
Regulamento n.º 880/2026 – Diário da República n.º 132/2026, Série II de 2026-07-10
Município de Bragança
Aprova o Regulamento da Unidade Móvel de Saúde ― Transporte de Doentes Oncológicos do Município de Bragança.
DGS publica recomendações para Unidades de Respostas Sociais e Unidades da RNCCI para proteção durante temperaturas elevadas e ondas de calor

Durante uma onda de calor, as pessoas idosas, pessoas com deficiência ou pessoas com doença crónica são dos grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo.
Existe um conjunto de medidas simples que devem ser adotadas para minimizar estes efeitos, quer no contexto da resposta institucional, quer na resposta domiciliária.
Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica um guia com as principais recomendações para as Unidades de Respostas Sociais e Unidades da RNCCI para proteção durante temperaturas elevadas e ondas de calor, disponível aqui:
DGS publica recomendações para Equipas de Rua, Profissionais de Saúde e Parceiros Sociais para proteção das pessoas em situação de sem-abrigo expostas a temperaturas elevadas e a ondas de calor

As pessoas em situação de sem-abrigo são um dos grupos mais vulneráveis às ondas de calor: à exposição direta somam-se doenças crónicas, fragilidade física e falta de acesso a sombra, água e descanso. O calor extremo não é só um fenómeno meteorológico – é um amplificador de desigualdades.
Fatores como precariedade habitacional, insegurança alimentar, exclusão social, baixa literacia em saúde e fragilidade da saúde mental limitam a capacidade de adaptação e atrasam a procura de ajuda, agravados por barreiras de acesso aos cuidados.
Por isso, a intervenção deve olhar para cada pessoa de forma clínica e social – avaliando hidratação, mobilidade e estado de saúde, e comunicando de forma simples e direta. Proteger este grupo é uma responsabilidade ética e de saúde pública, que exige reconhecer que esta vulnerabilidade é estrutural.
A proteção das pessoas em situação de sem-abrigo durante ondas de calor exige uma abordagem integrada, preventiva e intersectorial. A redução das desigualdades sociais, a melhoria do acesso a cuidados e a coordenação entre entidades são determinantes para reduzir o impacto do calor extremo nesta população.
Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica um guia com as principais recomendações para as Equipas de Rua, Profissionais de Saúde e Parceiros Sociais para proteção das pessoas em situação de sem-abrigo expostas a temperaturas elevadas e a ondas de calor, disponível aqui:
DGS publica recomendações alimentares para a população durante temperaturas elevadas e ondas de calor

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publica um guia com as principais recomendações alimentares para a população durante temperaturas elevadas e ondas de calor, disponível aqui:
Ministra da Saúde inaugura novo edifício da USF de Alpiarça

Ana Paula Martins destaca o papel fundamental das Unidades de Saúde Familiar como porta de entrada no SNS
Foi inaugurado o novo edifício da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Alpiarça, um investimento que reforça a qualidade, a proximidade e a dignidade dos cuidados de saúde prestados à população. Na cerimónia de inauguração, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destacou o papel fundamental das Unidades de Saúde Familiar como porta de entrada no SNS e sublinhou a importância da cooperação entre o Estado, a Câmara Municipal de Alpiarça e a Unidade Local de Saúde da Lezíria para concretizar este projeto.
A USF acompanha 6.782 utentes, todos com médico de família atribuído, assegurando uma resposta de saúde mais acessível e eficiente. A equipa multidisciplinar é composta por médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais, que trabalham diariamente para prestar cuidados de excelência.
A construção do novo edifício, apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Programa Acelerar 2030, representa mais um passo no reforço dos cuidados de saúde primários e na melhoria das condições para utentes e profissionais.
INSA Porto organiza III Encontro de Saúde Pública

10-07-2026
O Centro de Saúde Pública Doutor Gonçalves Ferreira (CSPGF) organiza, dia 17 de setembro, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, em formato presencial, o III Encontro de Saúde Pública do INSA Porto. O evento será composto por quatro sessões dedicadas aos departamentos técnico-científicos do INSA com atividade permanente na sua delegação do Porto.
A iniciativa consistirá num conjunto de conversas sobre temas de interesse nas áreas das doenças infeciosas, genética humana, alimentação e saúde pública. No período da manhã, a área das doenças infeciosas estará representada com a abordagem à temática do diagnóstico e vigilância laboratorial das Micobactérias Não Tuberculosas, bem como a sua relevância clínica e terapêutica, seguindo-se uma conversa dedicada aos desafios, oportunidades e limites nas áreas da genómica e do rastreio neonatal.
À tarde, a primeira sessão abordará os temas do ambiente, alimentação e determinantes em saúde, com intervenções sobre a qualidade dos alimentos e a qualidade da água em situações de catástrofe, à qual se seguirá uma preleção dedicada ao futuro da saúde pública, entre dados, confiança e cidadania.
O III Encontro de Saúde Pública do INSA Porto poderá ser acompanhado presencialmente, sendo para isso necessário efetuar inscrição, através deste link. Para mais informações, consulte o programa completo do evento.
O Centro de Saúde Pública Doutor Gonçalves Ferreira do INSA integra 15 unidades laboratoriais especializadas (o Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, a Bacteriologia Clínica, a Química Clínica, a Hematologia, a Virologia, a Serologia, a Parasitologia, a Tuberculose e Micobactérias, a Química e Toxicologia de Águas, a Microbiologia de Águas, a Saúde Ocupacional, a Toxicologia, a Qualidade do Ar Interior, a Química dos Alimentos e a Microbiologia dos Alimentos. Além disso, dispõe de diversos serviços de apoio, contando ainda com um biotério, uma biblioteca, uma sala de formação, um refeitório e um gabinete médico e de enfermagem. No total, trabalham no Centro mais de 150 colaboradores.
Fundado em 1899 pelo médico e humanista Ricardo Jorge, o INSA desenvolve uma tripla missão como laboratório do Estado no setor da saúde, laboratório nacional de referência e observatório nacional de saúde. O INSA tem por missão contribuir para ganhos em saúde pública através de atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, atividade laboratorial de referência, observação da saúde e vigilância epidemiológica, bem como coordenar a avaliação externa da qualidade laboratorial, difundir a cultura científica, fomentar a capacitação e formação e ainda assegurar a prestação de serviços diferenciados.
Instituto Ricardo Jorge participa em conferência internacional sobre doenças transmitidas por mosquitos

08-07-2026
Líbia Zé-Zé, investigadora auxiliar no Laboratório Nacional de Referência de Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas (CEVDI) do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), esteve, nos dias 9 e 10 de junho, em Nicósia, Chipre, em representação de Portugal e do INSA na Conferência de Doenças Transmitidas por Mosquitos.
Organizado no âmbito da Presidência do Chipre no Conselho da União Europeia, o evento contou com a presença de representantes da maioria dos países e instituições de gestão e financiamento em Saúde Pública Europeus, entre eles a Presidência do Conselho da EU, o Ministro da Saúde do Chipre, Institutos Nacionais de Saúde, ECDC, DG HERA, DG SANTE, DG Research and Innovation. Portugal esteve representado por dois delegados, Líbia Zé-Zé do INSA e Joana Vidal Castro da Direção-Geral da Saúde.
O CEVDI é um centro de diagnóstico e investigação científica na área das doenças infeciosas transmitidas por vetores e com interesse para a Saúde Pública, atuando também como laboratório de reforço à Unidade de Resposta a Emergências e Biopreparação do Departamento de Doenças Infeciosas. Existem atualmente quatro linhas de investigação principais, nomeadamente vírus e bactérias transmitidas por vetores, artrópodes vetores e roedores reservatórios.
No laboratório de virologia são estudados arbovírus, hantavírus e arenavírus, enquanto no laboratório de bacteriologia são estudadas bactérias dos géneros Anaplasma, Bartonella, Borrelia, Coxiella, Ehrlichia, Francisella e Rickettsia. No que respeita aos artrópodes vetores, o Centro dispõe de um insectário com capacidade para suportar o estabelecimento dos ciclos de vida destes vetores.

