
Finanças e Saúde – Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças e Gabinete da Ministra da Saúde
Qualifica as zonas geográficas carenciadas, para o ano de 2026, e até ao limite de 332 postos de trabalho.
Recomenda ao Governo Regional dos Açores a implementação de salas de consumo assistido de drogas.
Recomenda ao Governo Regional dos Açores a criação do Centro Académico Clínico dos Açores.
Saúde – Gabinete da Ministra da Saúde
Determina a cessação de funções, a seu pedido, da adjunta do Gabinete da Ministra da Saúde, licenciada Sónia Marques de Oliveira.Despacho n.º 6204/2026 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Saúde – Gabinete da Ministra da Saúde
Designa, como adjunto no Gabinete da Ministra da Saúde, o licenciado Adriano Ferreira Tameirão Montenegro Granadeiro.
Despacho n.º 6205/2026 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Saúde – Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde
Designa, para exercer funções de motorista no Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde, Marco Filipe de Jesus Carvalho.
Unidade Local de Saúde de Coimbra, EPE
Ratificação da subdelegação de competências no Departamento de Compras e Logística da Unidade Local de Saúde de Coimbra, E. P. E.
Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, EPE
Delegação e subdelegação de competências do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Almada ― Seixal.
Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, EPE
Subdelegação de competências da diretora clínica dos cuidados de saúde primários na Direção de Internato Médico de Medicina Geral e Familiar.
Despacho n.º 6173/2026 – Diário da República n.º 93/2026, Série II de 2026-05-14
Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, EPE
Subdelegação de competências da diretora clínica dos Cuidados de Saúde Primários nos coordenadores das Unidades de Saúde Familiares (USF) e das Unidades de Cuidados de Saude Personalizados (UCSP).
Despacho n.º 6237/2026 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, EPE
Subdelegação de competências da diretora clínica dos cuidados de saúde hospitalares na direção do internato médico da área hospitalar.
Aviso (extrato) n.º 11325/2026/2 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, EPE
Nomeação da auditora interna da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, E. P. E.
Deliberação (extrato) n.º 585/2026 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões, EPE
Nomeação da diretora de serviço de anestesiologia.
Deliberação (extrato) n.º 586/2026 – Diário da República n.º 94/2026, Série II de 2026-05-15
Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões, EPE
Nomeação do diretor de serviço de imagiologia.
Finanças e Saúde – Gabinete da Ministra da Saúde e Gabinete do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças
Autoriza, a título excecional, Elisabete Maria da Costa e Silva Santos a exercer atividade médica de natureza assistencial na Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões, E. P. E.
Município da Golegã
Consulta pública ― proposta de Regulamento Municipal de Atribuição de Incentivos à Fixação de Médicos de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar da Golegã ― USFCampuSaúde.
União das Freguesias de Areias de Vilar e Encourados
Aprovação do Regulamento de Apoio às Famílias e Incentivo à Natalidade da União de Freguesias de Areias de Vilar e Encourados.
Freguesia de Torre de Moncorvo
Aprovação do Regulamento de Apoio ao Programa «Nasci em Moncorvo».
Município de Alfândega da Fé
Estabelece um conjunto de medidas específicas que têm como objetivo criar atratividade e promover a fixação de jovens famílias, bem como promover a melhoria das condições de vida das famílias residentes no concelho e o aumento da natalidade.
Município de Vieira do Minho
Aprova o Regulamento Municipal de Atribuição de Incentivo à Natalidade.
Urgências hospitalares recebem 50 milhões de euros para obras de requalificação

O investimento permitirá reforçar a capacidade de resposta das equipas hospitalares
Os serviços de urgência dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão receber financiamento para obras de modernização e melhoria das condições de funcionamento, ao abrigo do Programa de Incentivo Financeiro à requalificação dos espaços dos Serviços de Urgência, aprovado pelo Despacho n.º 6036/2026, de 12 de maio.
O programa prevê uma linha de financiamento de 50 milhões de euros destinada à requalificação das urgências gerais e psiquiátricas, com prioridade para a resposta em saúde mental.
O investimento permitirá realizar obras, adaptar espaços e reforçar instalações e equipamentos, com o objetivo de melhorar o atendimento, aumentar a segurança de doentes e profissionais e reforçar a capacidade de resposta das equipas hospitalares.
A medida surge num contexto de elevada procura das urgências hospitalares, especialmente nos períodos de maior afluência, e pretende criar melhores condições de funcionamento e articulação dos serviços.
O regulamento agora aprovado define as condições de acesso ao programa, bem como os critérios de elegibilidade e acompanhamento das candidaturas apresentadas pelas unidades de saúde do SNS.
A Administração Central do Sistema de Saúde, I. P., ficará responsável pela avaliação das candidaturas ao nível das instalações e equipamentos. A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, I. P., avaliará a articulação da resposta assistencial e o funcionamento em rede dos serviços.
O financiamento será integrado no processo de contratualização de cuidados de saúde do SNS, através de adenda ao contrato-programa das unidades de saúde para 2026, com execução prevista até 31 de dezembro de 2027.

- 15-05-2026 Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) – 1.º Trimestre de 2026
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A SIEP é uma publicação trimestral de divulgação dos principais indicadores estatísticos sobre emprego público.
Nesta edição da SIEP divulgam-se os dados de emprego e remunerações recolhidos através do Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE) para o setor das Administrações Públicas, com referência ao 1.º trimestre de 2026. É igualmente disponibilizado um capítulo de indicadores estatísticos de síntese sobre emprego e remunerações no universo das empresas públicas, demais pessoas coletivas públicas e outras entidades públicas que compõem os subsetores das sociedades não financeiras e financeiras do setor público.
1. EMPREGO
A 31 de março de 2026, o emprego no setor das administrações públicas situou-se em 767 094 postos de trabalho, o que corresponde a um aumento homólogo de 1,1% (+8 058 postos de trabalho) e a um acréscimo de 0,6% (+4 816 postos de trabalho) face ao trimestre anterior. Em comparação com 31 de dezembro de 2011, início da série, registou-se um aumento de 39 393 postos de trabalho (+5,4%).
Variação homóloga
Em termos homólogos, o aumento do emprego público resultou sobretudo do crescimento na administração central (+4 790 postos de trabalho) e na administração local (+3 708), enquanto as administrações regionais dos Açores e da Madeira e os fundos de segurança social registaram diminuições. O acréscimo ficou a dever-se principalmente às carreiras de técnico superior (+3 033), das forças armadas (+1 566), de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 197), de enfermagem (+992) e à carreira médica (+658).
Na administração central, o aumento face ao 1.º trimestre de 2025 (+0,9%) concentrou-se sobretudo nas áreas da Saúde, da Educação, Ciência e Inovação e da Defesa Nacional. Na Saúde, o aumento de 3 533 postos de trabalho refletiu principalmente o reforço das carreiras de enfermagem (+889), assistente operacional (+769), médica (+677) e assistente técnico (+396). Na Educação, Ciência e Inovação, o aumento de 3 117 postos de trabalho verificou-se sobretudo na carreira de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 298), assistente operacional (+959) e na carreira de docente do ensino universitário (+580). Na Defesa Nacional, o acréscimo de 1 569 postos de trabalho ocorreu quase integralmente nas carreiras das forças armadas (+1 576), em especial entre praças e oficiais.
Na administração local, a variação homóloga positiva (+2,6%) resultou sobretudo do aumento do emprego nos municípios e nas freguesias. Nos municípios, o acréscimo de 2 716 postos de trabalho decorreu principalmente do reforço das carreiras de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional (+1 326, +679 e +404, respetivamente). Nas freguesias, o aumento de 672 postos de trabalho ficou a dever-se sobretudo aos representantes do poder legislativo e de órgãos executivos e à carreira de assistente operacional (+311 e +191, respetivamente).
Variação no trimestre
Face ao trimestre anterior, o emprego nas administrações públicas aumentou 4 816 postos de trabalho, impulsionado sobretudo pela administração central (+3 955). Neste subsetor, o acréscimo verificou-se principalmente nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário (+1 511) e nas Entidades Públicas Empresariais do SNS (+1 730).
Para este aumento na administração central contribuíram sobretudo a carreira médica (+1 557 postos de trabalho), a carreira de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 033), bem como as carreiras da GNR (+589) e das forças armadas (+455).
Na administração local, o aumento trimestral foi de 904 postos de trabalho, destacando-se a carreira de técnico superior (+326) e o acréscimo do número de dirigentes intermédios (+221), que, em conjunto, explicam cerca de 61% do aumento do emprego neste subsetor.
Outros indicadores de emprego
Em 31 de março de 2026, a estrutura do emprego no setor das administrações públicas mantinha-se inalterada face ao trimestre anterior: 74,5% dos trabalhadores encontravam-se em entidades da administração central, 18,8% na administração local, 5,3% na administração regional e 1,3% nos fundos de segurança social.
O emprego nas administrações públicas representava 7,1% da população total (rácio de administração), 13,6% da população ativa e 14,5% da população empregada, refletindo um ténue aumento do peso do emprego público na população ativa e no mercado de trabalho face ao trimestre anterior.
No 1.º trimestre de 2026, o peso dos postos de trabalho nas administrações públicas ocupados por mulheres aumentou ligeiramente, representando 17,3% da população ativa feminina e 18,6% da população empregada feminina do país, face a 17,1% e 18,3%, respetivamente, no trimestre anterior.
No final do 1.º trimestre de 2026, a taxa de feminização nas administrações públicas manteve-se em 62,9%. Com exceção da administração local, onde se situou em 47,5%, todos os subsetores apresentaram taxas superiores à média da população ativa (49,4%). Os fundos de segurança social registaram a taxa mais elevada (82,2%), seguidos da administração regional da Madeira (69,0%), da administração regional dos Açores (66,0%) e da administração central (66,2%).
No trimestre em análise, a taxa de feminização nas administrações públicas foi mais elevada no grupo de pessoal de saúde, exceto médico (83,6%). Seguiram-se os grupos e carreiras de assistente técnico, pessoal docente, pessoal de justiça, técnico superior, magistrados e médicos, todos com taxas superiores à média das administrações públicas (62,9%).
Nos grupos de pessoal bombeiro/polícia municipal, forças armadas e segurança, informática e representantes do poder legislativo e executivo, as mulheres representavam menos de 30% dos trabalhadores.
A 31 de março de 2026, quase dois terços dos trabalhadores das administrações públicas (64,3%) integravam as carreiras gerais – 169,3 mil assistentes operacionais, 92 mil assistentes técnicos e 88,1 mil técnicos superiores – ou a carreira de docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário (143,6 mil). No seu conjunto, as carreiras com maior número de trabalhadores representavam 86,3% do total do emprego nas administrações públicas.
Quanto à distribuição por grandes grupos de atividade económica, a 31 de março de 2026 o emprego nas administrações públicas repartia-se entre Administração pública e defesa; segurança social obrigatória (39,6%), Educação (34,0%), Atividades de saúde humana e ação social (22,8%) e outras atividades (3,6%).
2. REMUNERAÇÕES
Em janeiro de 2026, a remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo completo no setor das administrações públicas situou-se em 1 912,3€, o que corresponde a uma variação trimestral de +1,4%, face a outubro de 2025, e a uma variação homóloga de +5,7%. Esta evolução refletiu, em conjunto, a atualização da retribuição mínima mensal garantida (RMMG) para 920,00€ e da base remuneratória da Administração Pública (BRAP) para 934,99€, bem como a aplicação das medidas de valorização remuneratória aprovadas para os trabalhadores em funções públicas e os efeitos da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios.
O ganho médio mensal nas administrações públicas foi estimado, para janeiro de 2026, em 2 281,2€, traduzindo uma variação trimestral de +1,1% e uma variação homóloga de +5,2%. Em termos homólogos, esta evolução resultou, neste trimestre, do aumento da remuneração base média mensal e das componentes do ganho, como suplementos regulares e pagamento por horas de trabalho suplementar.
Plano Nacional de Saúde 2030 lança Manifesto de Lisboa para a Saúde Sustentável – DGS

Em alinhamento com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e no contexto da implementação do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2030 de Portugal, coordenado pela Direção-Geral da Saúde, é lançado hoje, 13 de maio de 2026, o Manifesto de Lisboa para a Saúde Sustentável, que será subscrito por entidades e personalidades nacionais e internacionais, no Seminário Internacional “Promover Serviços e Cuidados de Saúde Sustentável”.
Este será o primeiro passo de cooperação nacional e internacional e da ação partilhada rumo à visão comum em que se aspira a um mundo onde todas as pessoas, individual e coletivamente, ao longo do seu ciclo de vida, possam alcançar o seu potencial máximo de saúde e bem-estar, sem deixar ninguém para trás, protegendo o planeta e sem comprometer a capacidade das gerações futuras alcançarem o mesmo.
Governos (nacionais, regionais e locais), sistemas de saúde, municípios, academia, sociedade civil e todas pessoas comprometidas com a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras encontram-se, a partir de hoje, convidadas a subscrever este Manifesto aqui.
Conheça o Manifesto aqui:
Instituto Ricardo Jorge automatiza gestão de amostras biológicas para sequenciação genómica

13-05-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da Unidade de Genómica e Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas (DDI), deu mais um passo na modernização dos seus processos internos com o lançamento de uma nova plataforma digital que centraliza e automatiza a gestão de amostras biológicas enviadas pelos vários laboratórios de referência para sequenciação genómica de última geração (NGS).
Com a designação ROSALIND, em homenagem a Rosalind Franklin, química britânica que desempenhou um papel essencial na descoberta da estrutura do ADN, esta plataforma vem substituir um processo manual baseado em folhas de cálculo e correio eletrónico por um sistema integrado que permite acompanhar em tempo real o estado de cada amostra — desde a submissão até à entrega dos resultados.
Desenvolvida no contexto do projeto GENEO pelo investigador Daniel Sobral da Unidade de Genómica e Bioinformática do DDI, a ROSALIND insere-se no esforço contínuo do INSA em digitalizar e modernizar os seus processos, tornando-os mais eficientes, transparentes e menos suscetíveis a erro humano. O seu desenvolvimento beneficiou ainda do recurso a ferramentas inovadoras de programação assistida por inteligência artificial, afirmando o INSA na vanguarda da adoção de novas tecnologias ao serviço da saúde pública nacional.
Financiado pela Comissão Europeia, através do programa EU4Health, o GENEO, que teve início no final de 2022 e tem a duração de quatro anos, tem permitido otimizar a vigilância genómica de doenças infeciosas desenvolvida pelo INSA, designadamente ao nível da capacidade de sequenciação, de computação e armazenamento de dados. O projeto veio possibilitar também a implementação de novas metodologias de vigilância genómica em contextos de diagnóstico complexo (metagenómica), assim como diminuir tempos de resposta, qualificar recursos humanos especializados e tornar mais eficiente a partilha de informação com as autoridades de saúde nacionais e internacionais.
Enquanto laboratório do Estado no setor da Saúde, o INSA tem tido um papel fundamental na vigilância genómica das doenças infeciosas, particularmente na monitorização dos surtos de SARS-CoV-2 e de mpox, cujos resultados tiveram, frequentemente, impacto na tomada de decisão do Governo em matéria de Saúde Pública. O projeto GENEO, ao melhorar o sistema de vigilância genómica, possibilitará o alargamento da vigilância a outras doenças infeciosas, permitindo também contribuir para a rápida deteção de microorganismos emergentes com potencial epidémico.
UE alcança acordo para reforçar disponibilidade de medicamentos críticos – Infarmed
14 mai 2026
A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia alcançaram um acordo político sobre o Critical Medicines Act (CMA, na sigla em inglês), um novo quadro legislativo europeu destinado a reforçar a disponibilidade, o abastecimento e a produção de medicamentos críticos na União Europeia (UE).
O acordo político alcançado no âmbito dos trílogos sobre esta iniciativa, durante a presidência cipriota do Conselho da União Europeia, pretende responder às ruturas no fornecimento de medicamentos em vários Estados-membros. As tensões geopolíticas nas cadeias globais de abastecimento farmacêutico e as lições da pandemia de COVID-19 evidenciaram a necessidade de reforçar a capacidade europeia de produção e de garantir maior segurança no acesso a medicamentos críticos. Nesse contexto, Portugal está também a trabalhar na aprovação de uma reserva estratégica no âmbito do PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, alinhando-se com os esforços europeus para reforçar a capacidade de resposta em situações de crise.
O acordo político alcançado introduz igualmente o princípio da “preferência europeia” na contratação pública de medicamentos críticos, permitindo valorizar produtos com maior componente de fabrico na UE e reforçar a capacidade de produção em solo comunitário, com vista a reduzir dependências externas e aumentar a segurança do abastecimento. O CMA prevê ainda a criação de critérios para a identificação de “projetos estratégicos” industriais na UE, destinados a modernizar e aumentar a capacidade de fabrico de medicamentos críticos, contemplando mecanismos de apoio direto ou indireto às empresas farmacêuticas. As empresas que beneficiem de financiamento nacional ou europeu ficam sujeitas a obrigações específicas, incluindo a priorização do abastecimento do mercado europeu.
As novas regras procuram diversificar as cadeias de abastecimento, facilitar a cooperação entre os Estados-membros na aquisição conjunta e reforçar a capacidade de fabrico de substâncias ativas em solo comunitário. O acordo prevê igualmente princípios de transparência, solidariedade e proporcionalidade na definição de requisitos nacionais de stocks de medicamentos críticos, promovendo a troca de informação entre os Estados-membros e possibilitando a realocação voluntária de medicamentos através do mecanismo voluntário de solidariedade (VSM) do Executive Steering Group on Shortages and Safety of Medicinal Products (MSSG), já utilizado pelos Estados-membros.
O INFARMED, I.P. acompanhou e contribuiu, no âmbito do Grupo de Trabalho “Medicamentos e Dispositivos Médicos” do Conselho da União Europeia, para a discussão desta legislação, intervindo a vários níveis, nomeadamente através da Unidade de Gestão da Disponibilidade e para o Sistema de Saúde (USS), que promove diariamente o acesso a medicamentos em Portugal, no contexto do sistema de saúde e para os cidadãos. Associa-se, assim, à EMA na saudação do acordo político alcançado, considerando que este representa um passo importante para reforçar a resiliência, a segurança e a sustentabilidade do abastecimento de medicamentos críticos na UE.
Nova recomendação do Conselho da Europa reforça normas para dispensa de medicamentos à distância – Infarmed
15 mai 2026
O Comité de Ministros do Conselho da Europa adotou a Recomendação CM/Rec(2026)7 sobre boas práticas para a disponibilização remota e online de medicamentos, um instrumento jurídico que visa assegurar elevados padrões de qualidade, segurança e proteção da saúde pública no acesso a medicamentos. A iniciativa foi coordenada pela Direção Europeia da Qualidade do Medicamento e Cuidados de Saúde (EDQM), cuja principal missão é contribuir para a proteção da saúde pública.
Esta recomendação estabelece requisitos essenciais para todos os intervenientes envolvidos no circuito do medicamento quando os medicamentos são disponibilizados à distância. O documento foi elaborado por um grupo de trabalho de peritos dos três comités que funcionam no âmbito do Comité Europeu dos Produtos Farmacêuticos e Cuidados Farmacêuticos (CD-P-PH) da EDQM, tendo por base um amplo processo de consulta junto de autoridades reguladoras e de diversos intervenientes públicos e profissionais.
Eva Mendes, da Direção de Avaliação de Medicamentos (DAM) do Infarmed e presidente do CD-P-PH/PC, um dos comités subordinados do CD-P-PH e que se dedica às práticas e cuidados farmacêuticos, refere “esta recomendação irá contribuir para a garantia de que os serviços de saúde digital e o acesso remoto e online a medicamentos seguros e de qualidade caminhem lado a lado com salvaguardas robustas, responsabilidades claras e mecanismos de supervisão eficazes”. Sandra Monteiro, da Direção de Avaliação de Medicamentos (DAM) do Infarmed e presidente do comité responsável pela classificação dos medicamentos quanto à sua dispensa (CD-P-PH/PHO), considera que “estas recomendações contribuem para que os cidadãos, ao aceder a medicamentos remotamente e online, tenham os mesmos benefícios e proteção que têm ao interagir presencialmente com profissionais de saúde”.
Esta nova recomendação abrange todas as etapas do circuito do medicamento, desde a identificação da necessidade de um medicamento até à sua disponibilização e entrega ao doente, incluindo o acompanhamento terapêutico e a farmacovigilância. O texto responde às mudanças significativas registadas nos últimos anos, marcadas pela expansão das tecnologias digitais, dos serviços remotos e das plataformas online.
Em Portugal, a dispensa de medicamentos à distância é feita em farmácias licenciadas pelo Infarmed que disponham deste serviço. Se optar por comprar medicamentos online, faça-o com segurança: verifique sempre se o website apresenta o logótipo comum europeu, que identifica as entidades autorizadas a vender medicamentos à distância. Ao clicar no logótipo, será encaminhado para a página eletrónica do Infarmed, onde pode confirmar se a entidade está devidamente licenciada para a venda online de medicamento. O logótipo só é fiável quando redireciona para a lista oficial de entidades autorizadas e permite confirmar a legitimidade do website onde pretende comprar.
Semana Europeia do Teste de Primavera 2026 – DGS

A Semana Europeia do Teste de Primavera de 2026 decorre entre 18 e 25 de maio. Esta iniciativa visa sensibilizar a população para a importância do rastreio e diagnóstico precoce do VIH, das hepatites virais e de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), com garantia de confidencialidade.
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e VIH e do Programa Nacional para as Hepatites Virais, associa-se aos restantes países europeus nesta iniciativa, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Atualmente, existem terapêuticas eficazes para estas infeções, sendo que, em alguns casos, é possível alcançar a cura. Com o diagnóstico precoce, e início atempado de terapêutica, é possível alcançar melhores resultados em saúde.
Nesta Semana Europeia do Teste, a testagem é um passo essencial para prevenir, diagnosticar e tratar o VIH, as hepatites e outras IST. Não adie: cuide de si e dos outros. Teste-se!
Instituto Ricardo Jorge promove seminário sobre avaliação dos efeitos de contaminantes ambientais emergentes

14-05-2026
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) dinamiza, no próximo dia 26 de maio, em formato online (15:00), o primeiro Seminário Técnico-Científico dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) do INSA em 2026, intitulado “From Biomarkers to Transcriptomics: Assessing the Impact of PFOA, TBBPA, and EE2 on the Sentinel Species Mytilus galloprovincialis“. Promovida pelo Conselho Técnico dos TSDT do INSA, a iniciativa incide sobre a avaliação dos efeitos de contaminantes ambientais emergentes na espécie sentinela marinha Mytilus galloprovincialis.
Com moderação a cargo de Carla Motta, investigadora do Departamento de Alimentação e Nutrição (DAN) do INSA, a sessão terá como palestrante Sandra Copeto, técnica superior de diagnóstico e
terapêutica no Laboratório de Materiais de Referência do DAN. A participação é gratuita mas carece de inscrição prévia, bastando para isso aceder ao seguinte link. O seminário será gravado com vista à sua reprodução, sendo que o acesso à reunião pressupõe o consentimento dos inscritos, nos termos do Regulamento Geral da Proteção de Dados.
A preleção de Sandra Copeto irá incidir sobre a avaliação dos efeitos de contaminantes ambientais emergentes — PFOA, TBBPA e EE2 — na espécie sentinela marinha Mytilus galloprovincialis, recorrendo a uma abordagem integrada de biomarcadores e análise transcriptómica. O estudo permitiu caracterizar alterações associadas ao stress oxidativo, apoptose, neurotoxicidade, disrupção endócrina e expressão génica, contribuindo para uma melhor compreensão dos mecanismos de toxicidade destes compostos em organismos aquáticos.
Os resultados obtidos reforçam o interesse de Mytilus galloprovincialis como bioindicador da poluição marinha e evidenciam a relevância da utilização de ferramentas bioquímicas e moleculares na avaliação do impacto ecológico de contaminantes de preocupação emergente.


