Transplantação e doação de órgãos: Portugal é o segundo país do mundo com mais órgãos de dadores falecidos

20/03/2018

Portugal atingiu, em 2017, o segundo lugar na lista mundial de países com mais órgãos de dadores falecidos, num universo de 50 países, onde estão representados todos os países ocidentais. Em 2016, Portugal ocupava a terceira posição e, em 2015, o quarto lugar.

Esta informação foi divulgada no simpósio internacional de transplantação e doação de órgãos, organizado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que se encontra a decorrer em Lisboa.

De acordo com o relatório da Coordenação Nacional da Transplantação sobre a atividade de doação e transplantação de órgãos entre 2012 e 2017, em 2017 foram colhidos 1.011 órgãos e realizados 895 transplantes.

No que diz respeito aos transplantes realizados em 2017, assinalou-se um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior (864). O número de dadores também aumentou, atingindo os 351 em 2017, mais 14 do que no ano anterior.

A maioria dos dadores estava em morte cerebral (330), 79 eram dadores vivos, 21 encontravam-se em paragem cardiocirculatória e 10 eram dadores sequenciais. A principal causa de morte dos dadores foi clínica (80%), seguindo-se a traumática (20%). O maior número de dadores é oriundo do sul (137), seguido do norte (110) e do centro (104).

Em relação aos órgãos, o aumento foi de 8% em relação ao ano anterior, registando-se a colheita de 1.011 em 2017. A idade média do dador foi de 53,8 anos (55,1 anos em 2016). Em dador vivo, registaram-se 77 doações de rins e dois de fígado.

O Presidente do IPST, João Paulo Almeida e Sousa, considera que a subida à segunda posição é uma excelente notícia, refletindo mais oportunidades de doação. Também presente nesta iniciativa, o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, sublinhou a importância do lugar alcançado por Portugal, prestando o seu reconhecimento ao IPST e aos seus profissionais de saúde.

Para saber mais, consulte:

Instituto Português do Sangue e da Transplantação – http://ipst.pt/