A ERS atualizou as perguntas frequentes sobre Diretivas Antecipadas de Vontade: Testamento Vital e Procurador de cuidados de saúde no link: https://www.ers.pt/pt/utentes/perguntas-frequentes/faq/diretivas-antecipadas-de-vontade-testamento-vital-e-procurador-de-cuidados-de-saude/.


Relatório “Infeção por VIH em Portugal – 2026” apresentado a 24 de novembro – DGS

Os dados mais recentes sobre a infeção por VIH em Portugal vão estar em destaque no dia 24 de novembro de 2026, durante a apresentação do relatório “Infeção por VIH em Portugal – 2026”, elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A sessão tem início marcado para as 14h30 e decorrerá em formato exclusivamente online, através da plataforma Microsoft Teams.

O relatório reúne informação proveniente da vigilância epidemiológica e apresenta os resultados das iniciativas desenvolvidas em Portugal nas áreas da prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento da infeção por VIH.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia até 22 de novembro de 2026, aqui.

O Programa está disponível aqui:


FAST-EU alarga avaliação acelerada a alterações substanciais nos ensaios clínicos

05 nov 2026

A iniciativa europeia FAST-EU, destinada a acelerar a avaliação de ensaios clínicos multinacionais, passa a abranger, a partir de novembro de 2026, os pedidos de alteração substancial necessários ao cumprimento das condições estabelecidas na autorização dos ensaios clínicos.

A medida permite aos promotores beneficiar de procedimentos de avaliação acelerada também nesta fase do processo regulamentar, contribuindo para reduzir os prazos associados ao início dos ensaios clínicos e reforçar a atratividade da União Europeia e do Espaço Económico Europeu (UE/EEE) na investigação clínica. Esta alteração permite agilizar etapas regulamentares, antecipando o início dos ensaios clínicos e o acesso dos doentes a novas opções terapêuticas, salvaguardando simultaneamente a segurança, os direitos dos participantes e a qualidade dos dados.

Lançada em 30 de janeiro de 2026, a iniciativa FAST-EU – Facilitating and Accelerating Strategic Clinical Trials é promovida pelos Chefes das Agências de Medicamentos (HMA), pelo Grupo de Coordenação dos Ensaios Clínicos (CTCG) e pela MedEthicsEU, no âmbito do Regulamento Europeu dos Ensaios Clínicos, através do Sistema de Informação sobre Ensaios Clínicos (CTIS).

Portugal na dianteira

Desde o seu lançamento, foram selecionados 38 ensaios clínicos para avaliação acelerada na UE/EEE, dos quais 13 contam com a participação de Portugal. Nestes, Portugal assume a responsabilidade de “Estado-Membro Relator” em dois ensaios clínicos e participa como “Estado-Membro em Causa” nos restantes 11.

A participação nacional representa cerca de um terço dos ensaios clínicos selecionados no âmbito da iniciativa, evidenciando o envolvimento de Portugal nos mecanismos europeus de agilização regulamentar e o seu contributo para a promoção de um ambiente mais competitivo e atrativo para a investigação clínica.

O alargamento agora anunciado constitui uma nova etapa da iniciativa FAST-EU, ao permitir acelerar a avaliação das alterações substanciais apresentadas em resposta às condições estabelecidas na autorização inicial dos ensaios clínicos abrangidos.


ULS de S. José reforça resposta em urgência

06/11/2026

A instituição passa a contar com uma nova unidade de observação e reforço da equipa.

As urgências do Hospital de São José, em Lisboa, têm desde o início da semana uma nova unidade de observação, com 30 camas, acompanhada de um reforço da equipa. Com esta expansão a urgência geral polivalente passa a contar com 14 salas de observação, face às cinco que existiam anteriormente, melhorando a capacidade de resposta e as condições de acolhimento dos utentes.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) São José explica que a entrada em funcionamento da nova unidade foi acompanhada de um reforço da equipa, com a contratação de mais três médicos, 19 enfermeiros, nove técnicos auxiliares de saúde e três assistentes técnicos. De acorcom com a administração, “esta ampliação assume particular relevância na resposta aos utentes que, após observação no serviço de urgência, aguardam vaga para internamento, reforçando a capacidade de acompanhamento clínico e a continuidade dos cuidados”.

A Urgência do São José funciona com o modelo de Centro de Responsabilidade Integrado, com equipas dedicadas e incentivos na remuneração, mas os resultados são afetados pela incapacidade de colocar os doentes onde precisam.


ULS Entre Douro e Vouga realiza as primeiras cirurgias bariátricas robóticas

04/11/2026

A instituição reforça a sua aposta tecnológica diferenciada.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga realizou com sucesso as primeiras intervenções bariátricas robóticas, no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira. “As duas intervenções de bypass gástrico marcam a integração de tecnologia de ponta no prestigiado Centro de Responsabilidade Integrado de Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Doenças Metabólicas (CRITCODM) da ULS de Entre Douro e Vouga”, explica a instituição num comunicado divulgado.

“Reconhecido como o primeiro e único Centro de Excelência em Portugal certificado pela International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO), o CRITCODM reforça, com esta aposta tecnológica, a sua diferenciação no panorama da saúde nacional”, adianta.

A introdução da plataforma robótica permite aos cirurgiões uma visão tridimensional de alta definição e um nível de precisão articulado sem precedente, traduzindo-se em procedimentos mais seguros, menor cirurgia invasiva e uma rápida recuperação pós-operatória para o doente.

Com a incorporação da cirurgia robótica, a ULSEDV reafirma “o seu compromisso com a inovação médica, a modernização do bloco operatório e a retenção de talento cirúrgico diferenciado no SNS, mantendo o doente no centro de um modelo de cuidados focado na qualidade e no desempenho clínico contínuo”, conclui.


Frota do INEM já está a ser renovada

03/11/2026

Até ao final do ano serão entregues 198 viaturas.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, participou na cerimónia de entrega de 15 viaturas que vão reforçar a frota do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que decorreu no dia 30 de outubro.  “Não estamos apenas a renovar uma frota. Estamos a reforçar as condições operacionais de um serviço essencial, a melhorar as condições de trabalho dos profissionais e a dar mais resposta aos cidadãos”, afirmou a Ministra da Saúde, agradecendo a todos os profissionais do INEM.

Foram entregues 15 viaturas, uma delas, a primeira Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) totalmente elétrica do país, que vai ficar na Unidade Local de Saúde de Santa Maria. Até final do ano serão entregues 198 viaturas. Dezenas delas já estão a ser utilizadas na emergência medica. As restantes 77 serão distribuídas durante 2027.

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o INEM vão partilhar profissionais de saúde, ao abrigo do primeiro protocolo do género, assinado hoje, dia em que o instituto apresentou as primeiras viaturas recebidas para renovar a frota.


ULS Alto Ave reforça capacidade de diagnóstico cardíaco diferenciado

03/11/2026

Realização de Ressonância Magnética Cardíaca com indução farmacológica de stress.

A Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULS Alto Ave) realiza primeiro exame de Ressonância Magnética Cardíaca com indução farmacológica de stress. Este procedimento representa um reforço da capacidade técnica e de diagnóstico da instituição, permitindo alargar o âmbito de resposta na área da imagiologia cardiovascular.
“A Ressonância Magnética Cardíaca com indução farmacológica de stress é uma técnica de diagnóstico avançada que permite avaliar o comportamento do músculo cardíaco perante um estímulo farmacológico que simula, do ponto de vista fisiológico, as condições de esforço”, explica a instituição em comunicado, acrescentando: “Esta avaliação possibilita estudar a perfusão do miocárdio e identificar eventuais alterações sugestivas de insuficiência de irrigação sanguínea do coração, contribuindo para a investigação de doença cardíaca, nomeadamente doença coronária”.
A realização deste primeiro exame resulta da articulação e colaboração entre os Serviços de Imagiologia e de Cardiologia, apostando a instituição no trabalho multidisciplinar e na consolidação de competências diferenciadas de forma a dar novas respostas clínicas.
“Este avanço traduz o investimento contínuo da ULS Alto Ave na inovação, na modernização tecnológica e na qualificação dos cuidados de saúde, procurando reforçar a capacidade de resposta diagnóstica, promover uma abordagem clínica cada vez mais diferenciada e disponibilizar aos utentes meios de diagnóstico ajustados à evolução da medicina”, conclui.

Notificação de reações adversas a medicamentos

02/11/2026

Semana internacional destaca a importância de notificar reações adversas a medicamentos.

O Infarmed associa-se à campanha internacional #MedSafetyWeek, uma semana para alertar cidadãos e profissionais de saúde a importância de identificar e notificar as suspeitas de reações adversas a medicamentos. Com o lema “Não ignore as suspeitas de reações adversas. Notifique-as!”, a campanha envolve mais de 120 países.

Pelo 11.º ano consecutivo, o Uppsala Monitoring Centre (UMC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da International Coalition of Medicines Regulatory Authorities (ICMRA), promove a campanha que pretende sensibilizar os cidadãos e os profissionais de saúde para a importância da identificação e notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos.“Embora os medicamentos sejam fundamentais para prevenir e tratar doenças e melhorar a qualidade de vida, podem também provocar reações adversas. Estas podem surgir de forma súbita ou gradual, mesmo após períodos prolongados de utilização”, adverte a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) em comunicado.

“Sempre que exista uma suspeita de reação adversa, esta deve ser notificada, especialmente quando interfere com as atividades do dia-a-dia, é grave ou não se encontra descrita no folheto informativo. Não é necessário ter a certeza de que a reação foi causada pelo medicamento para efetuar a notificação”, salienta.
O Infarmed, através do Portal RAM, recebe, organiza e analisa as notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos, contribuindo para a monitorização contínua da sua segurança. Estas notificações permitem identificar novos riscos, detetar problemas de segurança inesperados e aprofundar o conhecimento sobre reações adversas já conhecidas, apoiando a adoção de medidas destinadas a proteger a saúde pública.

Salienta que a sua participação na #MedSafetyWeek 2026 constitui “uma oportunidade para reforçar, junto dos cidadãos e dos profissionais de saúde, a importância da farmacovigilância e da sua contribuição para a utilização mais segura dos medicamentos”.


Fórum CNFT debate estratégias terapêuticas para a prevenção da enxaqueca – Infarmed

04 nov 2026

O Fórum CNFT do Outono reuniu, no dia 26 de outubro, mais de 100 participantes para debater as estratégias terapêuticas para a prevenção das crises de enxaqueca, com particular enfoque na utilização dos medicamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos critérios de acesso e na harmonização das práticas entre instituições. Promovido no âmbito da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT), o encontro decorreu em formato virtual e contou com a participação de membros das Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT) das instituições do SNS.

A sessão de abertura esteve a cargo do presidente do INFARMED, I. P., Rui Santos Ivo, e do presidente da CNFT e representante da ULS Santo António, Paulo Paiva, que destacaram a importância destes encontros regulares para promover o diálogo, a partilha de experiências e a aproximação das práticas entre as diferentes instituições. “Estes fóruns são um espaço importante de diálogo e partilha entre a CNFT e as Comissões de Farmácia e Terapêutica, permitindo discutir a evidência disponível e aproximar práticas entre as diferentes instituições. É fundamental garantir que as decisões sobre a utilização dos medicamentos promovem o acesso dos doentes às opções adequadas, assegurando simultaneamente a equidade e a sustentabilidade do SNS”, afirmou Rui Santos Ivo.

“A enxaqueca é uma doença com elevadíssimo impacto socioeconómico e os custos do seu tratamento são crescentes, para os doentes e para o SNS”, salientou também Paulo Paiva, sublinhando a importância de uma utilização adequada e sustentável das diferentes opções terapêuticas disponíveis.

Utilização dos medicamentos no SNS em análise

O programa começou por abordar as opções disponíveis para a prevenção das crises de enxaqueca e os critérios de seleção dos tratamentos, numa apresentação de Miguel Gago e Inês Carvalho, da ULS Alto Ave. Seguiu-se uma análise da utilização dos medicamentos para a enxaqueca no SNS, desenvolvida e apresentada conjuntamente por Nadine Ribeiro, vice-presidente da CNFT, e Cristina Meireles, ambas da Unidade de Gestão do Medicamento e Tecnologias de Saúde (UGMTS) da Direção Executiva do SNS (DE-SNS, I.P.).

O posicionamento terapêutico e o acesso aos medicamentos estiveram também em discussão, nomeadamente o lugar dos medicamentos de segunda e terceira linha no Formulário Nacional de Medicamentos (FNM) e o papel das CFT locais. Este tema foi apresentado por Sofia Pinheiro, vice-presidente da CNFT e representante da ULS São José.

Com base nas diferentes apresentações, teve lugar um debate alargado, moderado por Paulo Paiva, sobre a realidade das diferentes ULS e as práticas, dificuldades e critérios de decisão associados à utilização destes medicamentos.

No encerramento, a vice-presidente do INFARMED I. P., Raquel Ascenção, destacou o contributo destes fóruns para a partilha de conhecimento e para uma maior articulação entre as instituições do SNS. “Estes encontros permitem aproximar práticas e critérios de decisão entre as diferentes instituições, contribuindo para que o acesso às opções terapêuticas seja cada vez mais equitativo e sustentado na melhor evidência disponível. A harmonização dos critérios de acesso, acompanhada pela monitorização da resposta clínica e da continuidade do tratamento, é essencial para conciliarmos o benefício para os doentes com a sustentabilidade do SNS”, afirmou Raquel Ascenção.