
Saúde – Direção-Geral da Saúde
Nomeia a diretora de Programa para a Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), Dr.ª Ana Isabel Maia Fontes Lebre, diretora de serviço de Doenças Infeciosas do Instituto Português de Oncologia do Porto, E. P. E. (IPO-Porto).
Saúde – Gabinete da Secretária de Estado da Saúde
Cessação de funções da secretária pessoal do Gabinete da Secretária de Estado da Saúde Maria Paula da Silva Lobo.
Despacho n.º 962/2026 – Diário da República n.º 19/2026, Série II de 2026-01-28
Saúde – Gabinete da Secretária de Estado da Saúde
Designa para exercer as funções de secretária pessoal do Gabinete da Secretária de Estado da Saúde Catarina Maria Bebiano Rocha Ubach Chaves.
Despacho n.º 963/2026 – Diário da República n.º 19/2026, Série II de 2026-01-28
Saúde – Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde
Cessação de funções da secretária pessoal do Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde Catarina Maria Bebiano Rocha Ubach Chaves.
Despacho n.º 964/2026 – Diário da República n.º 19/2026, Série II de 2026-01-28
Saúde – Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde
Designa Maria Paula da Silva Lobo para exercer as funções de secretária pessoal do Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde.
Aviso (extrato) n.º 1851/2026/2 – Diário da República n.º 21/2026, Série II de 2026-01-30
Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE
Lista dos médicos aposentados autorizados para o exercício de funções, em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo certo, no ano de 2025.
Tempestade Kristin: cuidados essenciais e comportamentos seguros – DGS

Na madrugada de 28 de janeiro de 2026 várias regiões de Portugal Continental foram atingidas pelos efeitos da tempestade Kristin, encontrando-se ainda interrompido o fornecimento de energia elétrica em várias localidades. Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos.
Para reduzir estes riscos, é fundamental adotar medidas preventivas e comportamentos seguros, protegendo a sua saúde.
Cuidados essenciais com água:
– Todas as fontes de água não ligadas à rede pública de abastecimento (p.e. poços ou minas) devem ser consideradas potencialmente contaminadas, pelo que o seu consumo deve ser evitado;
– Não beber, lavar alimentos ou escovar os dentes com água da torneira que não esteja ligada à rede pública de abastecimento, a menos que haja confirmação por parte de uma autoridade/entidade oficial da sua segurança;
– Usar água engarrafada, se disponível;
– Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar OU desinfetar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água);
– Lave bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.
Cuidados a ter com o saneamento:
– Se possível, continue a usar a sanita, mas evite deitar água usada se a rede estiver inoperacional;
– Não despeje águas residuais (como águas de lavar) em solos ou ribeiros;
– Mantenha o lixo doméstico e resíduos sanitários afastados de fontes de água.
Cuidados a ter com a alimentação:
Informações gerais sobre frigoríficos e congeladores
- No frigorífico, se a interrupção de energia não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para poderem ser consumidos. Relativamente aos hortícolas e fruta (p.e.: cenoura, tomate, couve, tomate, laranja, limão), estes alimentos poderão manter-se seguros, mesmo além das 12 horas;
- O congelador mantém os alimentos congelados até 48 horas (24 horas se estiver apenas meio cheio), desde que a porta se mantenha fechada;
- Alimentos que, quando a energia for resposta, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou recongelados.
Alimentação segura:
- Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível e confeccionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C);
- Devem ser avaliados os sinais de degradação dos alimentos (quadro abaixo);
- Não prove alimentos para verificar se estão bons. Quando em dúvida, descarte-os;
- Deite fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar.
Quadro 1. Sinais de degradação por tipo de alimento
| Alimento | Sinais de degradação |
| Carne | Consistência mole ou viscosa, cor escurecida, existência de manchas, odor desagradável. |
| Peixe | Odor desagradável, consistência mole ou viscosa. |
| Produtos de charcutaria (ex: fiambre, chouriço, presunto) | Alterações do cheiro, textura, sabor e viscosidade, bolores. Se embalados, embalagens opadas (“inchadas”). |
| Queijo fresco, requeijão e queijos para barrar | Cheiro alterado, bolores e aguadilha, opado (“inchado”). |
| Fruta e hortícolas pré-preparados e embalados | Perda de cor, com amarelecimento ou escurecimento, amadurecidos, e criação de água de condensação. |
| Iogurtes | Embalagens opadas (“inchadas”), cheiro desagradável. |
| Leite aberto | Alteração de cheiro e textura (coalhado). |
| Refeições prontas (ex: sobras e sopa) | Odor desagradável, fétido, alteração da consistência, com libertação de líquido (secreções). |
Quadro 2. Segurança dos alimentos no frigorífico no contexto de uma interrupção de energia inferior a 12 horas
| O que podemos manter? | • Queijos curados
• Leite ultrapasteurizado, ainda fechado • Hortícolas inteiros • Fruta inteira • Sumos • Manteiga/margarina • Pastas de frutos oleaginosos (p.e.: manteiga de amendoim) • Compotas • Molhos bem acondicionados • Gelatinas • Produtos de padaria e pastelaria sem cremes e recheios |
| O que podemos ter de descartar, mediante avaliação de sinais de alteração e/ou degradação? | • Queijo fresco e requeijão
• Iogurtes • Fruta cortada ou laminada • Hortícolas cortados ou pré-preparados, excetuando os comprados já embalados e que se encontravam ainda fechados • Carne • Peixe, marisco, moluscos • Charcutaria • Refeições prontas (ex: sobras e sopa) • Substitutos do leite materno, embalagem aberta e leite materno |
| E os ovos? | Se tinha ovos no frigorífico, pode mantê-los, porém, devem ser confecionados por um método de confeção que permita atingir uma temperatura elevada, como a cozedura (p.e.: ovos cozidos) e tente utilizá-los com a maior brevidade possível. |
Após um período de interrupção de energia superior a 12 horas é recomendado que todos os alimentos armazenados no frigorífico sejam descartados, com exceção dos hortícolas e da fruta inteiros.
Segurança durante tempestades:
– Não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro – águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam;
– Evitar contacto direto com águas das cheias;
– Limpar e desinfetar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia;
– Usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas;
– Não manusear aparelhos elétricos enquanto houver água acumulada no interior da casa;
– Sempre que possível, remover água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor;
– Evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas;
– Ter lanternas e pilhas acessíveis (evitar velas pelo risco de incêndio);
– Seguir as instruções das autoridades (Proteção Civil / IPMA / Autoridades de Saúde) para evacuações ou alertas adicionais;
– Não se exponha desnecessariamente aos perigos associados à tempestade, mantendo-se abrigado em locais seguros.
Registo Nacional de Anomalias Congénitas – Relatório 2020-2021 – INSA

28-01-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do seu Departamento de Epidemiologia, divulga o relatório do Registo Nacional de Anomalias congénitas (RENAC), referente aos anos de 2020 e 2021. Os resultados apresentam um panorama atualizado da prevalência das Anomalias Congénitas (AC) em Portugal e referem-se às notificações de casos reportados ao RENAC até setembro de 2024.
O RENAC, com dados disponíveis desde 1997, é um registo nosológico de base populacional que recebe notificações da ocorrência de Anomalias Congénitas (AC) em Portugal, sendo reportados os casos com AC diagnosticados nos recém-nascidos, fetos-mortos e nos fetos submetidos a interrupção médica da gravidez, após o diagnóstico de malformação grave.
São objetivos deste registo: i) fornecer informação essencial sobre a epidemiologia das AC em Portugal; ii) manter um sistema de vigilância que permita detetar novas exposições teratogénicas; iii) avaliar o impacto do diagnóstico pré-natal; iv) manter uma base de dados disponível para a investigação na área das AC, acessível a profissionais de saúde e à comunidade cientifica; v) integrar a rede europeia de registos de AC.
Do relatório 2020-2021 apresentado, destacam-se os seguintes resultados:
- As cardiopatias congénitas continuam a ser o grupo mais prevalente (57,0 casos/10 000 nascimentos) seguido do grupo das AC do sistema músculo-esquelético e das AC dos cromossomas (30,7 casos/10 000 nascimentos e 30,8 casos/10 000 nascimentos). Também se evidenciam com frequências elevadas, as AC do Aparelho urinário (28,7 casos/10 000 nascimentos) e as AC do SNC (18,2 casos/10 000 nascimentos). Esta distribuição é semelhante à observada pelo registo europeu EUROCAT, para o mesmo período;
- Em 66,0% de todos os casos notificados, o diagnóstico, ou suspeita, de AC foi estabelecido na fase pré-natal. Este valor representa uma ligeira subida em relação aos 63,0% observados no biénio anterior, indicando uma melhoria na deteção precoce;
- Em 5,1% dos casos notificados, a gravidez foi inadequadamente vigiada. Este cenário pode ser reflexo da falta de planeamento da gravidez, de dificuldades no acesso a cuidados de saúde ou da insuficiente consciencialização sobre a importância, para a grávida e para o feto, do acompanhamento pré-natal.
Consulte o Relatório RENAC 2020-2021 em acesso aberto aqui.

- 29-01-2026 Compiladas decisões sobre greve e serviços mínimos na Administração Pública
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O que acontece quando trabalhadores da Administração Pública exercem o direito à greve em serviços essenciais como hospitais, tribunais, escolas ou estabelecimentos prisionais? Como se assegura, nesses contextos, a continuidade dos serviços indispensáveis aos cidadãos? A DGAEP acaba de publicar a Coletânea de Jurisprudência em Matéria de Greve e Serviços Mínimos (2020-2025), que reúne, pela primeira vez num único documento, cinco anos de decisões sobre a definição de serviços mínimos em situação de greve na Administração Pública.
Elaborada pelo Departamento de Relações Coletivas de Trabalho (DRCT), a publicação compila a totalidade das decisões dos Colégios Arbitrais constituídos entre 2020 e 2025, bem como uma seleção da jurisprudência mais relevante dos tribunais portugueses, refletindo o equilíbrio entre o direito fundamental à greve e a garantia de necessidades sociais impreteríveis.
Esta coletânea constitui uma ferramenta de referência para árbitros, sindicatos, dirigentes públicos e todos os profissionais envolvidos em procedimentos de greve e na definição de serviços mínimos, promovendo uma atuação mais informada, consistente e transparente.
- 30-01-2026 DGAEP integra projeto europeu sobre trabalho seguro e inclusivo
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A DGAEP participou no 1.º Grupo Focal em Portugal do projeto europeu BRAVE-WOW, uma iniciativa financiada pelo programa EU-CERV que visa prevenir e combater a violência baseada no género no mundo do trabalho, promovendo ambientes laborais mais seguros, respeitadores e inclusivos.
A participação decorreu no dia 9 de janeiro de 2026, em formato online, a convite da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), no âmbito da Comissão Tripartida.
Durante a sessão, os participantes contribuíram para o desenho do Questionário sobre Violência Baseada no Género no Trabalho (GBVW-Q), desenvolvido pela Universidade de Coimbra. Este instrumento será aplicado num estudo piloto a realizar nos países integrantes do projeto – Portugal, Espanha, Itália e Eslovénia – em articulação com o Questionário de Trabalho Digno (DWQ), incidindo sobre o contexto laboral, os protocolos de prevenção e o impacto da tecnologia no trabalho.
A participação da DGAEP visa apoiar a fase inicial de diagnóstico, contribuir para a adequação do projeto à realidade das organizações em Portugal e promover a construção de uma intervenção sustentada e eficaz.
ACSS atualiza e reforça referencial técnico para edifícios e unidades de saúde em 2025

A Unidade de Instalações e Equipamentos da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) promoveu, ao longo de 2025, um conjunto alargado de atualizações e novas publicações técnicas, reforçando o quadro normativo e de boas práticas aplicável ao planeamento, projeto, construção e requalificação de infraestruturas de saúde em Portugal.
Estas iniciativas refletem a necessidade de alinhar os referenciais técnicos com a evolução tecnológica, os requisitos regulamentares, as exigências de segurança — incluindo o comportamento sismo-resistente — e as atuais práticas clínicas e operacionais do setor da saúde.
Entre as principais publicações e atualizações realizadas, destacam-se:
- RETEH Recomendações e Especificações Técnicas do Edifício Hospitalar V. 2025 – documento estruturante que consolida os princípios técnicos aplicáveis aos edifícios hospitalares;
- ET 02/2006 – Especificações técnicas para gás combustível em edifícios hospitalares (versão 2025);
- ET 05/2007 – Especificações Técnicas para o Comportamento Sismo-Resistente de Edifícios Hospitalares;
- ET 07/2009 – Especificações técnicas para tubagem em instalações de águas de edifícios hospitalares;
- ET 08/2010 – Especificações técnicas para ar comprimido técnico em edifícios hospitalares;
- ET 11/2020 – Especificações Técnicas para o Dimensionamento de Ascensores de Edifícios Hospitalares Sujeitos a Condições Sísmicas;
- RT 15/2025 – Recomendações Técnicas para Unidades de Reprocessamento de Dispositivos Médicos de Uso Múltiplo (NOVO)
- RT 16/2025 – Recomendações Técnicas para Consultas Externas e Exames Especiais.
- Guia de Boas Práticas para o Setor da Saúde – reforço das orientações transversais aplicáveis às diferentes tipologias de unidades.
Com este conjunto de documentos, a ACSS reafirma o seu compromisso com a qualificação do edificado da saúde, a segurança de utentes e profissionais e a promoção de soluções técnicas coerentes, atualizadas e alinhadas com as necessidades do Serviço Nacional de Saúde.
Publicado em 29/1/2026
Medicamentos autorizados em 2025 reforçam acesso a terapêuticas essenciais em Portugal – Infarmed
29 jan 2026
Em 2025, o Infarmed autorizou a introdução no mercado de 928 novos medicamentos, num ano marcado por um forte contributo dos medicamentos genéricos e pela relevância da indústria farmacêutica nacional no acesso a terapêuticas seguras, eficazes e de qualidade.
Do total de medicamentos autorizados, 79% correspondem a medicamentos genéricos, confirmando a importância deste segmento na promoção da concorrência e na sustentabilidade do sistema de saúde. Destaca-se ainda a autorização de 236 medicamentos de indústria nacional, bem como de 38 medicamentos considerados essenciais, ou seja, fármacos indispensáveis às necessidades prioritárias de saúde da população e para os quais deve ser assegurado um abastecimento contínuo e regular no sistema de saúde.
Áreas terapêuticas em destaque
A análise dos medicamentos nacionais aprovados em 2025, por procedimento nacional e por procedimentos descentralizados (DCP, na sigla em inglês) e de reconhecimento mútuo (RMP, na sigla em inglês), evidencia uma maior representatividade em áreas terapêuticas prioritárias.
O sistema nervoso central assume particular destaque, concentrando 22,5% do total de medicamentos autorizados por procedimento nacional, seguido do aparelho cardiovascular (17,8%) e dos medicamentos relacionados com o sangue (15,3%). Os medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores representam 12,7%, refletindo a aposta contínua em terapêuticas para doenças oncológicas e autoimunes.
Outras áreas relevantes incluem as hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas (10,3%), os anti-infecciosos (7,0%) e os medicamentos do aparelho digestivo (3,0%). As restantes áreas terapêuticas apresentam uma distribuição mais residual.
Autorização de primeiros medicamentos genéricos
Em 2025, foi igualmente autorizada a introdução no mercado de vários primeiros medicamentos genéricos, alargando as opções terapêuticas disponíveis e contribuindo para a redução de custos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Entre os primeiros medicamentos genéricos autorizados em 2025 incluem-se o tafamidis, 20 mg, cápsula mole, no âmbito do sistema nervoso central, o mirabegrom, 50 mg, comprimido de libertação prolongada, para o aparelho geniturinário, a adenosina, 30 mg/10 ml, solução para perfusão, na área do aparelho cardiovascular, o paracetamol + cafeína, 500 mg + 65 mg, cápsula mole, na área dos analgésicos e antipiréticos do sistema nervoso central, e a mitomicina, 40 mg, pó para solução intravesical ou para solução injetável ou para perfusão, integrada nos medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.
Foram ainda autorizados como primeiros genéricos a associação empagliflozina + metformina e a empagliflozina, no grupo dos antidiabéticos orais, o dienogest + valerato de estradiol, na área dos anticoncecionais, o lauromacrogol 400, solução injetável, como venotrópico, o edoxabano, no grupo dos anticoagulantes e antitrombóticos, bem como a atorvastatina e a associação rosuvastatina + ezetimiba, ambos no grupo dos antidislipidémicos.
Publicado novo Regulamento dos Gases Medicinais | Submissão de pedidos através do Portal Licenciamento+ – Infarmed
30 jan 2026
Para: Divulgação geral
Contactos
- Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI); Tel. 21 798 7373; E-mail: cimi@infarmed.pt; Linha do Medicamento: 800 222 444
Nota Informativa – Novo Regulamento Gases Medicinais ¿ Submissão pedidos através do Portal Licenciamento+
Foi publicado a 11 de novembro de 2025, em Diário da República, o novo Regulamento dos Gases Medicinais, que entrou em vigor a 2 de dezembro de 2025.
Este regulamento responde à evolução tecnológica e da prática clínica, prevendo novos sistemas de produção de gases medicinais através de dispositivos médicos, assim como a gestão de gases medicinais para utilização clínica em estabelecimentos e serviços de saúde. Além disso, clarifica ainda as condições de exercício e responsabilidades inerentes à direção técnica das atividades de fabrico, distribuição e entrega domiciliária de gases medicinais, introduzindo simplificação administrativa sem comprometer a segurança e qualidade.
Ao abrigo do novo regulamento, o fabrico de gases medicinais em pessoas coletivas públicas, instituições militares, instituições particulares de solidariedade social e entidades privadas, através da utilização de dispositivos médicos, para utilização clínica, está sujeito a notificação prévia ao INFARMED, I. P., através de um Pedido Específico, via Portal Licenciamento+, cujo acesso ficará disponível no site do Infarmed, na área dos Fabricantes/Dispositivos Médicos.
De igual modo, as entidades que pretendam exercer a atividade de distribuição domiciliária de gases medicinais devem proceder à comunicação do início da atividade junto do Infarmed, também através da submissão de um Pedido Geral, via Portal Licenciamento+. As minutas relativas a esta atividade ficarão disponíveis no site, na área da Distribuição por grosso.
Por fim, ressalve-se que estas entidades, que à data de entrada em vigor do regulamento gases medicinais exerçam qualquer uma das atividades previstas naquele normativo, dispõem do prazo de um ano para se adequarem às novas disposições, nomeadamente as relativas à direção técnica e às Boas Práticas de Distribuição Domiciliaria de Gases Medicinais.
Documentos
ULS Médio Tejo reforça cuidados de saúde de proximidade

Através de duas unidades móveis que irão levar cuidados de enfermagem, tratamentos e telemedicina às populações
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) vai colocar em circulação, a partir de fevereiro, duas unidades móveis de saúde, que irão percorrer as estradas do Médio Tejo para levar cuidados de enfermagem, tratamentos e telemedicina às populações de sete concelhos: Abrantes, Alcanena, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila de Rei.
Em comunicado, a ULS do Médio Tejo informa que esta nova resposta de cuidados de saúde de proximidade dirige-se às populações que vivem em zonas mais afastadas, com menor densidade populacional e maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde, levando os cuidados até junto das pessoas, nas localidades onde vivem.
As unidades móveis da ULS Médio Tejo são carrinhas adaptadas para levar cuidados de saúde primários até junto das pessoas. Financiadas no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, estas carrinhas dispõem de espaço para atendimento clínico e para a realização de tratamentos, estando equipadas com o material necessário para a prestação de cuidados de enfermagem.
Pensadas para responder às necessidades da população, as unidades garantem condições de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e estão ligadas aos sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), permitindo o registo da atividade clínica e a continuidade dos cuidados.
A atividade destas unidades estará centrada, sobretudo, nos cuidados de enfermagem, incluindo o acompanhamento de pessoas com doença crónica, a realização de tratamentos, a vacinação, o apoio à correta toma da medicação, a identificação e acompanhamento de pessoas em situação de dependência, a promoção da literacia em saúde e a realização de rastreios.
ULS Região de Leiria suspende atividade programada

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria suspendeu a atividade programada (consultas, cirurgias e exames), esta quarta-feira, dia 28 de janeiro, devido às consequências das condições meteorológicas adversas das últimas horas.
Os utentes em tratamento domiciliário respiratório que necessitem de apoio para carregamento do seu equipamento devem dirigir-se à urgência hospitalar mais próxima.
As equipas técnicas estão a desenvolver esforços para o rápido restabelecimento da plena operacionalidade, de modo a garantir a continuidade, a segurança e a qualidade da prestação de cuidados.
A informação será atualizada nas próximas horas.
Bloco Operatório do Hospital de Faro remodelado

ULS Algarve adquiriu também novos equipamentos de cirurgia robótica
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, inaugurou no dia 26 de janeiro as obras de remodelação total do Bloco Operatório Central do Hospital de Faro. As obras, num investimento toteal de 9,3 milhões de euros, permitiram intervencionar toda a estrutura do Bloco Operatório Central e aumentar a capacidade cirúrgica desta unidade.
De acordo com o comunicado divulgado pela instituição, além da remodelação de toda a estrutura física, “a intervenção de fundo contemplou a modernização das redes de suporte fundamentais para o funcionamento do bloco, tais como o novo sistema de proteção radiológica em todas salas operatórias, o sistema de AVAC, a rede elétrica e informática, a estrutura contra incêndios e as redes de águas e esgotos”.
A Unidade Local de Saúde do Algarve investiu também em “tecnologia moderna e de última geração”. “Com os olhos postos no futuro e com um investimento de três milhões de euros”, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve adquiriu equipamentos de Cirurgia Robótica – os denominados Robots Cirúrgicos – e a Torre para Endoscopia de Coluna.
Requalificação do Internamento do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental
A agenda de trabalho da Ministra da Saúde no Algarve terminou com uma visita às obras de remodelação integral do internamento do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, em Faro. Um investimento, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 1,3 milhões de euros, que permitiu a modernização integral de todos os quartos, casas de banho e salas de trabalho, melhoria do isolamento térmico e acústico, requalificação dos corredores de acesso e substituição de toda a caixilharia de portas e janelas no serviço de internamento, criando melhores condições de conforto para os utentes e de trabalho para os profissionais.
Dia Mundial das Doenças Raras 2026 – INSA

29-01-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), enquanto coordenador do “National Mirror Group” (NMG) da “European Rare Diseases Research Alliance” (ERDERA), vai assinalar o Dia Mundial das Doenças Raras com um evento presencial, no dia 28 de fevereiro, no Auditório do Hospital Doutor José Maria Grande (Portalegre). Este ano subordinada ao tema “Doenças Raras – Mais do que pode imaginar”, a iniciativa visa sensibilizar para a temática das doenças raras, assim como dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nesta área.
Organizado em conjunto pelo INSA, Associação de Investigação Clínica e Inovação Biomédica, Direção-Geral da Saúde, Fundação para a Ciência e Tecnologia, NMG da ERDERA, Orphanet, União das Associações das Doenças Raras de Portugal – RD Portugal, Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, o evento, que contará com transmissão online através da plataforma Zoom, pretende também promover o debate sobre as doenças raras em Portugal, divulgar visões diferentes sobre a temática e discutir o seu enquadramento no presente e no futuro. Os interessados em participar deverão efetuar a sua inscrição aqui até 20 de fevereiro.
Criado pela EURORDIS-Rare Diseases Europe em 2008, o Dia Mundial das Doenças Raras é comemorado anualmente no último dia de fevereiro, em mais de 80 países, com o objetivo de sensibilizar o público e os decisores políticos para as doenças raras e o seu impacto na vida dos doentes e famílias. A EURORDIS é uma aliança não-governamental, sem fins lucrativos, que reúne mais de 700 associações de doenças raras, de mais de 60 países, que trabalham juntas para melhorar a vida dos 30 milhões de pessoas com doenças raras na Europa.
As doenças raras são doenças crónicas maioritariamente debilitantes e muitas vezes fatais precocemente, que requerem esforços combinados especiais de várias áreas de intervenção, onde têm grande papel a investigação genética e farmacológica, os produtos de apoio e as respostas sociais ou a satisfação de necessidades educativas especiais, a fim de permitir que os doentes sejam tratados, reabilitados e integrados na sociedade de forma mais eficaz. Estima-se que, em Portugal, existam cerca de 600 a 800 mil pessoas portadoras destas doenças.
Curso “A condução de entrevistas em estudos qualitativos de investigação científica em saúde” – INSA

30-01-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) disponibiliza, pela primeira vez, em 2026, o curso “A condução de entrevistas em estudos qualitativos de investigação científica em saúde: metodologia, protocolos e boas práticas”. A formação terá lugar a 27 de fevereiro nas instalações do INSA, em Lisboa, e incluirá sessões teóricas e práticas com o objetivo de introduzir e aprofundar abordagens metodológicas, protocolos e boas práticas que sustentam a condução de entrevistas em contextos de investigação científica em saúde.
Destinado a estudantes do ensino superior e profissionais das áreas da saúde, ciências sociais e áreas afins, bem como demais interessados na condução de entrevistas qualitativas em investigação científica em saúde, o curso terá início com um enquadramento conceptual sobre a entrevista qualitativa em saúde e os seus vários tipos, seguindo-se a preparação do guião, interação entrevistador-entrevistado, aplicação de técnicas de condução da entrevista e gestão de situações desafiantes.
Haverá ainda lugar à simulação prática de uma entrevista qualitativa em saúde, seguida de discussão para reflexão, feedback e identificação de boas práticas, contribuindo para a produção de dados qualitativos válidos e cientificamente rigorosos, não sendo abordada a análise dos dados qualitativos. Os interessados em participar deverão efetuar a sua inscrição através do preenchimento do seguinte formulário. Para mais informações, consultar o programa ou a Plataforma de e-Learning do INSA.
As entrevistas qualitativas constituem um instrumento central da investigação científica em saúde, permitindo compreender, em profundidade, os significados, perceções e experiências dos participantes. A qualidade dos dados recolhidos depende, em grande medida, da forma como a entrevista é planeada e conduzida, exigindo rigor metodológico, atenção aos princípios éticos e competências específicas por parte do entrevistador.



