrência de eventos trombóticos em localizações atípicas. Nesta sequência, estes fenómenos passam a constar do resumo das características do medicamento como reações adversas. A COVID-19 é uma doença grave associada a risco de internamento e de mortalidade. Globalmente, a EMA considerou que os benefícios relacionados com a prevenção da COVID-19 superam o risco destes efeitos adversos.

Em concreto:

  • Acima dos 60 anos não houve uma associação entre a utilização desta vacina e a ocorrência destes fenómenos trombóticos;
  • Abaixo dos 60 anos há uma associação a fenómenos trombóticos raros e acima do esperado, que continuam em investigação;
  • A decisão de vacinar tem sempre em conta um balanço entre os benefícios (prevenir a doença) e os riscos (reações adversas da vacina);
  • À medida que a idade avança, o risco de complicações por COVID-19 aumenta e diminui o risco dos eventos trombóticos que estão a ser associados a esta vacina. Nas populações mais jovens, o risco de complicações de COVID-19 é baixo, sobretudo em pessoas sem doenças, e é nestas populações que foram verificados os fenómenos trombóticos em investigação.

O objetivo da Campanha de Vacinação contra a COVID-19 em Portugal é salvar vidas e prevenir a doença grave. Este objetivo é alcançado com qualquer uma das vacinas aprovadas e utilizadas em Portugal.

A Direção-Geral da Saúde recomenda a administração da vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 60 anos, onde não se observou uma associação a risco de efeitos adversos e onde os benefícios da vacinação são claros.

O Plano é ajustado para garantir que todas as pessoas serão vacinadas com a vacina que garante a sua maior proteção e segurança, de acordo com os grupos prioritários definidos.

Relativamente às pessoas que já foram vacinadas com a vacina da AstraZeneca, recorda-se que estes fenómenos são extremamente raros, recomendando-se, no entanto, que as pessoas vacinadas se mantenham atentas ao surgimento de eventuais sintomas nas duas semanas após a vacinação e que contactem o seu médico assistente em caso de dúvidas.

As pessoas com menos de 60 anos que receberam a primeira dose desta vacina têm já alguma proteção contra a COVID-19 e devem aguardar mais informações. O intervalo entre doses desta vacina é de 3 meses.

Para informação adicional sobre a vacina Vaxzevria consultar a informação difundida pelo INFARMED e as atualizações do Resumo das Características do Medicamento e do Folheto Informativo.


Covid-19 | Vacinação

09/04/2021

Ministra da Saúde apela à população para ter confiança nas vacinas

A Ministra da Saúde, Marta Temido, reiterou hoje que a vacina da AstraZeneca é segura e eficaz e apelou aos portugueses para terem confiança nas vacinas disponíveis contra a Covid-19.

Um dia depois das autoridades de saúde portuguesas terem recomendado a administração da vacina da AstraZeneca em maiores de 60 anos, seguindo a decisão de mais de uma dezena de países, Marta Temido afirmou que este caso mostra que «o sistema europeu de vigilância funciona».

«A mensagem principal que hoje queria passar é que vale a pena os cidadãos terem confiança nas vacinas que estão disponíveis contra a Covid-19», afirmou a Ministra da Saúde, que com a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e com o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, acompanharam esta manhã na Quinta do Carvalhal, em Odemira, o processo de testagem à Covid-19 de trabalhadores agrícolas.

Alguns países optaram por manter a suspensão da administração da vacina abaixo dos 60 anos, Portugal foi um deles, «esperando que rapidamente haja informação complementar sobre os riscos efetivos de subgrupos deste grupo que permitam afinar este critério de exclusão para a vacinação».

«A vacina é segura e é eficaz»

Questionada sobre se já há alguma decisão relativamente à segunda toma desta vacina, Marta Temido afirmou ser «uma decisão muito importante».

Segundo a Ministra, alguns países estão já a optar por fazer a combinação de uma primeira toma de uma vacina com uma segunda toma de outra vacina, há até algum estudo a dizer que isso pode ser vantajoso, mas «é uma decisão que tem que ser técnica».

«Eu tomei a primeira dose da vacina AstraZeneca, tenho 47 anos, e, portanto, eu fiz, todos fizemos, aquilo que o médico na altura entendeu que era o melhor para nós», comentou.

Sobre como se pode transmitir uma mensagem de confiança aos portugueses sobre esta vacina, Marta Temido disse que é dizendo-lhes que nunca se sabe «tudo sobre um fenómeno novo, que é uma doença nova, para a qual a melhor resposta continua a ser a vacinação».

«Da mesma forma que lhes pedimos – fiquem em casa, usem máscara, para se protegerem a si e aos seus – agora dizemos aquilo que sabemos sobre a vacinação», disse, sublinhando que «a vacina é segura e é eficaz».

«Como Ministra da Saúde aquilo que posso dizer, face às escolhas que sempre temos que fazer, é que a opção pela toma da vacina é a melhor opção», rematou Marta Temido.

Ultrapassamos os 72 mil testes

Sobre a testagem, a governante sublinhou «os esforços que se estão a fazer», referindo que o exemplo de Odemira mostra a capacidade das várias entidades se juntarem num projeto de resposta à população.

O dia de ontem, foi o 11.º dia com mais testes feitos desde o início da pandemia. «Conseguimos ontem voltar a ficar acima dos 70 mil testes, ultrapassamos os 72 mil testes», afirmou a Ministra da Saúde, Marta Temido, recordando que o pico de diagnósticos aconteceu a 22 de janeiro, com 77 mil testes, no pico da pandemia.

A testagem à Covid-19 dos trabalhadores agrícolas de Odemira arrancou esta semana, estimando-se que chegue a um total de cerca de 5 mil pessoas.

Fotografia: João Bica | Portal do Governo


Covid-19 | Vacinação Caldas da Rainha

09/04/2021

Pavilhão permite aumentar a administração de cerca de 150 para até 700 vacinas por dia

Centro de vacinação contra a Covid-19, instalado no Pavilhão da Mata Rainha D. Leonor, vai servir os concelhos das Caldas da Rainha e de Óbidos, permitindo aumentar a administração de cerca de 150 para até 700 vacinas por dia.

O novo centro de vacinação «vai permitir acelerar o processo», revelou hoje a Diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte, Ana Pisco, estimando que ali «possam ser vacinadas até 700 pessoas por dia».

A estrutura, instalada no Pavilhão da Mata Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, vem substituir os três postos de vacinação que funcionavam no Centro de Saúde das Caldas da Rainha, onde «as inoculações chegavam em média até às 150 por dia».

O novo espaço, cedido pela Câmara das Caldas da Rainha, possibilitou a instalação de nove postos de vacinação e de uma zona de diluição das vacinas, e conta em permanência com 10 enfermeiros, dois administrativos e um médico.

O pavilhão, que no início da pandemia foi temporariamente transformado em hospital de campanha, foi agora alvo de «mais algumas obras de adaptação, ao nível da substituição de vidros para a entrada de mais luz, sinalética, entre outras melhorias, num investimento de cerca de 20 mil euros», disse o Presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Tinta Ferreira, durante uma visita efetuada hoje ao centro de vacinação.

A par do espaço, a Câmara das Caldas da Rainha está a colaborar na cedência de «cerca de uma dezena de colaboradores a apoiar na receção, vigilância, encaminhamento das pessoas e limpeza» adiantou o autarca.

O novo centro de vacinação entrou em funcionamento na quinta-feira e a Câmara admite que o pavilhão possa manter-se com esta função até ao final do ano.

Com o aumento do número diário de vacinações, a estimativa de Ana Pisco é que «até ao verão se possa atingir a imunidade de grupo, com 70% de pessoas vacinadas nos dois concelhos».

O ACES Oeste Norte abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, contando com 192 mil pessoas inscritas, das quais mais de 15 mil já foram vacinadas.


Rastreios à Covid-19

09/04/2021

ARS Norte inicia rastreios piloto com motoristas de transportes públicos

A Administração Regional de Saúde(ARS) do Norte está a desenvolver iniciativas piloto de rastreio à Covid-19, tendo priorizado o setor dos transportes com testes a motoristas de metro, autocarros, comboios e táxis.

Em declarações à agência Lusa, a ARS Norte referiu que a iniciativa se insere num conjunto de «modelos operacionais de rastreio da Covid-19, em contexto ocupacional, de forma a assegurar um processo de desconfinamento seguro».

«Foi priorizada a área da mobilidade e dos transportes, cujos profissionais apresentam um contacto regular com o público, propiciando um aumento de risco de exposição ao SARS-CoV-2», acrescenta a ARS Norte.

O rastreio teve início na semana passada, no parque da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto de Bonjoia, com testagem no Metro do Porto e colaboradores de empresas associadas, como a Transportes Espírito Santo de Gaia, bem como taxistas do grande Porto.

A operação expandir-se-á agora a trabalhadores da CP – Comboios de Portugal.

Sem avançar com novas datas ou outros locais, a ARS Norte salvaguarda que estas iniciativas piloto permitiram constituir uma equipa com capacidade para se deslocar a qualquer local da região Norte.

O objetivo é conseguir «operacionalizar um rastreio da Covid-19, que seja justificável face à evolução da situação epidemiológica».

Visite:

ARS Norte – http://www.arsnorte.min-saude.pt/


CHBM | Combate à Covid-19

09/04/2021

Reforço de recursos humanos e equipamentos foi aposta no combate, de acordo com balanço apresentado

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) divulga o balanço dos esforços desenvolvidos, no último ano, no combate ao novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença Covid-19.

De acordo com o CHBM, devido às suas características, tornou-se prioritário assegurar que os equipamentos fundamentais na prevenção e combate ao novo coronavírus estariam sempre disponíveis para os profissionais de saúde prestarem os melhores cuidados em segurança. O equipamento de proteção individual (EPI) é um dos elementos essenciais e só a sua adequada utilização pode garantir, simultaneamente, a total proteção e segurança do profissional de saúde.

«Com a necessidade exponencial de utilizar estes EPI, registou-se um grande aumento no consumo dos seus componentes». De acordo com os dados, no que diz respeito a máscaras, neste último ano, foram utilizadas mais de 440 mil máscaras PFF2 e mais de 390 mil máscaras cirúrgicas, consumindo-se em média, por mês, mais de 32 mil unidades de PFF2 e mais de 36 mil máscaras cirúrgicas. Só em luvas o CHBM adquiriu mais de 6 milhões de unidades e em batas de proteção mais de 155 mil unidades.

Segundo o CHBM «verificou-se ainda a necessidade de comprar equipamentos que anteriormente não eram necessários, como os fatos integrais, as cogulas e os cobre-botas».  Nos últimos doze meses, e contando apenas com o aumento da utilização de EPI, o centro hospitalar gastou mais de 1.800.000 €.

Foram, ainda, adquiridos vários equipamentos para reforçar «a nossa capacidade de intervenção em relação a esta doença», revela o centro hospitalar, e dá como exemplo um equipamento de RX portátil, vários monitores multiparâmetros e 6 ventiladores. Destaca ainda a aquisição de materiais e equipamentos para o serviço de Patologia Clínica, mais concretamente na área da Biologia Molecular, «que permitiram passar a realizar internamente testes ao vírus SARS-CoV-2, evitando os acrescidos tempos de espera pelos resultados, que se observava quando estes eram encaminhados para entidades externas».

A par destas adaptações, o Centro Hospitalar realizou, ao longo do último ano, várias intervenções com o objetivo de melhorar as condições de segurança dos cuidados prestados e, sempre que necessário e possível, a autonomização dos circuitos de atendimento e tratamento de doentes Covid-19 /não Covid-19.

Salienta a instalação de acrílicos nas zonas de atendimento; a colocação de vidros nas portas dos quartos/enfermarias, que permitem a observação a doentes internados em zonas Covid-19; a colocação de dispensadores de álcool gel nas zonas críticas do edifício; a sinalização das áreas de circulação; o reforço da rede de gases medicinais de forma a suportar o exponencial consumo de oxigénio; e a disponibilização de quartos com pressão negativa na Pediatria e Bloco de Partos.

Além destes ajustes, o centro hospitalar destaca ainda a criação de uma pré-triagem e a divisão de circuitos nas Urgências, a ampliação do Bloco de Partos e a obra, que ainda decorre, na Urgência Geral que permitirá criar circuitos distintos para doentes Covid-19 /não Covid-19.

Segundo o balanço, todas as intervenções realizadas e equipamentos adquiridos ao longo deste último ano traduzem-se num investimento de mais de 3.000.000 €.

Recursos humanos

A nível dos recursos humanos, entre março de 2020 e fevereiro de 2021 foram contratados 174 profissionais de várias categorias profissionais, para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e aumentar a segurança dos utentes.

O CHBM internou o primeiro doente positivo para Covid-19 em 12 de março de 2020. Desde então, até ao dia 16 de março de 2021 estiveram internados mais de 1.200 doentes infetados pelo vírus SARS-Cov-2.

Numa fase inicial estavam alocadas 29 camas aos doentes com esta patologia, tendo oscilado conforme as necessidades e a evolução da pandemia, atingindo o número máximo de 154 camas em enfermaria.

O pico máximo de doentes internados aconteceu a 2 de fevereiro de 2021, com 159 doentes internados (154 em enfermaria e 5 em UCI). Atualmente o CHBM regressou ao número inicial de 29 camas para doentes Covid-19.

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CHBM > Notícias


Covid-19| Inquérito Serológico

09/04/2021

INSA conclui trabalho de campo da segunda fase do inquérito nacional

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e 33 hospitais do Serviço Nacional de Saúde, concluiu o trabalho de campo da segunda fase do Inquérito Serológico Nacional à Covid-19 (ISN COVID-19), dando assim continuidade ao projeto iniciado em maio de 2020.

Os primeiros resultados da nova fase do ISN COVID-19 deverão ser conhecidos no início do próximo mês de maio.

O trabalho de campo da segunda fase do ISN COVID-19, que decorreu durante nove semanas, envolveu 350 pontos de colheita e permitiu o recrutamento de cerca de 8.600 indivíduos, com idade superior a 12 meses, tendo sido ultrapassado o total da amostra inicialmente planeada de 8.189 participantes.

Para a recolha de amostras e dados, foram apenas selecionadas pessoas que recorreram a um hospital ou laboratório parceiro deste estudo para a realização de análises clínicas.

Desenvolvido pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do INSA, o ISN COVID-19 permitirá conhecer a distribuição dos anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 (IgM e IgG) na população residente em Portugal, por grupos etários e regiões de saúde, assim como monitorizar a sua evolução ao longo do tempo e estimar a fração de infeções por SARS-CoV-2 assintomáticas.

Esta informação permitirá aferir a taxa de ataque desta infeção na população portuguesa e contribuir para, futuramente, estimar o impacto do atual programa de vacinação contra a Covid-19.

Os resultados da primeira fase do ISN Covid-19 indicaram uma seroprevalência global de 2,9% de infeção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal, não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários. O estudo analisou uma amostra não-probabilística de 2.301 pessoas residentes em Portugal, com idade igual ou superior a 1 ano, recrutadas em 96 pontos de colheita, entre 21 de maio e 8 de julho de 2020.

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INSA > Notícias


Covid-19 | Plano de vacinação

09/04/2021

Portugal atinge os dois milhões de vacinas administradas

Portugal alcançou a marca de dois milhões de vacinas contra a Covid-19 administradas à população desde o dia 27 de dezembro de 2020, anunciou o Coordenador da Task Force responsável pelo plano de vacinação, em conferência de imprensa.

«Hoje atingimos os dois milhões de inoculações. Cerca de 15% já tem uma inoculação e 6% vai atingir muito rapidamente a segunda inoculação», revelou o Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, na conferência de imprensa que decorreu no Infarmed.

De acordo com o Coordenador da Task Force, foram já administradas em Portugal cerca de 400 mil vacinas da AstraZeneca, existindo ainda «cerca de 200 mil de reserva».

Entre os números referidos pelo responsável pelo processo nacional de vacinação contra a Covid-19, sobressaíram também os «1,9 milhões de doses para inocular» durante este mês. Já no quadro do segundo trimestre, a disponibilidade de doses de vacina vai ascender a 8,8 milhões, caso se confirmem os planos de aquisição previstos.

Henrique Gouveia e Melo clarificou ainda o peso da vacina da AstraZeneca nestas contas, ao adiantar que representam somente 1,4 milhões dos 8,8 milhões de doses previstos para esse período, mas recusou um impacto significativo com a limitação etária hoje introduzida.

«Como no segundo trimestre estamos a vacinar em grande parte a população acima de 60 anos, não vai haver nenhum impacto no ritmo nem no plano de vacinação. O nosso plano consegue ajustar-se a esta recomendação sem impactos», frisou, descartando também neste momento um problema de eventuais recusas das pessoas em relação a esta vacina.

«As vacinas são seguras e eficazes. Nós cumprimos com as regras da Direção-Geral da Saúde; as pessoas não podem estar a escolher as vacinas, porque isso seria muito complexo, injusto e poderia perturbar o plano», observou ainda o responsável.

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Portal SNS > Vacinação Covid-19


Atividade semanal do INEM

09/04/2021

2.002 transportes de suspeitos de infeção entre 29 de março e 4 de abril

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os seus parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica realizaram, de 29 de março a 4 de abril, 2.002 transportes de utentes com suspeita de infeção por SARS-CoV-2.

De acordo com as normas em vigor, a definição de caso suspeito de Covid-19 é qualquer situação de falta de ar triada pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes do INEM.

Nesse sentido, na semana em análise os meios de emergência médica pré-hospitalar realizaram 2.002 transportes de suspeita de infeção por SARS-CoV-2. Concretamente, os meios afetos à Delegação Regional do Norte (DRN) registaram 760 transportes e os da Delegação Regional do Sul (DRS) 730. No caso da Delegação Regional do Centro (DRC), foram efetuados 414 transportes e mais a sul, no Algarve, foram transportados 98 utentes.

Na mesma semana, as Equipas de Enfermagem de Intervenção Primária do INEM recolheram 392 amostras biológicas para análise à Covid-19. Grande parte das colheitas foram efetuadas pela equipa da DRS, com 271 amostras recolhidas, seguida da equipa da DRN, que efetuou 76 colheitas. Já as Delegações do Centro e do Sul-Faro realizaram 32 e 12 colheitas, respetivamente.

O INEM lembra que é fundamental manter o cumprimento de todas a normas da Direção-Geral da Saúde para se continuar a reduzir o impacto da Covid-19. O distanciamento físico, o uso de máscara de proteção, a lavagem frequente e correta das mãos e a adoção de etiqueta respiratória continuam a ser fundamentais para controlar a pandemia.

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INEM> Notícias


Atividade cirúrgica

09/04/2021

IPO de Coimbra e Hospital de Cantanhede celebram protocolo

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPO Coimbra) e o Hospital Arcebispo João Crisóstomo (Hospital de Cantanhede) estabeleceram um protocolo de cooperação, onde a gestão de recursos sairá reforçada.

Promovendo uma atuação em rede na Região Centro, as atividades contempladas no protocolo firmado são no âmbito da atividade cirúrgica e encontram no novo Bloco Operatório Periférico o palco principal desta parceria.

O protocolo prevê que uma equipa de enfermagem do Hospital de Cantanhede se desloque ao IPO de Coimbra de forma a integrar as equipas e otimizar formação em contexto de trabalho.

Além da otimização no uso desta infraestrutura, o protocolo prevê a eventual mobilidade de recursos humanos entre as duas instituições.

O novo Bloco Operatório Periférico do IPO de Coimbra, inaugurado no passado dia 4 de fevereiro pela Ministra da Saúde, Marta Temido, inclui duas salas cirúrgicas equipadas com a mais avançada tecnologia, tratando-se de uma unidade inovadora e diferenciada do ponto de vista físico e tecnológico.

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Iniciativa pioneira do HFF

09/04/2021

Crianças ao volante entre o serviço de pediatria e o bloco operatório

As crianças internadas no Serviço de Pediatria do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) vão passar a ir para as cirurgias do bloco operatório ao volante de um carro desportivo elétrico.

Ao longo de uma «autoestrada» criada para o efeito, as crianças vão divertir-se e aprender sobre segurança e saúde, numa iniciativa pioneira a nível nacional.

Em comunicado, o HFF refere que este projeto tem como objetivo minimizar a ansiedade das crianças internadas e dos seus pais, transformando a sua passagem pela instituição, a caminho de uma cirurgia, ou de exames complementares de diagnóstico, numa divertida aventura sobre rodas.

A bordo de um dos três coloridos carros que estão à sua disposição, os mais pequenos substituem as saudades das suas casas e famílias, bem como a tensão e nervosismo que antecedem uma cirurgia, pela diversão de poder conduzir um carro em pleno corredor de um hospital.

A faixa de rodagem, com 270 metros de comprimento, está delimitada no chão e, ao longo do percurso, podem encontrar adivinhas, jogos e mensagens divertidas relacionadas com segurança e saúde.

Para diretora do serviço de Pediatria do HFF, Helena Loureiro, trata-se de um «projeto muito importante para a humanização dos cuidados de saúde que prestamos às crianças internadas». A propósito deste projeto, a responsável sublinha que «quem diariamente lida com os doentes mais novos e com os seus pais, sabe do impacto psicológico que representa o percurso da enfermaria até ao bloco operatório, pelo que se pretende amenizar sentimentos negativos e proporcionar uma experiência que deixe inclusivamente uma memória positiva da passagem pelo hospital».

Francisca Galhardo Saraiva, médica interna de pediatria no HFF e madrinha deste projeto, realça ainda que «este tipo de intervenção social, em especial nos serviços de pediatria, é muito importante».

O investimento neste projeto tem como objetivo «promover um ambiente mais acolhedor para todos os nossos pequenos utentes, mas é também um ganho para os seus familiares e até para os próprios profissionais de saúde», refere ainda.

A humanização dos cuidados de saúde prestados aos utentes constitui uma preocupação permanente do HFF, sendo que o «Serviço de Pediatria tem-se constituído ao longo do tempo como um baluarte de uma visão que concilia cuidados de saúde de excelência, com uma especial atenção à área da humanização».

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HFF > Notícias


Operação Nariz Vermelho

09/04/2021

Programa «Palhaços Na Linha» promove visitas virtuais nos hospitais

A Operação Nariz Vermelho (ONV) está a aproximar-se do número de visitas diárias que fazia presencialmente nos hospitais antes da pandemia, mas com ajuda virtual, assegurou à Lusa a diretora de comunicação e angariação de fundos, Carlota Mascarenhas.

A ONV, que visitava 17 hospitais no país, foi obrigada, em março, a recuar temporariamente para seguir as diretrizes da Direção-Geral de Saúde e os pedidos da administração dos hospitais.

Entretanto, a ONV começou a regressar aos hospitais de forma faseada e, sobretudo virtual, voltou ao contacto personalizado em janeiro de 2021, através do programa «Palhaços Na Linha», que se traduz em teleconsultas que ligam os Doutores Palhaços às crianças hospitalizadas.

«Estamos a conseguir voltar ao mesmo número de visitas diárias e ao mesmo número de camas visitados que fazíamos presencialmente, isto representa visitarmos mais de 53 mil crianças por ano. Estamos a recuperar o nível de contacto igual ao programa presencial», disse a responsável.

«Através de um tablet que vai quarto a quarto e cama a cama dos hospitais que visitamos, regressámos ao contacto direto e individual com cada criança nos dias de visitas em que costumávamos ir presencialmente. Voltámos a ter momentos de interação personalizada, no fundo, a porta do hospital ainda não se abriu, mas encontrámos uma janela para regressar e tem sido muito bem aceite pelos hospitais», acrescentou.

De acordo com Carlota Mascarenhas, as crianças que já conheciam a ONV, ficaram muito felizes por voltarem a interagir com os doutores palhaços e as que tiveram um primeiro contacto com os artistas reagiram «surpreendentemente bem», porque o confinamento as aproximou mais das tecnologias para manterem as relações humanas.

Presencialmente, a ONV já regressou a dois hospitais: ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil.

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