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Laboratório Nacional de Referência garante diagnóstico rápido e vigilância de casos de tuberculose multirresistente – INSA

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25-03-2019

O Laboratório Nacional de Referência para a Tuberculose (LNR-TB) do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge garante atualmente, de forma sistemática, a sequenciação do genoma completo da bactéria Mycobacterium tuberculosis para efeitos de deteção molecular de mutações associadas a resistência aos antibacilares usados no tratamento de primeira, segunda e terceira linha. O LNR-TB assegura ainda a vigilância de todas as estirpes isoladas de doentes com tuberculose multirresistente para deteção de relações entre os casos e referenciação às autoridades de saúde.

O diagnóstico laboratorial precoce, em particular dos casos mais graves, e a vigilância molecular que permite a deteção de possíveis surtos são fundamentais para o decréscimo do número de casos de Tuberculose (TB) que se tem vindo a assistir nos últimos anos em Portugal. Embora promissores, os resultados apresentados no âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala a 24 de março, estão ainda longe do número de novos casos necessário para se atingir o objetivo do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) de erradicação da doença em 2030.

Em Portugal, continua a verificar-se um declínio consistente de cerca de 5% por ano no número de casos de TB notificados à Direção-Geral da Saúde (DGS) e o número de casos de Tuberculose multirresistente (TB-MR) tem-se mantido constante em cerca de 1% do total de casos de TB. Portugal é, neste momento, um dos países europeus considerados de baixa incidência de TB, com menos de 20 casos por 100 mil habitantes.

Numa altura em que muito se tem discutido sobre a decisão do abandono da vacinação universal com a BCG na criança, a responsável pelo LNR-TB do Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, Rita Macedo, salienta que a “vacinação só tem efeito protetor nos primeiros anos de vida da criança e apenas contra as formas mais graves (TB disseminada e meníngea), não contribuindo, em nada, para o controlo da disseminação da doença na comunidade, que é ainda a principal causa de morte por doença infeciosa curável a nível mundial”, sublinhando ainda a importância do diagnóstico laboratorial rápido.

“Para o controlo da TB, em muito contribui o diagnóstico célere e a identificação de potenciais cadeias de transmissão que permitem uma sinalização atempada às Autoridades de Saúde e a instituição de terapêuticas adequadas e medidas de prevenção, rastreio e controlo de infeção eficazes. No entanto, é mandatória a formação, tanto dos profissionais de saúde como da comunidade, para estarem alertas para possíveis sinais que possam indicar um caso de TB, nomeadamente, tosse persistente (muitas vezes com hemoptise), perda de peso, febre e sudorese noturna”, conclui.

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