25 cuidados básicos para um barbecue saudável este verão – DGS

25 cuidados básicos para um barbecue saudável este verão

Voltamos este ano a falar dos cuidados a ter ao grelhar peixe ou carne no carvão, um dos grandes prazeres nos dias de verão. Sugerimos algumas novas informações, porque nunca é demais sublinhar alguns cuidados para impedir riscos para a saúde. Esta forma de cozinhar ao ar livre, permite juntar a família e os amigos em torno de um preparado culinário já clássico nos dias grandes de férias. Saudável e ao mesmo tempo divertido. Contudo, são necessários alguns cuidados básicos para evitar consumo de partes carbonizadas, potencialmente tóxicas e contaminações alimentares desnecessárias em plenas férias.

Saiba mais no blog “Nutrimento” do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS:

Voltamos este ano a falar dos cuidados a ter ao grelhar peixe ou carne no carvão, um dos grandes prazeres nos dias de verão. Sugerimos algumas novas informações, porque nunca é demais sublinhar alguns cuidados para impedir riscos para a saúde. Esta forma de cozinhar ao ar livre, permite juntar a família e os amigos em torno de um preparado culinário já clássico nos dias grandes de férias. Saudável e ao mesmo tempo divertido. Contudo, são necessários alguns cuidados básicos para evitar consumo de partes carbonizadas, potencialmente tóxicas e contaminações alimentares desnecessárias em plenas férias.

AQUI SE DESCREVEM 25 CUIDADOS BÁSICOS PARA UM GRELHAR SAUDÁVEL:

  1. Evite sair para as compras com o carro já quente. Nos dias de compras planeie a viagem. E estacione em lugar fresco.
  2. Se comprar para congelar, verifique se a arca ou congelador estão limpos e preparados para receber o que aí vem.
  3. Se tiver uma lista longa, deixe para o final a compra de carne ou peixe.
  4. Peça para limpar o peixe e, se for caso disso, para escalar na peixaria. Verifique se o peixe é lavado no final da operação. Feche bem o saco.
  5. Separe o frango (de maior risco microbiológico) de outras carnes.Tenha cuidado com os sucos da carne. Não os deixe pingar para outros alimentos. Feche bem as embalagens.
  6. Guie directamente para casa. Se a viagem for superior a meia hora leve uma arca para a carne e para o peixe. Envolva com material para arrefecer.
  7. Ao chegar a casa, lave primeiro as mãos. Depois separe de imediato em embalagens lavadas. Lave as mãos entre cada operação.Congele o que não vai utilizar nos próximos 1-2 dias.
  8. Descongele no frigorífico, no refrigerador e não ao ar livre.
  9. Se puser a marinar, em particular nos dias mais quentes, deixe a marinar no refrigerador.
  10. Só retire do frio para grelhar na hora e na quantidade certa. Evite tocar em carne a grelhar e na carne que está no frio.
  11. Lave as mãos antes e depois de meter a carne ou o peixe a grelhar.
  12. Os utensílios e a bandeja que contactarem os alimentos em cru não devem contactar os alimentos cozinhados.
  13. Ao grelhar verifique se a carne ou o peixe não estão crus no interior e cozinhados por fora. Especial cuidado deve ser dado ao frango e aves. Cozinhe sempre bem estes alimentos.
  14. Nunca grelhe parcialmente para aquecer depois, ou, dar depois um acabamento. Faça todo o processo de uma só vez e leve de imediato para a mesa.
  15. Peça a um ajudante para ir levando à medida que vai grelhando. E peça aos convidados para não fazerem cerimónia. Ao esperar, não só a comida arrefece como aumenta o risco de contaminação. Algumas pessoas preparam primeiro a comida para as crianças e depois a dos adultos.
  16. Enquanto grelha está exposto ao calor excessivo. Proteja-se, afaste o grelhador de zonas sensíveis e não use roupa inflamável. Beba água fresca e hidrate-se. Caso aprecie, deixe a merecida cerveja ou bebida alcoólica para a refeição. Assim reduz o risco de acidente (mais frequente do que pensa).
  17. Faça um fogo bem distribuído por todo o grelhador. Distribua bem e não poupe no carvão. Só ponha a comida a grelhar quando já não tiver chama  visível. Assim reduz o risco de carbonizar.  Em particular quando grelha peixe ou carne com gordura visível.
  18. Afaste o grelhador de zonas onde possa existir risco de incêndio, vigie sempre o fogo, evite fagulhas, tenha uma manta e água por perto e em abundância.
  19. Consumir regularmente carne carbonizada ou muito grelhada pode aumentar o risco de certos tipos de cancro. Evite as chamas. Retire a maioria das gorduras visíveis antes de grelhar carne e tente manter a pele do peixe intacta ao longo do processo, retirando-a durante a refeição.
  20. Salgue só no momento de grelhar utilizando sal grosso. Evite o excesso de sal que por vezes acontece com uma salga prévia e com sal muito refinado.
  21. Tenha ao seu lado água para aspergir se as chamas aparecerem.
  22. Faça uma boa salada para acompanhar as carnes ou o peixe. Tempere com azeite q.b. e ervas aromáticas e tente reduzir a quantidade de sal. Será uma excelente e saudável opção de acompanhamento.
  23. Pode também optar por grelhar alguns legumes (pimentos, tomates, beringelas, alho francês…). Lembre-se de no final, retirar a pele queimada, tanto aos legumes como ao pescado e carne.
  24. O barbecue permite fazer uma sobremesa doce, saudável e uma excelente companhia para a carne e os vegetais. Batata doce! Lave e coloque logo no inicio, afastada do fogo mais forte e vá virando. No final retire a pele.
  25. Para finalizar em perfeição e se tiver um termómetro para alimentos,aqui ficam as temperaturas adequadas para uma confeção segura do ponto de vista microbiológico.

TEMPERATURAS MÍNIMAS NO INTERIOR DO ALIMENTO:

Ave inteira: 74ºC

Peitos de aves de capoeira: 74ºC

Carne moída: 71ºC

Carne bovina, carne de porco, cordeiro e vitela (bifes, assados e costeletas): 63ºC

Depois de atingida a temperatura deixe em repouso pelo menos 3 minutos.

E agora… bom apetite !

Estas recomendações foram adaptadas de United States Department of Agriculture – Food Safety and Inspection Service – Barbecue and food safety. Atualizado em 2 de Julho de 2013 e acedido em 15 de Agosto de 2015 através de http://www.fsis.usda.gov/wps/portal/fsis/topics/food-safety-education/get-answers/food-safety-fact-sheets/safe-food-handling/barbecue-and-food-safety/CT_Index
Imagem retirada de Peter Suneson

INEM | Renovação frota automóvel: Frota de 300 veículos a ser renovada. Até final de 2017 serão 41

09/08/2017

O Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Meira, revela que até final de 2017 serão renovadas 41 ambulâncias colocadas nos Postos de Emergência Médica (PEM) dos bombeiros, no âmbito de uma operação que vai continuar a um ritmo de 75 ambulâncias substituídas por ano até à renovação completa de uma frota de 300 veículos.

Estas ambulâncias serão adquiridas de uma forma diferente, uma vez que o INEM «vai subsidiar as associações humanitárias para que possam fazer a aquisição direta da viatura», explica o responsável.

«Desta maneira garantimos um processo muito mais rápido, o qual vai também depender da resposta que os fornecedores de ambulâncias tiverem, mas que pensamos que em dois, três meses será possível termos estas ambulâncias ao serviço», afirma.

Cada ambulância custa 50 mil euros, dos quais 45 mil euros se destinam à aquisição da viatura, 3.000 euros para equipamento e 2.000 euros para manutenção e seguro durante o primeiro ano.

De acordo com Luís Meira, isto também vai permitir que, desde o início, a propriedade das ambulâncias seja das corporações, garantindo que no fim do protocolo a ambulância permanece nos bombeiros, aí sem as obrigações decorrentes do protocolo.

As primeiras ambulâncias a serem substituídas deverão ser as dos PEM dos Bombeiros Voluntários de Góis e de Figueiró dos Vinhos, para as quais já foram assinados protocolos.

Os protocolos deverão ter uma duração de seis, sete e oito anos, consoante a atividade dessas ambulâncias.

As novas viaturas irão ter um aspeto diferente das atuais, uma vez que contarão com elementos alusivos aos bombeiros na traseira da ambulância.

«Tivemos o cuidado de diferenciar estas ambulâncias, porque nos pareceu importante diferenciar as ambulâncias cujo processo de aquisição e de manutenção é da inteira responsabilidade do Instituto daquelas que têm este novo paradigma de aquisição e que contam com uma colaboração muito grande dos bombeiros», refere o responsável.

Segundo o INEM, 65,5% das ambulâncias têm oito ou mais anos.


INEM é o organismo do Ministério da Saúde responsável por coordenar o funcionamento, no território de Portugal Continental, de um Sistema Integrado de Emergência Médica, de forma a garantir aos sinistrados ou vítimas de doença súbita a pronta e correta prestação de cuidados de saúde.

A prestação de socorros no local da ocorrência, o transporte assistido das vítimas para o hospital adequado e a articulação entre os vários intervenientes do Sistema são as principais tarefas do INEM.

Através do número europeu de emergência – 112, este instituto dispõe de múltiplos meios para responder a situações de emergência médica.

Visite:

INEM – www.inem.pt/

Unidade de Sangue Gaia | Espinho: Serviço avisa o dador quando a sua dádiva ajuda a salvar uma vida

09/08/2017

O Serviço de Sangue do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), que ambiciona regressar à autossuficiência, avisa o dador quando a sua dádiva ajuda a salvar uma vida, contaram à Lusa os responsáveis.

«Caro(a) dador(a), o sangue da sua última colheita foi utilizado hoje para o tratamento de um doente. Muito obrigado» – é a mensagem que o serviço de sangue envia aos seus dadores nessas alturas.

O objetivo é criar empatia, incentivar o dador a continuar a doar e a trazer outras pessoas, descrevem Manuel Figueiredo e Natália Batista, respetivamente diretor e secretária de um serviço que também recorreu às redes sociais para «cativar jovens dadores», uma vez que os mais antigos e fiéis estão a envelhecer mas «a dádiva de sangue não pode esperar».

Sensibilização nas redes sociais

O lema do serviço é simples. «Não deve nunca ser o doente a ficar à espera do sangue, deve ser o sangue a esperar pelo doente», frisa Manuel Figueiredo, acrescentando que para conseguir não pedir sangue ao exterior, o ideal, para o CHVNG/E, era conseguir em média mais de 30 colheitas validadas por dia.

É algo que não acontece nesta como noutras unidades hospitalares, mas, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, decidiu-se «atacar» o problema. A campanha de sensibilização e os apelos foram intensificados e, num ano, a página da rede social Facebook atingiu mais de 14.000 «gostos».

A página é vista por dadores como uma fonte de informação, uma vez que através dela muitas pessoas tiram, de forma confidencial, dúvidas sobre dádivas de sangue. Mas funciona também como rede de interação, já que é frequente a partilha de fotos, de curiosidades e até de vídeos protagonizados por figuras públicas.

Natália Batista, que é quem gere a página, também criou uma espécie de escala que ajuda os profissionais do serviço a lembrarem-se que está na hora de partilharem pequenos estudos, coisas simples, relacionadas com a dádiva de sangue.

A página também serve para desconstruir alguns mitos. «Fiz uma tatuagem, nunca mais posso dar sangue? Podem. Basta aguardarem quatro meses», referem os responsáveis.

Outras vezes, questionam, por exemplo: “Tenho colesterol aumentado, posso dar sangue?”.

“Sim”, respondem , “é raríssimo uma pessoa não poder dar sangue por ter colesterol aumentado”.

Factos e dados

O Serviço de Sangue do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho foi autossuficiente até 2007, mas agora tem capacidade para 89% das suas necessidades, pedindo 11% ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

De acordo com o Diretor de Serviço, neste intervalo, a unidade hospitalar que serve os concelhos de Vila Nova de Gaia e Espinho registou «uma quebra em dádivas de sangue semelhante à que aconteceu em todo o país», somando-se o facto do tipo de cirurgias que têm sido realizadas desde essa altura «serem mais sofisticadas, o que aumentou a necessidade de utilização de sangue».

Manuel Figueiredo garante que nunca houve necessidade de atrasar cirurgias por falta de sangue, mas frisa a meta da autossuficiência e, a título de exemplo, conta que um doente politraumatizado pode precisar de mais de 30/40 unidades de uma só vez.

Uma leucemia pode «gastar» mais de 30 unidades. E um parto complicado pode exigir mais de seis unidades.

Em 2016 foram realizadas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho 11.898 transfusões de sangue, o que ajudou a tratar 2.273 doentes.

O Serviço de Sangue desta unidade hospitalar também disponibilizou uma aplicação de telemóvel para os dadores, na qual estes têm acesso a informação sobre dádivas, alertas sobre a altura em que pode dar sangue, resultados de análises e mesmo curiosidades.

«Sabia que a primeira transfusão com sucesso foi realizada entre dois cães?» – é uma das curiosidades disponibilizadas na aplicação.

O serviço também está aberto ao sábado, das 08h30 às 13h30.

Visite:

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho  – http://www.chvng.pt/

Concursos Públicos de Materiais e Afins na Área da Saúde em 09/08/2017

Dê sangue | Fica-lhe bem: IPST apela à doação, dia 10, em Matosinhos

09/08/2017

No verão, época em que as dádivas de sangue tendem a registar uma quebra, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e o MAR Shopping Matosinhos voltam a lançar o apelo à doação de sangue, sob o lema «Dê sangue. Fica-lhe bem».

Assim, a Unidade Móvel do IPST volta a marcar presença no parque exterior, junto à entrada MAR do centro comercial, no dia 10 de agosto, entre as 14 e as 19 horas, para receber novas dádivas de sangue.

A responsável de programação e colheitas do Centro de Sangue e Transplantação do Porto, Ofélia Alves, afirma que, por norma, o verão é uma altura especialmente sensível para as dádivas de sangue, com as férias a serem sinónimo de uma diminuição nas doações, enquanto as necessidades aumentam. A responsável acrescenta ainda que «não podemos esquecer que as doenças não tiram férias e, portanto, precisamos dos nossos dadores todos os dias.»

Recentemente, o presidente do IPST, João Paulo Almeida e Sousa, lembrou que, apesar de as colheitas estarem estáveis, é indispensável continuar a missão de sensibilizar para a necessidade de colheitas regulares de sangue, em particular nesta altura do ano. Sublinhou, ainda, o papel importante dos jovens, que têm dado «uma boa resposta», estando a ser cumpridas «as metas de 10% para abaixo dos 25 anos e 20% entre os 25 e os 34 anos.»

Até ao final do ano, o IPST e o MAR Shopping Matosinhos reeditam esta iniciativa solidária, tendo programada mais uma colheita, desta vez a 5 de dezembro, visando antecipar o período crítico do Natal.

Quem pode doar sangue

Podem doar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é 60 anos.

A dádiva de sangue é benévola e não remunerada.  A doação de sangue pode ser feita de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens. 

A saber

Os tipos de sangue que existem são A, O, que são os mais comuns, AB e B, que são mais raros.

As pessoas com sangue do tipo O podem doar sangue para qualquer pessoa, mas só podem receber doações de pessoas com o mesmo tipo de sangue. Por outro lado, as pessoas do tipo AB podem receber sangue de qualquer pessoa, mas só podem doar para pessoas com o mesmo tipo sanguíneo.

Já pessoas com sangue do tipo A podem doar apenas para outras do tipo A ou tipo AB, assim como as do tipo B só podem doar para B e AB.

Para além dos tipos de sangue, existe o fator RH, que determina se o tipo de sangue é positivo ou negativo e influencia na compatibilidade sanguínea. Assim, pessoas com sangue positivo podem receber de pessoas com qualquer RH, mas só podem doar para outras com sangue positivo. Enquanto que, se o sangue tiver RH negativo, podem doar para pessoas com sangue positivo ou negativo, mas só podem receber negativo.

Para saber mais, consulte:

Comunicado de Imprensa Infarmed: Mais de 70 produtos de higiene oral dentro dos valores autorizados

Comunicado de imprensa – Infarmed analisa produtos de higiene oral

09 ago 2017

O Laboratório do Infarmed efetuou uma ação de supervisão do mercado de 76 produtos cosméticos de higiene oral, incluindo 67 pastas dentífricas, com o objetivo de analisar os teores máximos de flúor, conservantes, substâncias com ação branqueadora e a qualidade microbiológica. Os resultados estão disponíveis num relatório agora publicado.

As análises revelaram que os valores obtidos foram inferiores aos teores máximos autorizados, cumprindo os limites legais.

Esta é uma ação relevante, na medida em que valores acima do recomendado poderiam acarretar risco de queimaduras e sensibilidade dentária, indução de resistência a antibióticos, danos do esmalte dos dentes ou risco acrescido de infeções.

O relatório está publicado no site do Infarmed e o comunicado de Imprensa segue em anexo.

 


Produtos de higiene oral – Controlo laboratorial

09 ago 2017

O Laboratório do Infarmed efetuou uma ação de supervisão do mercado de 76 produtos cosméticos de higiene oral, incluindo pastas dentífricas e elixires, com o objetivo de analisar os teores máximos de flúor, conservantes, substâncias com ação branqueadora e a qualidade microbiológica.

Os resultados encontram-se publicados no relatório, disponível na página Controlo Laboratorial de Cosméticos.

Higiene_Oral

Informação do Portal SNS:

Mais de 70 produtos dentro dos valores autorizados

O INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde efetuou uma ação de supervisão do mercado de 76 produtos cosméticos de higiene oral, incluindo pastas dentífricas e elixires, com o objetivo de analisar os teores máximos de flúor, conservantes, substâncias com ação branqueadora e a qualidade microbiológica.

De acordo com o relatório, divulgado no dia 9 de agosto de 2017, as análises químicas e microbiológicas aos 76 produtos, entre os quais 67 pastas dentífricas, revelaram que os valores obtidos foram inferiores aos teores máximos autorizados, cumprindo os limites legais.

Se os produtos analisados apresentassem valores acima dos permitidos, poderia verificar-se a ocorrência de queimaduras e sensibilidade dentária (no caso do peróxido de hidrogénio), possível indução de resistência a antibióticos (triclosan, em exposição continuada) e prováveis danos do esmalte dos dentes (fluor, em exposição continuada).

No que diz respeito às análises de qualidade microbiológica, o INFARMED explica que estas são realizadas em função do local de aplicação do produto cosmético – como as mucosas – ou do público a que se destina, nomeadamente crianças e bebés.

A análise laboratorial destes produtos consistiu na avaliação da presença de bactérias e fungos, refere o INFARMED, acrescentando que uma elevada contaminação microbiana poderia causar risco elevado de infeções.

O INFARMED selecionou a área da higiene oral para supervisão devido ao aumento da oferta e da procura deste tipo de produtos.

A Autoridade do Medicamento define anualmente as áreas a monitorizar no mercado dos produtos cosméticos, sendo prioritárias as que têm maior potencial de risco para a saúde pública, nomeadamente produtos destinados a populações de risco, bebés e crianças, ou a pesquisa de substâncias proibidas.

Para saber mais, consulte:

INFARMED:

Concurso Para Atribuição de 2 Bolsas de Mestrado – iNOVA4Health / FCT / IPO de Lisboa

«EDITAL PARA ATRIBUIÇÃO DE DUAS BOLSAS DE INVESTIGAÇÃO PARA MESTRE NO ÂMBITO DO CONSÓRCIO iNOVA4Health – Programme in Translational Medicine

BI_MESTRE_iNOVA-05/06_2017_1 e BI_MESTRE_iNOVA-05/06_2017_2

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de DUAS VAGAS para Bolsa de Investigação Mestre no âmbito do consórcio iNOVA4Health – Programme in Translational Medicine (iBET, CEDOC/FCM, ITQB, IPOLFG), co-financiado pelo Programa Operacional Regional de Lisboa (Lisboa 2020), pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia I.P./MCTES através de fundos nacionais (PIDDAC), e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER, através do Acordo de Parceria PT2020 (LISBOA-01-0145-FEDER-007344), nas seguintes condições:

Área Científica genérica: Ciências Médicas

Área Científica específica: Oncobiologia

1ª vaga:

Requisitos de admissão:

  • Licenciatura em Bioquímica, Biologia, Biotecnologia, ou na área das ciências da saúde.
  • Mestrado na área da Genética ou da Biologia Molecular.
  • Experiência em Biologia Molecular, Biologia Celular e cultura de células

Competências requeridas:

  • Experiência em Biologia Celular, nomeadamente ensaios de proliferação, viabilidade e migração; cultura de células em monocamada;
  • Experiência em Biologia Molecular, nomeadamente extracção de ácidos nucleicos, PCR, sequenciação de Sanger, RT-PCR (caracterização de novos transcritos e isoformas de splicing); qPCR; desenho de primers; análise de mutações in silico, utilização de bases de dados (ExAC, Ensembl, COSMIC, etc.) e softwares (VEP, Mutation Taster, Provean, etc);
  • Experiência em análise de copy-number por MLPA; análise de copy-number e metilação por MS-MLPA; análise de perda de heterozigotia por GeneMapper;
  • Conhecimentos em sistemas de libertação dirigida com recurso a nanopartículas

Requisitos preferenciais:

  • Nota de mestrado igual ou superior a 17;
  • Experiência mínima de 2,5 anos na área da Oncobiologia, comprovados pela publicação de, pelo menos 10 comunicações científicas (sob a forma de artigos, comunicações orais e/ou posters);
  • Conhecimentos específicos e experiência na área das neoplasias do cólon e recto, nomeadamente de vias de sinalização no cancro do cólon e recto (ex: Wnt, RAS/RAF, HGF/MET) e de perfis moleculares.

2ª vaga:

Requisitos de admissão:

  • Licenciatura em Bioquímica, Biologia, Biotecnologia, ou na área das ciências da saúde.
  • Mestrado na área da Genética ou da Biologia Molecular.
  • Experiência em Biologia Molecular, Biologia Celular e cultura de células.

Competências requeridas:

  • Experiência em Biologia Celular, nomeadamente ensaios de proliferação, viabilidade, migração, invasão e formação de colónias; cultura de células em 2D e 3D (bioreactores, slow aggregation); transfecção com plasmídeos e siRNA; imunofluorescência;
  • Experiência em Biologia Molecular, nomeadamente extracção de ácidos nucleicos a partir de células, PCR, RT-PCR e qPCR;
  • Conhecimentos de citometria de fluxo e western-blot;
  • Conhecimentos em sistemas de libertação dirigida com recurso a nanopartículas.

Requisitos preferenciais:

  • Nota de mestrado igual ou superior a 18;
  • Experiência mínima de 2,5 anos na área da Oncobiologia, comprovados pela publicação de, pelo menos 7 comunicações científicas (sob a forma de artigos, comunicações orais e/ou posters);
  • Conhecimentos específicos e experiência na área das neoplasias do cólon e recto, nomeadamente em culturas tridimensionais de linhas celulares de cancro do cólon e recto em bioreactores e ensaios celulares.

Plano de trabalhos: Teste de diferentes compostos utilizados em terapêutica convencional de cancro do cólon e recto (CCR) e de nutracêuticos, livres ou encapsulados em nanopartículas sintetizadas para este propósito em modelos de linhas celulares de CCR representativas de diferentes subtipos e estadios. Estudo das vias de sinalização e caracterização dos perfis moleculares/expressão génica envolvidos na resposta ao(s) tratamento(s) mais eficaz(es). Determinação de novos alvos terapêuticos e biomarcadores.

Legislação e regulamentação aplicável: Estatuto do Bolseiro de Investigação (Lei 40/2004 de 18 de agosto, alterada pelo Decreto-Lei 202/2012 de 27 de agosto, pelo Decreto-Lei 233/2012 de 29 de outubro, pela Lei 12/2013 de 29 de janeiro e pelo Decreto-Lei 89/2013 de 9 de julho); Regulamento de Bolsas de Investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (Regulamento 234/2012 de 25 de junho, alterado pelo Regulamento 326/2013 de 27 de julho e pelo Regulamento 339/2015 de 17 de junho).

Local de trabalho: O trabalho será desenvolvido na Unidade de Investigação de Patobiologia Molecular (UIPM) do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E. (IPOLFG), sob a orientação científica de Cristina Albuquerque, em colaboração com o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET).

Duração da bolsa: A bolsa terá a duração de 4 meses, com início previsto em setembro de 2017, prorrogável por iguais períodos até ao limite do projecto e/ou disponibilidade de verba.

Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante da bolsa corresponde a €980.00, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://www.fct.pt/apoios/bolsas/valores), pago mensalmente através de transferência bancária. O bolseiro tem ainda direito, de acordo com o artigo 28.º do Regulamento de Bolsas, a usufruir de protecção social através de adesão ao regime de Seguro Social Voluntário (SSV), da sua total responsabilidade e pago contra reembolso, não sendo elegíveis juros de mora.

Métodos de selecção: O método de selecção aplicável será a avaliação curricular dos candidatos e eventual entrevista.

Composição do Júri de Selecção: O júri será presidido por Branca Cavaco, tendo como vogais Lúcia Roque e Carmo Martins (vogais efectivos) e Cristina Albuquerque (vogal suplente).

Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida afixada em local visível e público no Departamento de Gestão de Recursos Humanos do IPOLFG, sendo o candidato(a) aprovado(a) notificado através de e-mail.

Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 09 de agosto a 22 de agosto de 2017.

As candidaturas devem ser obrigatoriamente formalizadas através do envio dos seguintes documentos, sob pena de exclusão:

  • Carta de motivação, redigida em inglês (máx. 1 página);
  • Curriculum Vitae actualizado;
  • Certificados de habilitações literárias/profissionais.

Poderão ser opcionalmente anexados outros documentos considerados relevantes à candidatura (compilados num único PDF). Toda a documentação deve ser remetida para o correio electrónico rhrecrutamento@ipolisboa.min-saude.pt, referindo no assunto “BI_MESTRE_iNOVA-05/06_2017_1” para a primeira vaga e “BI_MESTRE_iNOVA-05/06_2017_2” para a segunda vaga..

Lisboa, 9 de agosto de 2017»