Notícias em 16/04/2021

Relatório de Situação nº 410 | 16/04/2021

Relatório de Situação nº 410 | 16/04/2021 – DGS

Relatório de Situação nº 410 | 16/04/2021

Infeção por novo coronavírus (COVID-19) em PORTUGAL – Relatório de Situação


COVID-19 – DGS forma mais 200 microinfluenciadores sociais em parceria com a ANEPC

COVID-19 - DGS forma mais 200 microinfluenciadores sociais em parceria com a ANEPC

A Direção-Geral da Saúde (DGS), em parceria com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), promoveu mais uma formação de microinfluenciadores sociais, no dia 15 de abril.

A iniciativa, integrada no Projeto de Mobilização Social, da DGS, contou com mais de 200 participantes, membros de corpos de bombeiros, dos serviços municipais da proteção civil e da área social dos municípios.

O evento ocorreu em simultâneo nas cinco regiões de Portugal Continental: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

A Direção-Geral da Saúde iniciou este projeto em março de 2020, com o objetivo de formar microinfluenciadores sociais que irão difundir informação fidedigna e clara pela população na resposta à pandemia. Considera-se que o papel de agentes de saúde publica destes microinfluenciadores é imprescindível para alcançar todos os cidadãos, sem exceção, estimulando uma relação de confiança que promova a saúde.

São agora mais de 4 mil os agentes de saúde pública espalhados por todo o país, que realizam atividades nas suas comunidades para garantir que toda a população se encontra devidamente informada e apta a adotar os comportamentos recomendados.


Para as novidades mais recentes do Diário da República em matéria de Estado de Emergência e Covid-19, veja: Notícias em 15/04/2021


Orientação nº 028/2020 de 28/05/2020 atualizada a 16/04/2021 – DGS

Orientação nº 028/2020 de 28/05/2020 atualizada a 16/04/2021

COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO – RECUPERAÇÃO – Utilização de equipamentos culturais


Covid-19 | Plano de Vacinação

16/04/2021

Coordenador Nacional da Task Force em visita à Região Norte

O Coordenador Nacional da Task Force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 em Portugal, Vice-Almirante Henrique de Gouveia e Melo, então acompanhado pelo Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro e pelo Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte, efetua uma visita de trabalho à Região de Saúde do Norte, efetua uma visita de trabalho este sábado, dia 17 de abril, à Região de Saúde do Norte, com a seguinte agenda:

10h00 – Centro de Vacinação de Gondomar (ACES Gondomar)
Pavilhão Multiusos
Av.ª Multiusos – Gondomar

11h00 – Centro de Vacinação de Vila Nova de Gaia (ACES Gaia)
Pavilhão Municipal das Pedras
Rua Quinta das Pedras – Vila Nova de Gaia


Protocolo de Cooperação

16/04/2021

INSA celebra parceria com a Universidade de Coimbra

O protocolo de cooperação assinado esta tarde entre o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Universidade de Coimbra (UC) constitui “mais um passo para a consolidação de uma rede nacional e contribuirá para o aumento da capacidade do país na área da saúde e da ciência e para a maior proximidade às populações”, considerou o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

Presente na cerimónia de assinatura do protocolo, que contempla a integração e o desenvolvimento do Laboratório de Análises Clínicas da UC como Laboratório Parceiro do INSA e um acordo para a execução específica da sequenciação do genoma do SARS-CoV-2, António Lacerda Sales recordou que, no início da pandemia, se começou com um laboratório e hoje a rede é constituída por 145 instituições, públicas, privadas e da academia.

“Tudo isto foi possível graças a um plano de investimentos do Governo na área laboratorial de 8,4 milhões de euros”, sublinhou, acrescentando: “Não se pense que este esforço terminou. Há que adaptar a estratégia de testagem à situação epidemiológica e ao desconfinamento em curso”.

A cerimónia de assinatura contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Alberto Sobrinho Teixeira, do Presidente do Conselho Diretivo do INSA, Fernando de Almeida e do Reitor da UC, Amílcar Falcão.

A sequenciação de um maior número de amostras do Sars-CoV-2 (vírus responsável pela COVID-19) permite responder às orientações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, perante a emergência de novas variantes da COVID-19 (não só para avaliar a representação destas variantes, mas também para vigiar o aparecimento de outras).

Com o projeto de sequenciação do genoma do vírus SARS-CoV-2 (por sequenciação de nova geração – NGS), que será realizado pela UC Genomics (plataforma tecnológica de genómica da UC), a Universidade de Coimbra vai colaborar na vigilância realizada pelo INSA, a nível nacional.


Hospitais | Programa de Estabilidade

16/04/2021

250 milhões em novos hospitais e 68M€ em obras até final de 2022

O Governo prevê investir 250 milhões de euros (M€) em novos hospitais até final do próximo ano e 68 milhões em obras em infraestruturas já existentes, segundo o Programa de Estabilidade (PE) para 2021/2025.

De acordo com os dados relativos aos investimentos estruturantes em infraestruturas (em execução ou contratação), o PE prevê um investimento em novos hospitais de 69M€ este ano e 181M€ no próximo.

No Orçamento do Estado para 2021 estava contemplada uma despesa de 104,3M€ para a construção de novos hospitais a serem lançados até 2023.

Segundo o PE, entre estas novas unidades estão o Hospital Lisboa Oriental PPP, para o qual estão previstos este ano 10M€ e 73M€ em 2022.

As verbas contempladas no PE para esta nova unidade incluem o investimento na infraestrutura e equipamento (exclui a execução financeira da PPP). O custo total do projeto é de 470M€.

O júri do concurso, da responsabilidade da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), apenas em setembro de 2020 optou pela pré-qualificação de dois concorrentes: a Sacyr Somague e o consórcio Mota-Engil.

Outras das novas unidades a lançar será o Hospital de Proximidade de Sintra, para o qual o PE inscreve uma previsão de 12M€ (inclui equipamento hospitalar), mas apenas em 2022. O custo total da obra é de 75 milhões de euros.

Este mês, a autarquia anunciou que a adjudicação e o início da construção estavam previstas para o mês de julho. A Câmara de Sintra paga a construção, enquanto o Estado assume a aquisição e instalação de equipamentos, orçamentadas em 22M€.

O Hospital de Proximidade do Seixal é outra das novas unidades inscritas no PE, com um investimento público previsto de 28M€ este ano e um milhão em 2022, verbas que incluem equipamento hospitalar. O custo total do projeto é de 55M€.

O processo de criação deste hospital remonta a 2009, quando o Estado assinou um acordo com a Câmara Municipal do Seixal, chegando a ser lançado um concurso público em janeiro de 2010, mas o processo acabou por não ter desenvolvimentos nessa altura.

O Hospital Central do Alentejo é outra das novas unidades, na qual o Governo prevê investir 13M€ este ano e 44M€ em 2022 (inclui equipamento hospitalar). No total, o custo deste projeto está estimado em 215M€.

O Hospital da Madeira outras das cinco novas unidades hospitalares previstas. O total do custo do projeto é de 311M€, sendo que o Governo prevê investir este ano 18M€ e no próximo 51M€ (inclui equipamento hospitalar).

Para obras em infraestruturas de saúde já existentes estão previstos um total de 68M€ até final de 2022.

O maior investimento este ano vai para o Hospital Pediátrico de S. João, com 24M€. O custo total é de 28M€, mas o restante já foi investido em anos anteriores.

Na UCCI – Rainha D. Leonor o Governo prevê este ano um investimento de 100.000 euros e para a intervenção no IPO de Coimbra estão previstos 11M€ este ano e 15M€ em 2022.

No Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia-Espinho está previsto um investimento de 200.000 euros e no Centro Hospitalar de Setúbal 11M€ este ano e seis milhões de euros em 2022.


NEG RUN | Corrida solidária

16/04/2021

Evento da Académica de Coimbra reverte a favor do IPO de Coimbra

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPO de Coimbra)  recebeu, esta sexta-feira, dia 16 de abril, uma comitiva do Núcleo de Estudantes de Gestão da Associação Académica da Universidade de Coimbra, no âmbito da divulgação do evento NEG/RUN.

Este evento desportivo, que já conta com mais de 750 inscritos, é uma corrida/caminhada adaptada à situação pandémica que o país e o Mundo atravessam.

Segundo a Presidente do Núcleo de Estudantes de Gestão: «hoje é um dia muito importante, pois entregamos, de forma simbólica, uma camisola referente à corrida NEG/RUN. O NEG/RUN é um evento solidário adaptado às condições permitidas pelo contexto de pandemia e pelas normas impostas pela Direção Geral da Saúde. Todos os participantes podem inscrever-se de forma gratuita e fazer uma doação, ajudando esta Instituição tão nobre que é o IPO de Coimbra».

A Presidente de IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, agradeceu o gesto referindo que «são iniciativas destas que provam como são importantes estes valores, como o da solidariedade, presentes nos estudantes da Universidade de Coimbra. Um evento solidário onde os testemunhos de atletas de alta competição, como é o caso do Nélson Évora, Naide Gomes, Marlene Sousa, Reinaldo Ventura ou o Francisco Belo, que, com o seu contributo, estão ajudar na sua divulgação. O valor que resultar da doação dos participantes será investido no cuidar dos doentes, missão principal do IPO de Coimbra.

Esta corrida solidária, também, apela, à questão da importância do exercício físico, da condição física, de sermos ativos. Esses também são mensagens que o IPO de Coimbra tem transmitido. Ainda, recentemente, aquando da celebração do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, em 4 de fevereiro, lembrámos as máximas do código europeu contra o cancro, uma das quais é a de nos mantermos fisicamente ativos.»

Entre 1 e 8 de maio, os participantes são incentivados a realizar uma corrida ou caminhada. A inscrição é gratuita, mas quem quiser poderá fazer uma doação, cujo valor reverterá para o IPO de Coimbra.

Para saber mais, consulte:


Newsletter | Saúde Mental

16/04/2021

Nova edição dedicada à valorização da Saúde Mental de profissionais do SNS

A valorização da Saúde Mental de profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o tema em destaque da terceira edição da Newsletter Saúde Mental, já disponível para consulta no Portal do SNS. No seguimento do trabalho que vem sido desenvolvido, e dando relevo à estratégia prioritária da tutela para esta área, a publicação destaca o impacto da pandemia por Covid-19 sobre a saúde mental da população portuguesa.

De acordo com o editorial do Diretor do Programa Nacional de Saúde Mental (PNSM), Miguel Xavier, este impacto tem sido mais marcado durante os períodos de confinamento, evidenciando-se predominantemente pelo aparecimento (ou agravamento) de sintomas como a ansiedade, a depressão e a insónia.

Atento a esta situação, o PNSM desenvolveu desde o primeiro momento uma série de iniciativas seguindo o modelo proposto pela Organização Mundial da Saúde, e nas quais se destacam a promoção de autocuidados, comunidade, cuidados de saúde primários e serviços especializados de saúde mental.

Organizada em articulação pelo Programa Nacional Para a Saúde Mental, Conselho Nacional de Saúde Mental e Comissão Técnica de Acompanhamento da Reforma da Saúde Mental, a nova edição da Newsletter referente ao mês de abril aborda temas como:

  • Cuidar de quem cuida –  Programa de Consultas de Psiquiatria para Profissionais de Saúde;
  • Programa de Gestão Integrada de Riscos Psicossociais nos Profissionais;
  • Apoio Emocional – Linha de apoio emocional a profissionais.

A edição destaca, ainda, a vacinação de pessoas com doença mental, e informa que, durante o mês de fevereiro, foram vacinados todos os residentes de estruturas com residentes com doença mental, exceto os que se encontravam em ambiente de surto de Covid-19, assim como dos profissionais envolvidos na prestação de cuidados.

Para saber mais, consulte:

Portal SNS >  Newsletter Saúde Mental


Procriação Medicamente Assistida

16/04/2021

Tratamentos de PMA com prazo alargado por mais seis meses

As mulheres que viram os seus tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) adiados devido à pandemia Covid-19, e que ultrapassam este ano o limite de idade (40 anos), têm mais seis meses para os realizar, segundo uma circular hoje divulgada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A circular informativa conjunta esclarece o alargamento do prazo para a realização de tratamentos, tendo em conta a situação excecional decorrente da pandemia e os impactos provocados na atividade programada, garantindo, dessa forma, a equidade no acesso a tratamentos de PMA.

Desta forma, as mulheres que ultrapassaram o limite de idade entre 18 de março de 2020 e 28 de fevereiro 2021 e que, em simultâneo, viram os seus tratamentos cancelados por perturbações da resposta assistencial em resultado da pandemia Covid-19, podem aceder a tratamentos PMA durante os próximos 6 meses.

No caso de mulheres que perfaçam o limite de idade entre março e dezembro de 2021 esse limite é prolongado por mais 6 meses.

Estas condições são aplicadas para “técnicas PMA de 1ª linha (Inseminação Intra-Uterina) e de 2ª linha (Fertilização In Vitro e Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides, mantendo-se o máximo de 3 ciclos (para cada caso/casal)”, lê-se no documento.

Para saber mais, consulte:

DGS > Circular Informativa Conjunta ACSS/DGS nº 7/2021/ACSS/DGS de 30/03/2021.


Cancro de Pulmão | Rede Ibero-americana

16/04/2021

Centro Hospitalar do Porto em rede para melhorar formação sobre cancro pulmonar

Investigadores do Centro Hospitalar Universitário do Porto integram uma rede, juntamente com investigadores espanhóis, colombianos, argentinos e peruanos, que visa promover a educação e formação contínua do cancro do pulmão.

Em comunicado, o Centro Hospitalar Universitário do Porto explica que o intuito é unir «sinergias para melhorar as perspetivas do tumor com maior mortalidade do mundo».

O cancro de pulmão é uma das principais causas de morte «silenciosas» do mundo, originando quase «três mortes por minuto, terminando 4 mil vidas por dia e 1,59 milhões de vidas a cada ano».

Em Espanha e Portugal, o cancro do pulmão afeta mais de 30 mil pessoas anualmente e na América Latina é a causa de pelo menos 60 mil mortes anuais, representando 12% das mortes por cancro nessa região.

Em 2020, foram diagnosticados 5.420 novos casos de cancro de pulmão em Portugal e perto de 4.800 pessoas morreram vítima da doença.

Rede visa promover a educação e a formação contínua
Os investigadores portugueses, espanhóis, colombianos, argentinos e peruanos criaram a Rede Ibero-americana de Cancro de Pulmão (REDICAP), que tem como um dos principais objetivos «promover a educação e a formação contínua» deste tipo de tumor.

«É necessário melhorar a deteção, o tratamento e a prevenção da patologia e, por isso, os especialistas esperam que a aliança REDICAP também desenvolva o seu trabalho como órgão consultivo em termos de linhas estratégicas de atuação», acrescenta.

Para os especialistas da rede, os principais desafios associados a esta patologia são «melhorar a informação sobre o impacto do consumo de tabaco, sendo que o aumento da mortalidade de mulheres com este cancro é uma preocupação especial».

O diagnóstico precoce da doença e o acesso dos pacientes a tratamentos inovadores são, para os especialistas, «pontas de lança para aumentar a sobrevivência».

Citado no comunicado, o Diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar e representante português da rede, António Araújo afirma que a criação desta rede de estudo no cancro do pulmão «é de extrema importância».

«Os problemas que enfrentamos a este nível, pela similaridade dos povos, da língua e do comportamento são muito sobreponíveis e requerem ações semelhantes. Esta rede vai permitir-nos ganhar consistência nas nossas posições, desenvolver ações com maior impacto a nível dos médicos e das populações, homogeneizar o estudo, o ensino e o tratamento do cancro do pulmão e sermos mais audíveis pelos decisores políticos, no que toca a políticas que envolvam o tabaco e este cancro», salienta o médico.

A REDICAP é presidida pelo Grupo Espanhol de Cancro de Pulmão (GECP), nomeadamente pelo Diretor do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Puerta de Hierro de Madrid, Mariano Provencio.

A rede conta ainda com o Chefe da Oncologia Torácica do Instituto Alexander Fleming de Buenos Aires, Cláudio Martin, e do Diretor médico da Clínica Aliada de Lima, Carlos Carracedo.

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Dia Mundial da Voz

16/04/2021

Data visa promover a saúde do aparelho vocal e prevenir doenças da laringe

Para assinalar o Dia Mundial da Voz, comemorado dia 16 de abril, o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) apresentou ao Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga (ACES BV) um projeto que visa potenciar o rastreio do Cancro da Laringe.

A iniciativa partiu do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do CHBV que, nos últimos anos, se reorganizou no sentido de reduzir os tempos de espera para consultas de especialidade.

Este serviço criou, em 2019, o Laboratório da Voz, único na Região Centro, e equipado de forma a garantir aos utentes da Região o melhor tratamento – preventivo e curativo – da voz e dos sistemas que lhe estão associados.

Assim, a partir de agora, os médicos de família têm a possibilidade de referenciar para uma primeira consulta de ORL, os utentes com fatores de risco e, por isso, mais suscetíveis de desenvolver uma neoplasia da Laringe.

O CHBV compromete-se a responder, com brevidade, a estes pedidos e a realizar os respetivos rastreios que, no caso específico desta patologia, podem fazer a diferença.

Estima-se que, em Portugal, surjam, todos os anos, mil novos casos de Cancro da Laringe, uma doença tratável desde que precocemente diagnosticada.

Hospital Distrital de Santarém

Alterações de voz prolongadas devem ser alvo de observação por especialista.

No Dia Mundial da Voz, o otorrinolaringologista Mário Galveias, Diretor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Distrital de Santarém (HDS), adverte para a importância de procurar ajuda de um especialista sempre que existam alterações de voz que se prolonguem no tempo.

“Uma pessoa que tenha uma alteração de voz prolongada no tempo – três semanas a um mês -, deve ser observada por um otorrino para tentar fazer o diagnóstico, porque é preciso excluir situações graves, como por exemplo neoplasias da laringe”, refere o médico, sublinhando que “a prevenção é fundamental”.

Num vídeo de sensibilização para a temática (https://www.youtube.com/watch?v=D-o_7kOeKik), o otorrino explica que as alterações da voz podem ter múltiplas causas, desde má colocação que poderá levar à formação de nódulos, causas tumorais associadas a hábitos tabágicos/alcoólicos intensos, alterações que surgem na sequência de cirurgias que são feitas em outras áreas e que se repercutem no aparelho vocal, causas centrais, como por exemplo os acidentes vasculares cerebrais (AVC), entre outras.

Segundo a terapeuta da fala Magda Ferreira, uma parte da intervenção dos terapeutas da fala visa “atenuar o abuso vocal, para que as lesões/nódulos que existem na corda vocal sejam todas reabsorvidas e haja uma voz totalmente adequada ao sexo e idade dos utentes.”

Hospital do Espírito Santo de Évora

HESE realça a importância da consulta de patologia vocal, a única no Alentejo

No Dia Mundial da Voz, o Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Espírito Santo de Évora realça a importância da voz e da existência da consulta direcionada para os problemas relacionados com a voz, a Consulta de Patologia Vocal. Esta consulta é única no Alentejo e tem como principal missão diagnosticar as perturbações da voz e definir o tratamento mais adequado para cada doente.

A consulta de Patologia Vocal é dada por uma médica otorrinolaringologista em articulação com uma terapeuta da fala. Sempre que sentir sintomas como rouquidão persistente por mais de 3 semanas sem melhoria, sensação de irritação ou muco na garganta, tosse, ou catarro recorrente, que afetam a sua saúde vocal, deverá solicitar uma consulta de patologia da voz junto do seu Médico de Família.

Os pedidos de consulta são triados de acordo com a prioridade e dirigidos para a respetiva consulta consoante a gravidade. “A consulta decorre sempre com todas as condições de segurança, tanto ao nível dos equipamentos, que são todos esterilizados e higienizados, como no que se refere ao cumprimento de todas as normas de segurança e uso de equipamentos de proteção individual, por parte dos profissionais. Por isso, é uma consulta em que o utente deve sentir-se seguro e não ter qualquer receio de comparecer”, explica Dulce Nunes, Diretora do Serviço de Otorrinolaringologia.

Para saber mais, consulte:


Registo Nacional de Anomalias Congénitas – Relatório 2016-2017 – INSA

imagem do post do Registo Nacional de Anomalias Congénitas – Relatório 2016-2017

16-04-2021

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulga o relatório do Registo Nacional de Anomalias congénitas (RENAC), elaborado pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, referente aos anos de 2016 e 2017. Os resultados do presente documento referem-se às notificações de casos reportados ao RENAC até outubro de 2019, e serão sempre atualizados em relatórios posteriores.

O RENAC, com dados disponíveis desde 1997, é um registo nosológico de base populacional que recebe notificações da ocorrência de Anomalias Congénitas (AC) em Portugal, sendo reportados os casos com AC diagnosticados nos recém-nascidos, fetos-mortos e nos fetos submetidos a interrupção médica da gravidez, após o diagnóstico de malformação grave.

São objetivos deste registo: i) fornecer informação essencial sobre a epidemiologia das AC em Portugal; ii) manter um sistema de vigilância que permita detetar novas exposições teratogénicas; iii) avaliar o impacto do diagnóstico pré-natal; iv) manter uma base de dados disponível para a investigação na área das AC, acessível a profissionais de saúde e à comunidade cientifica; v) integrar a rede de registos europeus de AC.

Do relatório 2016-2017 apresentado, destacam-se os seguintes resultados:

  • As cardiopatias congénitas foram o grupo de AC mais prevalente (78,45 casos/10 000 nascimentos), seguido do grupo das AC do sistema músculo-esquelético (47,85 casos/10 000 nascimentos). Também se evidenciam com frequências elevadas, as AC do aparelho urinário (cerca de 35,54 casos/10 000 nascimentos), as AC cromossómicas (33,53 casos/10 000 nascimentos) e as AC do sistema nervoso central (21,22 casos/10 000 nascimentos);
  • Cerca de 59% de todos os casos com AC foram detetados na fase pré-natal, valor semelhante ao observado no biénio anterior;
  • A percentagem de nascimentos em mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, 11,6%, aumentou relativamente à observada no biénio anterior (8,9%);
  • O início da toma de ácido fólico antes da gravidez foi observado em 17,4% das notificações recebidas, valor abaixo do desejável relativamente ao objetivo de prevenção primária dos defeitos do tubo neural.

Consulte o Relatório RENAC 2016-2017 em acesso aberto aqui.


4º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa: conheça o programa científico – INSA

imagem do post do 4º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa: conheça o programa científico

16-04-2021

Já se encontra disponível para consulta o programa científico do 4º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa, que terá lugar nos dias 17 e 18 de junho, na cidade da Praia, em Cabo Verde. Promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e pelo Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde (INSP), a iniciativa visa contribuir para a harmonização de procedimentos e metodologias de controlo da qualidade na área do diagnóstico laboratorial.

Subordinado ao tema “Laboratórios da CPLP na melhoria da qualidade laboratorial”, o evento, que decorrerá em formato presencial e on-line, pretende ainda promover a formação e o debate entre os países de Língua Portuguesa, assim como ajudar na definição de critérios de desempenho laboratorial, especificações e indicadores da qualidade, tendo em vista a melhoria do diagnóstico laboratorial com benefício direto para as instituições e, consequentemente, para a população em geral dos países envolvidos.

programa do congresso prevê a realização de diversos minicursos pré-congresso por via on-line, nomeadamente, sobre noções básicas de estatística, validação e verificação de métodos, controlo da qualidade interno, avaliação externa da qualidade, cálculo do erro total e de incertezas, avaliação do seis sigma, legislação aplicada a laboratórios clínicos, referenciais normativos, gestão de não conformidades, indicadores da qualidade e gestão de risco.

Os interessados em participar no 4º CCQL-PLP, no qual intervirão como palestrantes diversas personalidades de prestígio nacional e internacional, deverão efetuar a sua inscrição através do preenchimento do seguinte formulário. Para mais informações, consultar o site do evento.

O INSA possui um histórico de mais de 40 anos no desenvolvimento e implementação de competências na área da qualidade laboratorial, controlo da qualidade interno e avaliação externa da qualidade, através do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade laboratorial (PNAEQ). No sentido de dar continuidade a este trabalho, teve início em 2015 o Projeto de Melhoria da Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa (ProMeQuaLab).


Arrancou a 2.ª fase do estudo internacional I-SHARE

Arrancou a 2.ª fase do estudo internacional I-SHARE

A segunda fase do I-Share, Estudo Internacional sobre impacto da pandemia COVID-19 na saúde sexual e reprodutiva da população, já se encontra a decorrer, tendo como objetivo compreender o impacto das medidas impostas pela COVID-19, quase um ano após o seu início, na saúde e bem-estar sexuais e reprodutivos.

Os responsáveis pelo estudo pretendem avaliar os efeitos prolongados da pandemia ao longo do tempo na população portuguesa, uma vez que é provável que as medidas decorrentes da COVID-19, tais como o isolamento físico e o confinamento, continuem a ter impacto sobre comportamentos sexuais, saúde reprodutiva e bem-estar psicológico da população.

Na primeira fase, o estudo, que contempla dados de 33 países dos 5 continentes, contou com a participação de 3.322 pessoas residentes nas várias zonas de Portugal Continental, assim como nos Açores e Madeira.

Liderado a nível global por um consórcio que inclui a Universidade de Ghent, a London School of Hygiene and Tropical Medicine e a ANSER (Rede Académica de Políticas de Saúde Sexual e Reprodutiva), o estudo é conduzido, em Portugal, pelo SexLab, contando com a coordenação do Professor Doutor Pedro Nobre e da Dr.ª Inês Tavares.

Na primeira fase deste estudo, 70% das mulheres e 65% dos homens referiram estar a seguir bastante as medidas de distanciamento social. Relativamente a aspetos de saúde mental, mais de 60% dos participantes considera que a COVID-19 teve um impacto negativo em vários aspetos, nomeadamente frustração com as medidas impostas (62%), medo de ficar infetado (67%), ou medo de tocar em coisas fora de casa (41%). 20% dos participantes referiu comportamentos obsessivos/compulsivos sobre a COVID-19. Preocupações com a situação financeira são bastante prevalentes, sendo apontadas por 68% dos participantes.

A nível sexual, grande parte dos participantes referiu redução da frequência (47%) e da satisfação (40%) sexual como consequência da COVID-19, embora 31% e 21% refiram um aumento, respetivamente, da frequência e satisfação sexuais. Relativamente aos comportamentos sexuais, 17% das mulheres e 14% dos homens indicaram um aumento na frequência de atividade sexual com parceiro/a, enquanto 24% das mulheres e 23% dos homens apontam uma diminuição destes comportamentos.

Ao nível da masturbação, 17% das mulheres e 24% dos homens referiram um aumento da frequência, enquanto 17% das mulheres e 15% dos homens apontaram uma diminuição deste comportamento como consequência da pandemia. Já a maioria dos participantes referiu não ter havido mudanças relativamente ao consumo de pornografia (74% das mulheres e 63% dos homens). Daqueles que referem mudanças, 9% das mulheres e 22% dos homens aumentou a frequência do consumo, enquanto 10% das mulheres e 11% dos homens diminuiu o consumo por consequência da pandemia.

Uma pequena parte da amostra referiu ter sido mais difícil o acesso a preservativos (4%) e a contraceção no geral (3%) durante o contexto de pandemia. Já 41% das pessoas que necessitaram de realizar testes a infeções sexualmente transmissíveis ou HIV indicaram que o contexto de pandemia impediu ou dificultou o acesso a estes testes.

Ao nível da violência perpetrada no contexto de intimidade durante o confinamento, 8% dos homens e 7% das mulheres reportaram ter sofrido pelo menos um tipo de violência psicológica e/ou verbal por parte do/a parceiro/a, enquanto a violência física foi reportada por uma percentagem notoriamente menor de homens (2%) e de mulheres (1%).

Para participar, basta aceder ao link.

Mais informações sobre o estudo podem ser encontradas nas páginas do Sexlab ou em  https://ishare.web.unc.edu.