Nomeações de Delegados de Saúde – DGS

Segurança Rodoviária: DGS representa Portugal no 4.º Relatório Global, a convite da OMS

20/11/2017

A Organização Mundial de Saúde – Europa convidou a Direção-Geral da Saúde (DGS), através do National Data Coordinator para o 4.º Relatório Global de Segurança Rodoviária a apresentar a evolução portuguesa e o papel desempenhado pela saúde nesta área, no simpósio e exposição de segurança rodoviária (8th Highway Traffic Safety Symposium and Exhibition), que decorreu entre os dias 16 e 18 de novembro, em Ankara, Turquia.

O representante português foi ainda convidado para uma apresentação no workshop, paralelo ao evento, atinente ao diálogo intersectorial de alto nível sobre políticas de segurança rodoviária (Intersectoral High Level Policy Dialog Meeting on Road Safety), no dia 17 de novembro, organizado pela delegação Turca da Organização Mundial de Saúde.

Além de Portugal, Espanha também recebeu o convite da Organização Mundial de Saúde para um representante, tendo sido os peritos destes dois países as representações internacionais neste evento.

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Atualização de Norma DGS: Procedimento para disponibilização da reserva estratégica nacional de imunoglobulina contra a raiva (REN IgR)

Norma nº 007/2017 de 12/06/2017 atualizada a 20/11/2017

Procedimento para disponibilização da reserva estratégica nacional de imunoglobulina contra a raiva (REN IgR). Alteração do telemóvel dos representantes da Diretora-Geral da Saúde para iniciar o procedimento (págs. 2 e 7).

Manual DGS: «Cessação Tabágica e Ganho Ponderal – Linhas de Orientação»

17/11/2017

Para comemorar o Dia Nacional do Não fumador, assinalado a 17 de novembro, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde (DGS), sublinha a importância do acompanhamento nutricional durante o processo de cessação tabágica.

Fumar é a primeira causa evitável de doença, incapacidade e morte prematura nos países desenvolvidos, estando associada a seis das oito primeiras causas de morte a nível mundial. Em Portugal, a alimentação inadequada, é o principal determinante dos anos de vida saudáveis perdidos nas mulheres. O fumo de tabaco é o principal responsável nos homens. Em conjunto, alimentação inadequada (que conduz muitas vezes à obesidade) associada ao fumo de tabaco representam a principal ameaça à saúde dos portugueses.

Deixar de fumar diminui o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e doenças respiratórias, bem como inúmeros tipos de cancro.

Quando o processo de deixar de fumar é acompanhado por uma equipa de saúde, os riscos do aumento de peso são diminuídos e o sucesso do processo aumenta significativamente. Por outro lado, ganham-se alguns hábitos alimentares que perduram durante a vida, os quais irão contribuir para a prevenção de diversas doenças no futuro.

Existem algumas recomendações para o fumador em processo de cessação que devem ser seguidas neste processo, que evitam ganhar peso excessivo:

  • Fazer várias refeições ao longo do dia: depois da cessação tabágica os alimentos têm um cheiro e um sabor mais agradáveis e os sintomas de privação da nicotina como a ansiedade, craving (forte compulsão em fumar) e aumento de apetite levam a que haja uma maior vontade de comer. Fazer pequenas e várias refeições e lanches ao longo do dia ajuda no controlo destes sintomas e a não comer demasiado.
  • Ter sempre disponíveis pequenos lanches saudáveis. Fruta e hortícolas crus, frutos gordos com moderação (amêndoas, nozes, avelãs) leite e derivados magros e cereais integrais são boas opções. Aproveite esta ocasião para experimentar lanches saudáveis diferentes para quebrar a monotonia: por ex. palitos de cenoura crua, pipocas sem adição de açúcar e sal, poderão começar a fazer parte do seu dia alimentar.
  • Beber líquidos ao longo do dia e fazer da água a sua bebida de eleição. A água ajuda a libertar a nicotina e seus metabolitos do organismo, nos primeiros dias de cessação. Para além da água, as infusões sem açúcar são boas alternativas.
  • Evitar bebidas com cafeína. O café, chás verde e preto, refrigerantes e bebidas energéticas com cafeína, podem despoletar sintomas como a ansiedade, que é muitas vezes um efeito secundário da ausência da nicotina. Opte por versões descafeinadas destas bebidas.
  • Praticar atividade física de forma regular. Enquanto a fome está associada a períodos de maior compulsão em fumar, foi demonstrado que a prática de atividade física diminui a ansiedade e a vontade de fumar. Para além disso, a atividade física diária ajuda a manter um peso corporal saudável, a aliviar o stress e a aumentar a autoestima.
  • Por último, mudar a rotina para evitar a recaída. Os fumadores, frequentemente, têm comportamentos e hábitos na sua rotina associados ao ato de fumar.

Estas e outras recomendações podem ser consultadas no manual «Cessação Tabágica e Ganho Ponderal – Linhas de Orientação», uma publicação do PNPAS, que pode descarregar e ler gratuitamente.

Para saber mais, consulte:

Relatório do Programa Nacional para Prevenção e Controlo do Tabagismo 2017 – DGS

Relatório do Programa Nacional para Prevenção e Controlo do Tabagismo 2017

Este documento faz um ponto de situação sobre a prevenção e o controlo do tabagismo em Portugal.

Dele consta um resumo das atividades feitas em 2016/2017, uma previsão do que está a ser feito em 2017/2018, e o que se prevê atingir até 2020.

Consulte aqui o Relatório do Programa Nacional para Prevenção e Controlo do Tabagismo 2017


Informação do Portal SNS:

Tabaco mata mais de 11.800 portugueses por ano

O relatório «Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo 2017», apresentado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), revela que a uma pessoa morreu a cada 50 minutos em Portugal, no ano passado, por doenças atribuíveis ao tabaco.

O relatório do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo divulga dados de 2016, com base em estimativas elaboradas pelo Institute of Health Metrics and Evaluation, segundo os quais, nesse ano, morreram em Portugal mais de 11.800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco.

A prevalência de consumidores diários ou quase diários de tabaco, entre 2012 e 2016/17, registou uma ligeira redução, passando de 95,2 % para 94,0 %.

Um estudo do Eurobarómetro, citado no documento, refere que, em 2017, cerca de um terço das pessoas fumadoras disseram ter tentado parar de fumar em algum momento (35,7%), 6,3% nos últimos 12 meses e 30,1% há mais de um ano.

Dos 11.843 óbitos causados pelo tabaco ocorridos em 2016 (10,6 % do total de mortes no país), 9.263 eram homens (16,4 % do total dos que morreram) e 2.581 eram mulheres (4,7 %).

Os autores do relatório sublinham que «o tabaco foi responsável por cerca de uma em cada quatro mortes no grupo etário dos 50 aos 59».

Nos homens, a maior percentagem de óbitos atribuíveis ao tabaco registou-se no grupo etário dos 50 aos 59 anos (cerca de 30 % dos óbitos), enquanto nas mulheres o grupo etário com maior mortalidade foi o dos 45 aos 49 anos (14,5 % do total de óbitos).

No mesmo ano, o tabaco foi responsável por 46,4% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crónica, 19,5% das mortes por cancro, 12% das mortes por infeções respiratórias do trato inferior, por 5,7% das mortes por doenças cerebrocardiovasculares e 2,4% das mortes por diabetes, lê-se no documento.

Em relação ao tabagismo nos jovens, os dados do IV Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas (2016/2017), referido no relatório, apontam para a idade média de início de consumo reportada pela população entre os 15 e os 24 anos passou dos 15 para os 16 anos.

Neste grupo etário, entre 2012 e 2016/2017, registou-se um aumento no consumo nos últimos 30 dias.

Sobre os apoios no âmbito da cessação tabágica, os autores destacam o aumento registado em 2016 na dispensa de embalagens de medicamentos nas farmácias: mais 56.330 embalagens dispensadas.

A comparticipação destes medicamentos para ajudar a deixar o tabaco, que entrou em vigor em 2016, impulsionou a sua utilização.

O consumo de um desses fármacos (vareniclina) aumentou cerca de 68,2% no primeiro trimestre de 2017 (mais 6.196 embalagens).

No ano passado também se assistiu a «um aumento da acessibilidade às consultas de cessação tabágica», tendo-se registado cerca de 31.800 consultas de apoio intensivo à cessação tabágica a nível dos Agrupamentos de Centros de Saúde e unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (um aumento de 3,5% face a 2015).

Fonte: Lusa

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