
Despacho n.º 10981-A/2026 – Diário da República n.º 172/2026, Suplemento, Série II de 2026-09-04
Finanças e Saúde – Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças e Gabinete da Ministra da Saúde
Aprova o quadro global de referência do Serviço Nacional de Saúde para o triénio 2026-2028.
Despacho n.º 10856/2026 – Diário da República n.º 170/2026, Série II de 2026-09-02
Finanças e Saúde – Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças e Gabinete da Ministra da Saúde
Fixa até ao limite de 30 o número de vagas para, através de procedimento concursal, o ingresso e frequência da formação especializada para o reconhecimento de especialistas em física médica, a partir de janeiro de 2027.
Despacho n.º 10937/2026 – Diário da República n.º 172/2026, Série II de 2026-09-04
Saúde – Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, IP
Subdelega no conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra, E. P. E., a competência para autorizar a celebração de contratos de trabalho a termo resolutivo com médicos aposentados.
Despacho n.º 10938/2026 – Diário da República n.º 172/2026, Série II de 2026-09-04
Saúde – Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, IP
Subdelega no conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra, E. P. E., a competência para autorizar a celebração de contratos de trabalho a termo resolutivo com médicos aposentados.
Aviso n.º 21805/2026/2 – Diário da República n.º 171/2026, Série II de 2026-09-03
Saúde – INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP
Nomeação de dirigente intermédio de 2.º grau, Sara Alexandra Azevedo da Silva Couto.
Aviso n.º 21806/2026/2 – Diário da República n.º 171/2026, Série II de 2026-09-03
Saúde – INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP
Nomeação de dirigente intermédio 2.º grau, Sónia de Jesus Véstia Caldeira.
Norma n.º 004/2026, de 02/09/2026 – Campanha de Imunização Sazonal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Idade Pediátrica: outono-inverno 2026-2027 – DGS
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou a Norma n.º 004/2026, de 02/09/2026, referente à Campanha de Imunização Sazonal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Idade Pediátrica: outono-inverno 2026-2027.
Ocorrência de Situação de Fraca Qualidade do Ar: Recomendações da DGS
Uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, está prevista atravessar Portugal Continental durante o dia 3 de setembro, afetando a generalidade do território nacional, principalmente a Região Centro e Sul, estendendo-se aos próximos dias a persistência deste fenómeno natural.
Prevê-se a ocorrência de uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar.
Este poluente (partículas inaláveis – PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações.
Assim, e enquanto este fenómeno se mantiver, a Direção-Geral da Saúde recomenda:
– a população em geral deve evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.
– os seguintes grupos de cidadãos, pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem, sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas: crianças; idosos; doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma; doentes do foro cardiovascular.
– os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.
– em caso de agravamento de sintomas contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.
Para informação adicional sobre a qualidade do ar e os valores medidos nas estações de monitorização, pode ser consultada a página da internet da APA ou a App QualAr.
A importância dos rastreios oncológicos – DGS
Em Portugal atualmente existem disponíveis três programas de rastreio oncológico: cancro da mama, cancro do colo do útero e cancro do cólon e reto.
Estes programas destinam-se a grupos específicos da população, que são definidos de acordo com a idade e o sexo, permitindo o diagnóstico precoce de alguns tipos de cancro e, em alguns casos, até prevenir o seu aparecimento.
Quem deve realizar os rastreios?
| Cancro da mama – destinado a mulheres entre os 45 e os 74 anos, através da realização de uma mamografia de dois em dois anos.
| Cancro do colo do útero – destinado a mulheres entre os 30 e os 69 anos, através da pesquisa do Vírus do Papiloma Humano (HPV), realizada de cinco em cinco anos.
| Cancro do cólon e reto – destinado a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, realizada de dois em dois anos.
Os programas de rastreio oncológico estão implementados em todo o território nacional, incluindo Açores e Madeira. São realizados em unidades com idoneidade técnica, que asseguram elevados padrões de qualidade. Baseiam-se em evidência científica e seguem as recomendações da União Europeia (UE) e da Direção-Geral da Saúde (DGS), garantindo a sua segurança e eficácia.
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, participa na Joint Action (ação conjunta) EUCanScreen, na qual é a Autoridade Nacional Competente portuguesa. Esta iniciativa, cofinanciada pela União Europeia*, tem como objetivo garantir a implementação sustentável de rastreios oncológicos de elevada qualidade.
Se faz parte da população abrangida por um destes programas, adira ao rastreio quando for convidado/a. A deteção precoce pode fazer a diferença e contribuir para melhores resultados no tratamento, ou até para prevenir o surgimento da doença.
Saiba mais sobre os rastreios oncológicos:
| Norma Metodologia Geral dos Rastreios Oncológicos
| Norma Rastreio do Cancro da Mama
| Norma Rastreio do Cancro do Colo do Útero
| Norma Rastreio do Cancro do Cólon e RetoAtualizado em setembro de 2026.
União Europeia avança para ensaios mais éticos a protetores solares
03 set 2026
A comparação entre dois métodos para determinar o fator de proteção solar dos protetores solares, iniciada em 2025, demonstrou que a norma de ensaio laboratorial in vitro é fiável e mais ética do que os ensaios realizados em voluntários humanos.
Os resultados apurados apoiam a transição para métodos de ensaio de protetores solares que evitam expor voluntários humanos a danos causados pela indução de queimaduras solares com radiação UV, promovendo a inovação e garantindo, ao mesmo tempo, que os produtos colocados no mercado são seguros e eficazes.
Para justificar uma utilização mais alargada de ensaios que não impliquem queimaduras solares, a Comissão Europeia financiou uma campanha no âmbito da qual foram ensaiados, em condições laboratoriais (in vitro), o fator de proteção solar (FPS) e o fator de proteção UVA de 74 produtos de proteção solar, incluindo protetores solares e cremes de dia. As autoridades nacionais (AN) de 11 países da União Europeia selecionaram os produtos em lojas físicas e online.
Os resultados revelaram uma elevada correlação entre os métodos de ensaio in vitro e in vivo, o que reforça a fiabilidade do método in vitro na verificação das alegações relativas ao FPS.
É, assim, recomendado aos fabricantes que, ao submeterem os seus produtos a ensaio para determinar o FPS e a proteção UVA, deem prioridade a métodos de ensaio que não causem danos a voluntários humanos.
O processo de ensaio in vitro consiste na aplicação do produto sobre dois tipos de placas acrílicas – uma moldada e outra submetida a jato de areia para obter uma textura semelhante à da pele. A quantidade de produto aplicada, o modo de aplicação com um dedo robótico normalizado, a temperatura e o tempo de secagem são rigorosamente controlados. O ensaio in vitro também não está sujeito às limitações associadas à disponibilidade dos voluntários nem às características da sua pele, como a textura, a hidratação e a sensibilidade.
Os ensaios foram realizados no âmbito da edição de 2025 da campanha “Ações conjuntas sobre a conformidade dos produtos (JACOP),” na UE e nos países da EFTA. A JACOP permite às AN harmonizar os seus métodos de trabalho, submeter produtos a ensaio em conjunto, determinar riscos e aplicar medidas corretivas.
Portugal foi um dos cinco Estados-membros efetivos do projeto, incluindo Alemanha, Áustria, Suécia e Roménia. Mais seis países contribuíram com envio de produtos cosméticos para análise: Finlândia, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polónia.
No projeto, foram analisados 74 produtos cosméticos incluindo primordialmente protetores solares com FPS 50 e 50+, e alguns cremes de dia e bases de maquilhagem de FPS 30, 50 e 50+. Para o estudo foram colhidas no mercado nacional nove produtos cosméticos cuja Pessoa Responsável está sediada em Portugal.
Foram adotadas medidas para três dos protetores solares colhidos em território nacional, com a retirada de um produto (onde foram verificadas discrepâncias entre o valor do FPS determinado laboratorialmente e o aposto na rotulagem do produto e ausência de fundamentação para o UVA), e o levantamento de processos que ainda estão em curso em outros dois.
ULS do Alto Ave integra a European Society of Hypertension
A distinção internacional reconhece a excelência das unidades dedicadas à hipertensão arterial e ao risco cardiometabólico
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave vai integrar a rede rede de excelência da European Society of Hypertension. A distinção reconhece a excelência das unidades dedicadas à hipertensão arterial e ao risco cardiometabólico. Trata-se de um conjunto de patologias e fatores de risco que são as principais causas de Acidentes Vasculares Cerebrais (Tromboses), Enfartes Cardíacos, Doença Renal Crónica e Demência, entre outras.
Foi, ainda, confirmada pela European Society of Hypertension (ESH) a admissão de 6 Unidades Afiliadas ao Centro de Excelência Europeu em Hipertensão e Risco Cardiometabólico da ULS do Alto Ave como Blood Pressure Associated Clinics, integradas na rede de excelência da ESH. “Esta distinção constitui um relevante reconhecimento da qualidade assistencial, científica e organizacional desenvolvida pelas equipas da ULS do Alto Ave, reforçando o seu posicionamento no panorama europeu da prevenção e tratamento da hipertensão arterial e das doenças cardiovasculares”, explica a instituição num comunicado divulgado.
“A integração na rede de excelência da ESH traduz o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelas equipas e da sua aposta numa abordagem diferenciada, integrada e baseada na evidência, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados e para a redução do impacto da hipertensão e do risco cardiometabólico na população”, acrescenta o mesmo comunicado.
ULS da Lezíria instala primeira sala modular da Península Ibérica
Destinada à preparação de medicamentos citotóxicos utilizados em tratamentos oncológicos
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria recebeu a primeira sala modular instalada na Península Ibérica para preparação de medicamentos citotóxicos utilizados em tratamentos oncológicos, num investimento de cerca de 600 mil euros. O projeto insere-se na estratégia de modernização das infraestruturas e de reforço da eficiência, autonomia e qualidade dos cuidados de saúde prestados na região.
Num comunicado, a ULS da Lezíria adianta que a nova estrutura ficará instalada junto aos Serviços Farmacêuticos do Hospital Distrital de Santarém. Segundo a ULS, a nova sala permitirá aumentar a “capacidade e melhorar as condições de preparação de medicamentos citotóxicos utilizados em tratamentos oncológicos”, depois de um período de quase três anos em que a instituição recorreu diariamente ao Hospital de Torres Novas, da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, para assegurar esse serviço.
A entrada em funcionamento da estrutura permitirá antecipar tratamentos oncológicos atualmente condicionados pela disponibilidade das instalações existentes, “aumentando a capacidade de resposta e possibilitando o tratamento de um maior número de doentes”
A ULS destaca ainda que a nova instalação permitirá aumentar a autonomia na preparação de medicamentos citotóxicos, reduzindo deslocações, custos de transporte e consumo de horas de trabalho dos profissionais envolvidos.
Portugal e Arábia Saudita podem ser parceiros estratégicos
Oportunidades de cooperação em áreas como a da saúde digital e dos cuidados de saúde virtuais, entre outras
Portugal reúne condições únicas para se afirmar como parceiro estratégico na área da saúde para a Arábia Saudita, defendeu na terça-feira, 1 de setembro, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão.
Num evento organizado pela AICEP no âmbito de uma visita do ministro da Saúde da Arábia Saudita a Portugal com uma comitiva de empresas, o Secretário de Estado sublinhou que a partilha de experiência e conhecimento português nesta área será útil para o processo de transformação que o país do Médio Oriente ambiciona para os próximos anos.
Existem oportunidades fortes de cooperação em áreas como a da saúde digital e dos cuidados de saúde virtuais, da gestão em saúde ou dos dispositivos médicos e do diagnóstico, exemplificou.
“São áreas em que as ambições da Arábia Saudita e a experiência e capacidades de Portugal se podem complementar de forma especialmente eficaz”, disse Francisco Pinheiro Catalão.
Portugal garante acesso ao mercado europeu, a disponibilidade de talento científico qualificado, uma rede de empresas inovadoras capazes de competir e colaborar à escala internacional, estabilidade política e social e a ligação privilegiada ao espaço lusófono.
São vantagens que criam oportunidades para desenvolver projetos conjuntos, investir em inovação e estabelecer parcerias de longo prazo, declarou o Secretário de Estado.
“O meu convite aos nossos convidados sauditas é simples: quando procurarem parceiros na área da saúde, olhem para Portugal”, afirmou.
Inauguradas obras de requalificação do Centro de Saúde de Porto Mós
As obras de requalificação do Centro de Saúde de Porto Mós foram inauguradas esta terça-feira, dia 1 de setembro, pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins
O Centro de Saúde de Porto Mós acolhe duas Unidades de saúde Familiar – a USF Aire e Candeeiros e a USF Novos Horizontes – que acompanham mais de 26 mil utentes e contam atualmente com 14 médicos de Medicina Geral e Familiar.
A intervenção realizada no edifício teve como objetivo melhorar as condições de atendimento, segurança e conforto dos utentes, assim como também as condições de trabalho dos profissionais de saúde que ali trabalham.
Na sua intervenção, a Ministra da Saúde sublinhou “a importância da aposta nos cuidados de saúde primários e nos cuidados de proximidade para reforçar uma área cada vez mais importante na saúde que é a da medicina de prevenção, para que seja possível os cidadãos no nosso país envelhecerem cada vez com mais qualidade”.
Com um investimento total ordem de 1,1 milhões de euros a obra foi operacionalizada pela Câmara Municipal de Porto Mós e financiada em 900 mil euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência. A requalificação deste centro de saúde envolveu a instalação de 100 painéis fotovoltaicos, a melhoria do isolamento, a instalação de iluminação LED e a renovação do sistema de climatização, entre outras melhorias que foram introduzidas.
ACSS participa em encontro técnico com delegação da Saudi Public Health Authority
A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) participou, esta terça-feira, 1 de setembro, num encontro técnico realizado no âmbito da visita de cooperação internacional de uma delegação de alto nível da Arábia Saudita a Portugal, acompanhada pela Secretaria-Geral do Ministério da Saúde.
Cláudia Borges e Ana Potes, coordenadoras na ACSS, participaram na sessão dedicada à partilha de conhecimento sobre o funcionamento e a organização do sistema de saúde português, com particular enfoque nas áreas de intervenção da ACSS.
A visita insere-se num contexto de reforço da cooperação internacional entre Portugal e a Arábia Saudita, tendo como principais objetivos aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do sistema de saúde português e identificar potenciais áreas de cooperação entre os dois países.
A delegação contou, entre outros representantes, com Yaser Alquhidan, Chief Executive Officer do National Health Insurance Center (CNHI), e Nasser Alhuqbani, Chief Executive Officer da Health Holding Company (HHC), acompanhados pelos respetivos peritos.
A participação da ACSS neste encontro constitui uma oportunidade para reforçar a cooperação institucional e a partilha de conhecimento e boas práticas no domínio da gestão e organização dos sistemas de saúde, contribuindo para o aprofundamento das relações entre Portugal e a Arábia Saudita.
Publicado em 2/9/2026
Instituto Ricardo Jorge promove II Conferência do Centro Colaborativo da OMS em Nutrição e Obesidade Infantil
04-09-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição (DAN), na qualidade de Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS), promove, dias 1 e 2 de outubro, a segunda “Conferência do Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde em Nutrição e Obesidade Infantil”. A iniciativa, que terá lugar no Teatro Thalia, em Lisboa, pretende ser uma reflexão conjunta sobre os desafios da nutrição global, com particular atenção às múltiplas formas de malnutrição, sobretudo a abordagem da obesidade infantil.
Mais do que um debate científico, o evento assume o formato de um encontro de elevada relevância política, onde se prevê a participação ativa de organizações de referência global, como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no âmbito da comemoração dos seus 30 anos, a OMS, a World Obesity Federation (WOF), a European Association for the Study of Obesity (EASO) e a UNICEF, entre outras entidades governamentais e não governamentais.
A discussão centrar-se-á na persistência da desnutrição em alguns contextos, a par do aumento da prevalência de obesidade infantil, que evidencia a necessidade de abordagens integradas, baseadas em evidência científica e em cooperação internacional, que permitam promover sistemas alimentares mais saudáveis e melhorar o estado nutricional das populações.
De acordo com o programa provisório, a conferência realizar-se-á em colaboração com o Gabinete Europeu da OMS/Europa e contará com a presença de Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde do Governo de Portugal, na cerimónia de abertura. No primeiro dia, a parte da manhã será dedicada à discussão em torno do desafio global da obesidade infantil, e o período da tarde ao contributo dos Centros Colaborativos da OMS para a abordagem transversal à saúde infantil, e às diferentes experiências no espaço lusófono ao nível do aleitamento materno.
No segundo dia, João Breda, Head do escritório da OMS Atenas em Quality of Care and Patient Safety, fará uma preleção sobre os 20 anos de evidência na área da obesidade infantil, seguido de um painel de debate dedicado à nutrição global e aos 40 anos da Carta de Ottawa. O programa da conferência encerrará com um painel constituído por responsáveis de entidades na área da Saúde, Alimentação e Nutrição, para discussão sobre a ação governamental em Portugal e no mundo em matéria de obesidade infantil.
O INSA é, desde julho de 2015, Centro Colaborativo da OMS para a Nutrição e Obesidade Infantil. Esta colaboração estende-se a várias áreas de trabalho, sobretudo ao nível da vigilância e prevenção, e inclui ações de vigilância do estado nutricional infantil e divulgação de resultados nesta área, a organização de eventos técnico-científicos relacionados com a obesidade infantil e a monitorização da ingestão alimentar e da composição de alimentos, entre outras iniciativas.
Colheita de amostras de água para consumo humano e de processo, destinadas à deteção, identificação e quantificação de Legionella (edição PIOPAL) – INSA
02-09-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Saúde Ambiental (DSA), promove, dia 25 de setembro, o curso “Colheita de amostras de água para consumo humano e de processo, destinadas à deteção, identificação e quantificação de Legionella (edição PIOPAL)”. A iniciativa é destinada a técnicos de colheita e de laboratório de análises de água, técnicos de saúde ambiental, responsáveis técnicos, alunos, professores e investigadores envolvidos na colheita de amostras de água.
Organizada pela Unidade de Água e Solo do DSA, esta ação formativa decorrerá em regime presencial nas instalações do INSA em Lisboa, com um número máximo de dez formandos. Os interessados em participar na formação deverão efetuar a sua inscrição através do preenchimento do seguinte formulário. Para mais informações, consultar a plataforma de e-Learning do INSA.
A presente ação de formação insere-se no âmbito da renovação e atualização do Programa de Intervenção Operacional de Prevenção Ambiental de Legionella (PIOPAL) face à experiência acumulada ao longo dos seus 8 anos de execução e às atualizações legislativas e normativas ocorridas. Neste contexto, o INSA disponibiliza um curso que inclui componentes teórica e prática sobre colheita de amostras de água para consumo humano e de processo, destinadas à deteção, identificação e quantificação de Legionella spp.
O PIOPAL foi criado pelo Despacho 10285/2017, de 27/11/2017, e determina a vigilância ambiental de todas as Unidades Prestadoras de Cuidados de Saúde (UPCS), da responsabilidade das Autoridades de Saúde Regionais e Locais, com o objetivo de minimizar o risco de ocorrência de casos e surtos de Doença dos Legionários nos utilizadores e profissionais dessas unidades.
A obtenção de resultados analíticos fiáveis e reprodutíveis depende, em larga escala, das condições de colheita, transporte e armazenamento das amostras para análise. Mostra-se por isso fundamental que a análise seja efetuada segundo procedimentos adequados, bem definidos e uniformes, entre as Unidades de Saúde Pública, de modo a assegurar a integridade e representatividade das amostras, bem como a comparabilidade dos resultados obtidos no âmbito do PIOPAL.
Sessões informativas sobre Qualidade do Ar Interior – 3ª edição 2026 – INSA
02-09-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Saúde Ambiental, dinamiza, dia 28 de setembro, em formato online, a 3ª edição de 2026 das sessões informativas dedicadas à qualidade do ar interior. Estas formações visam prestar informação sobre a implementação e cumprimento da legislação relativa à qualidade do ar interior.
Destinado a profissionais das áreas da saúde ambiental, saúde pública, saúde ocupacional, engenharia e a gestores de edifícios, o programa da formação é composto por dois módulos dedicados aos poluentes químicos e aos poluentes microbiológicos. Os interessados em participar deverão efetuar a sua inscrição através do seguinte formulário.
O ser humano passa cerca de 80% do seu tempo em espaços no interior de edifícios, e a contaminação do ar com poluentes químicos e microbiológicos tem consequências na saúde de todos e de cada um. Nesse sentido, a qualidade do ambiente interior no local de trabalho é determinante para a saúde e bem-estar dos trabalhadores, influenciando a produtividade e a segurança do indivíduo ou do grupo.
É por isso que a identificação dos parâmetros químicos, biológicos e físicos que caracterizam os espaços interiores e a aplicação de metodologias de avaliação adequadas são importantes na tomada de decisão sobre a qualidade e conforto do ambiente interior que daí advém.
18.ª edição da Reunião Anual PortFIR – INSA
03-09-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição (DAN), organiza, dia 20 de outubro, a 18.ª edição da Reunião Anual PortFIR (Plataforma Portuguesa de Informação Alimentar). A decorrer em formato híbrido, a edição deste ano é subordinada ao tema “Alimentos ultraprocessados | Como conciliar disponibilidade, segurança e saúde?”.
Esta iniciativa tem como objetivos analisar e debater a evidência científica disponível sobre as características nutricionais e o consumo de alimentos ultraprocessados e os seus impactos na saúde pública, bem como discutir o papel dos alimentos ultraprocessados no sistema alimentar atual, considerando os seus contributos e os desafios que colocam às políticas de alimentação, nutrição, segurança dos alimentos e saúde pública, e explorando estratégias e iniciativas que visem promover escolhas alimentares mais saudáveis.
A Reunião Anual PortFIR tem ainda como propósito debater o equilíbrio entre disponibilidade alimentar, segurança dos alimentos, inovação e proteção da saúde pública, integrando a perspetiva da indústria alimentar, além de divulgar trabalhos de investigação na área da alimentação, nutrição e segurança alimentar.
Destinada aos membros das redes PortFIR, profissionais das áreas da alimentação, nutrição, segurança dos alimentos, saúde pública, políticas públicas, indústria e distribuição alimentar, comunidades científicas e académicas, e todos os demais interessados neste tema, a 18.ª edição da Reunião Anual decorrerá presencialmente, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, e online através da plataforma Zoom e do canal de YouTube do INSA, sendo necessário efetuar inscrição prévia. Para mais informações, consulte o programa provisório.
Por forma a dar visibilidade à investigação desenvolvida nas áreas da alimentação, nutrição e segurança alimentar, o evento prevê a submissão de trabalhos científicos para apresentação em poster, sendo que o júri da 18.ª Reunião Anual PortFIR irá selecionar dois trabalhos para serem apresentados oralmente durante o evento. Para o efeito, consultar os respetivos critérios para elaboração e submissão.
O Programa PortFIR tem como objetivo a implementação de redes portuguesas de partilha de conhecimento em segurança alimentar e nutrição, assente num portal que inclui a Tabela da Composição de Alimentos portuguesa (TCA) e que, futuramente, incluirá outras bases de dados, sustentáveis e de qualidade reconhecida, sobre contaminação de alimentos e consumos alimentares. Conta atualmente com cerca de 150 membros, de mais de 90 organismos e entidades públicas e privadas, nomeadamente legisladores e reguladores, laboratórios, universidades, centros de investigação, associações e organizações do setor agroalimentar e da saúde e empresas da produção e/ou distribuição alimentar, restauração e saúde.
