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Notícias em 29/03/2022

Relatório de situação sobre diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal – 29-03-2022 – INSA

29-03-2022

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas, disponibiliza o mais recente relatório de situação sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal. Até à data, foram analisadas 30.870 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 304 concelhos de Portugal.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm vindo a ser analisadas uma média de 519 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 137 concelhos por semana.

Segundo o mais recente relatório do INSA, a frequência relativa da linhagem BA.1 atingiu um máximo na semana 2 (95,6%, 10 a 16 de janeiro), altura em que iniciou uma tendência decrescente. Em concordância, a monitorização diária da proporção de amostras com “falha” na deteção do gene S (perfil SGTF) mostra que essa tendência decrescente se mantém até à atualidade, registando-se uma frequência estimada de 5,3% ao dia 28 de março.

Em contraste, a linhagem BA.2 é claramente dominante em Portugal, representando 94,7% das amostras positivas ao dia 21 de março de 2022. Esta linhagem foi detetada pela primeira vez em Portugal em amostragens aleatórias por sequenciação na semana 52 (27 de dezembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022), tendo a sua frequência relativa aumentado paulatinamente desde então. Dada a circulação residual da variante Delta (<1% na semana 5), a linhagem BA.2 pode ser monitorizada de forma robusta, e em “tempo-real”, através da proporção de amostras positivas não-SGTF.

A linhagem BA.3 foi identificada pela primeira vez na África do Sul e apresenta características genéticas próximas das linhagens BA.1 e BA.2 da variante Omicron, tendo sido detetada esporadicamente a nível global. Em Portugal, a linhagem BA.3 foi detetada em dois casos no âmbito das amostragens aleatórias das semanas 10 e 11 (7 a 20 de março) na Região Autónoma dos Açores (Figura 5), sendo que a análise filogenética sugere que poderão estar relacionados.


A vacinação é um direito e uma prioridade para todas as pessoas que estejam em regime de proteção temporária em Portugal

Portugal tem vindo a receber milhares de pessoas provenientes de países em conflito armado ou noutras situações muito desfavoráveis, tendo em curso um programa nacional de acolhimento a cidadãos no contexto de proteção temporária, no qual estão previstos cuidados de saúde. Uma das prioridades à chegada destes cidadãos a Portugal, é a vacinação, no âmbito do Programa Nacional de Vacinação e de outras estratégias vacinais nacionais.

No âmbito da Norma nº 03/2022 de 19/03/2022 divulga-se cartaz trilingue (Português/Inglês/Ucraniano)

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Luta contra o cancro colorretal

29/03/2022

Hospital de Braga sensibiliza para o mês europeu como forma de alerta para a doença

Em Portugal, o cancro colorretal é um dos três cancros mais frequentes com cerca de mais de 3.800 óbitos por ano.

O Hospital de Braga sensibiliza para esta data como forma de alerta para a importância da deteção precoce desta doença antes de haver sintomas.

O Diretor do Serviço de Cirurgia Geral, Joaquim Costa Pereira, afirma “que a deteção deste cancro pode ser realizada num estágio muito inicial da doença, podendo mesmo haver possibilidade de diagnosticar lesões tão iniciais que podem ser removidas antes de se desenvolver um cancro invasor”.

Em 2021, o Serviço de Cirurgia Geral operou 166 doentes com cancro colorretal.

O Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Braga é reconhecido pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência na Área de Oncologia de Adultos para o Cancro do Reto, contando igualmente com uma Unidade de Cirurgia Colorretal que trata os cancros do cólon e reto.

Nesta área, e na última avaliação do SINAS da Entidade Reguladora da Saúde, o Hospital de Braga obteve na área de Cirurgia Geral (Cirurgia do Cólon), o nível máximo da classificação.

Em 2021, este Serviço operou 166 doentes em cirurgia eletiva, com 87% de cirurgia mini-invasiva e uma mediana de internamento de 4 dias. Em cirurgia urgente foram operados, nesse mesmo ano, 21 doentes, número que reforça a importância do rastreio do cancro colorretal.

Para saber mais, consulte:

Hospital de Braga > Notícias


DGS promove webinar

29/03/2022

Direito à Saúde e Inclusão das Crianças Migrantes e Refugiadas em Portugal em debate

A Direção-Geral da Saúde (DGS) , através do Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida em parceria com o Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil realiza no próximo dia 8 de abril de manhã um Webinar sobre o Direito à Saúde e Inclusão das Crianças Migrantes e Refugiadas em Portugal.

A sessão decorrerá em formato online no canal Youtube da DGS, sem necessidade de inscrição prévia. A iniciativa pretende assinalar a campanha internacional do Mês de Abril – Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, alertando este ano para a questão da proteção e promoção dos direitos das crianças migrantes e refugiadas, reforçada pelo atual contexto de conflito armado na Ucrânia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as populações migrantes e refugiadas, em particular crianças, incluindo não acompanhadas, encontram-se em maior risco de experienciarem maus tratos, nomeadamente de violência sexual, tráfico de seres humanos e discriminação, enquanto graves violações dos seus direitos, com consequente impacto na sua saúde física e mental, a curto, médio e longo prazo.

Os serviços de saúde, enquanto entidades de primeira linha, ocupam um papel essencial na resposta às necessidades de saúde das crianças e jovens e prevenção de situações de maus-tratos também destas populações em particular, incluindo rastreio, deteção, intervenção e encaminhamento das situações suspeitas ou identificadas para os Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco dos cuidados de saúde primários e hospitalares, assim como para respostas especializadas na comunidade.

Para saber mais, consulte:

Notícias > www.dgs.pt/


Portaria n.º 130/2022 – Diário da República n.º 62/2022, Série I de 2022-03-29
Saúde
Procede à segunda alteração à Portaria n.º 392/2019, de 5 de novembro, que estabelece os requisitos mínimos relativos ao licenciamento, instalação, organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas dos laboratórios de patologia clínica ou análises clínicas e, bem assim, dos respetivos postos de colheitas

Despacho n.º 3696-B/2022 – Diário da República n.º 62/2022, 1º Suplemento, Série II de 2022-03-29
Saúde – Gabinete do Secretário de Estado da Saúde
Prorroga até 30 de junho de 2022 o prazo de vigência das convenções em vigor na área da endoscopia gastrenterológica, celebradas ao abrigo da alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 139/2013, de 9 de outubro


“Webinar RSE: Tendências internacionais” | Debate destaca importância do RSE no futuro digital do SNS – ACSS

“Toda a massa crítica é relevante!”

Este foi o mote da discussão e o fator que impulsionou a realização do Webinar sobre o Registo de Saúde Eletrónico (RSE) – Tendências Internacionais, organizado pela ACSS, no último dia 25 de março.

O evento contou com a participação de mais de 200 pessoas, reunidas com o intuito de contribuir para a estratégia do RSE para os próximos três anos.

O Registo de Saúde Eletrónico permite, tal como o nome indica, o registo e partilha de informação clínica entre o utente, os profissionais de saúde e as entidades prestadoras de serviços de saúde.

Em mais de três horas de debate destacam-se as diferentes intervenções que contribuíram para uma discussão relevante sobre o futuro do SNS digital.

Victor Herdeiro, Presidente da ACSS
“O papel de todos é absolutamente fundamental como instrumento e veículo adequado para a implementação destes desenvolvimentos. Da parte da ACSS podem contar com o seu compromisso de apoiar todas as iniciativas que ajudem a alcançar este desígnio de um sistema mais digital que potencie uma resposta mais próxima e mais eficiente.”

Luís Goes Pinheiro, Presidente da SPMS
“É crucial que haja um conjunto de definições, de guias que nos permitam ter a certeza que, independentemente da necessidade de ir adaptando o caminho que formos fazendo, no final, o resultado é o mais abrangente possível e que serve o maior número de pessoas, quer dentro do SNS, quer fora.”

Mário Macedo, Presidente da Comissão Setorial para a Saúde do Instituto Português da Qualidade
“Aquilo que os nossos médicos hoje dizem é que temos sistemas lentos, que não respondem às expetativas. Quando queremos fazer determinada prescrição, temos muitos campos para preencher e os dashboards não são muito amigáveis. A melhoria de todos estes aspetos, bem como a garantia de todos os modelos e infraestruturas, é um esforço que tem de ser feito.”

Thomas Beale, Consultor em e-health
“Muitas empresas compreendem hoje que não há futuro na construção de uma solução baseada em software que não seja acionado por alguma manutenção externa na representação do conhecimento. Se construirmos tudo no nosso software, este não sobreviverá. Primeiro: porque é muito conhecimento e conhecimento de grande complexidade. Segundo: porque não é possível manter o software e todos os dados trabalhando com ambos, é necessário separá-los.”

Jordi Piera Jiménez, Diretor do Gabinete de Estratégia Digital da Saúde (Catalunha)
“O Registo de Saúde Eletrónico da Catalunha é um repositório funcional e técnico de toda a informação do utente, registada e partilhada através do sistema de saúde. Consiste num modelo de gestão de dados e uma arquitetura de sistemas de informação que corresponde e antecipa as mudanças que ocorrem no modelo de saúde, nas relações do cidadão com o sistema de saúde e nas relações entre os profissionais. Também estão previstos mecanismos para intensificar a colaboração entre os diferentes atores do sistema de saúde.

Mikel Ogueta, Osakidetza – Serviço de Saúde (País Basco)
“O papel do RSE deve ser facilitar o trabalho dos profissionais. Por isso, é necessário criar um registo integrado de saúde eletrónico que lhes permita ter acesso a uma história unificada dos pacientes. A evolução do nosso sistema passou por ter em cada hospital uma história clínica e fomos integrando um repositório único que inclui os cuidados de saúde primários e dos hospitais, partilhando todos os níveis assistenciais numa única plataforma. Tal como no futebol, também na área da saúde os profissionais trabalham no mesmo campo para conseguir grandes resultados.”

Luís Biscaia, Diretor Executivo do ACeS Baixo Mondego
“Continuamos a construir o Registo de Saúde Eletrónico debaixo da ideia de que aquilo é uma aplicação, mas o RSE é uma plataforma integradora e de gestão de base que vai buscar às várias fontes a informação integrada. O RSE é um carro magnífico, é muito avançado num conjunto de coisas, mas em termos de trabalho ainda há coisas que devem ser trabalhadas.”

Rui Tato Marinho, Diretor do Serviço de Gastro do CHU Lisboa Norte
“Às vezes tenho de abrir uma série de contas e continuamos a ter de teclar a torto e a direito. Conheço casos nos Estados Unidos que utilizam sistema de reconhecimento de voz. Na Alemanha já perceberam que o médico deve focar-se sobretudo em fazer aquilo que sabe, que é o raciocínio clínico.”

Vítor Gomes, Enfermeiro especialista ULSLA
“De acordo com a minha prática nos últimos anos, vejo dificuldades na permissão de partilha de informações entre hospitais. Na prática, o RSE atualmente é utilizado pelos profissionais para aceder a informações que depois resumem para compreender o histórico dos utentes, e penso que o futuro passa pela inclusão de menus com a súmula de informações, de antecedentes da pessoa, bem como sinais de alerta.”

Vítor Guilherme, Diretor Informática ULSLA
“O objetivo dos profissionais é terem tudo no mesmo local, de forma mais ágil. Ainda há muito para fazer e nós estamos cá para os ajudar. Dentro da nossa instituição, temos dois níveis de cuidados, com dois sistemas distintos. Dentro da mesma instituição faz sentido ter a informação toda junta sem termos de andar a percorrer outros sistemas de informação.”

Nuno Antunes, Direção do Centro de Ambulatório do CH Vila Nova de Gaia/Espinho
“Nós temos de estar para lá da interoperabilidade. Temos de começar a pensar em sistemas que quando as aplicações nascem, nascem já com informações que estão numa base de dados separada, centrada no doente, para que o doente possa ter um espelho do seu processo, em onde quer que esteja.”

Ana Fonte, Administradora Hospitalar ACSS
“Compreende-se assim que é necessário realizar um trabalho no âmbito tecnológico e operacional que coloque o utente no centro do sistema de informação e que se tire proveito do trabalho que é produzido no SNS.”

Pode consultar o vídeo da sessão aqui

Publicado em 28/3/2022

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