Prevalência de fatores de risco cardiovascular na população portuguesa: Relatório estudo e_COR – INSA

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04-02-2020

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulga o relatório do Estudo da prevalência de fatores de risco cardiovasculares na população portuguesa (e_COR), elaborado pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças não Transmissíveis. O relatório apresenta o perfil de risco cardiovascular da população portuguesa, tendo sido a colheita de dados efetuada entre 2012-2014.

O estudo e_COR teve como objetivo, nesta primeira fase, estabelecer a prevalência dos principais fatores de risco de doenças cérebro-cardiovasculares (DCV) e avaliar qual a perceção das pessoas relativamente ao seu estado de saúde e/ou doença, tratamento e controlo das seguintes patologias: diabetes mellitus, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e hipertensão arterial.

Dos resultados e conclusões apresentados no documento, destaca-se o seguinte:

  • As prevalências estimadas de diversos determinantes de saúde, nomeadamente: dieta inadequada (71,3%); pré-obesidade/obesidade (62,1%); hipertensão arterial (43,1%); nível baixo de atividade física (29,2%); hábitos tabágicos (25,4%); abuso de álcool (18,8%); hipercolesterolemia (colesterol-LDL ≥ 160 mg/dL – 31,5%; colesterol-LDL ≥ 130 mg/dL – 51,5%); história familiar de DCV prematura (11,8%); diabetes mellitus (8,9%); hipertrigliceridemia (≥ 200 mg/dL – 8,6%; >150 mg/dL – 18,6%);
  • Cerca de 68% da população apresentava dois ou mais fatores de risco para DCV e 22% quatro ou mais fatores de risco para DCV, considerando-se apenas os de maior relevância, ou seja: diabetes mellitus, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, pré-obesidade/obesidade e tabagismo;
  • Além de se ter encontrado prevalências elevadas dos fatores de risco para doenças cérebro e cardiovasculares também se verificou um baixo índice do controle dos mesmos, principalmente da hipertensão arterial e diabetes mellitus;
  • Estes dados evidenciam a necessidade de as autoridades de saúde desenvolverem estratégias para rastrear a população em geral quanto aos fatores de risco para DCV e promoverem medidas de estilo de vida adequadas e literacia em saúde.

A prevenção destas patologias associadas ao risco cardiovascular e a introdução precoce e manutenção de medidas terapêuticas específicas é um desafio global que tem de ser mais amplamente abraçado por todos: profissionais de saúde, decisores políticos e população em geral.

O estudo conclui que é urgente definir políticas e desenvolver campanhas que melhorem a literacia em saúde e promovam o controlo dos fatores de risco cardiovascular biológicos e/ou associados ao estilo de vida.

Para consultar o relatório clique aqui.


Fatores de risco cardiovasculares

04/02/2020

Estudo revela que mais de metade dos portugueses são obesos ou pré-obesos

Mais de metade dos portugueses são obesos ou pré-obesos e 43% têm hipertensão arterial, conclui um estudo do divulgado esta terça-feira, 4 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O estudo e_COR – Prevalência de Fatores de Risco Cardiovasculares na População Portuguesa revela que a população portuguesa necessita de controlar melhor os seus fatores de risco para doenças cérebro e cardiovasculares.

Os autores do estudo indicam que 68% da população apresenta dois ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares e 22% quatro ou mais. Os fatores de risco mais relevantes são a diabetes mellitus, colesterol elevado, hipertensão arterial, pré-obesidade/obesidade e tabagismo.

Os investigadores defendem que os dados recolhidos mostram a necessidade de as autoridades de saúde «desenvolverem estratégias para rastrear a população em geral quanto aos fatores de risco para as doenças cardiovasculares e promovam medidas de estilo de vida adequadas e literacia em saúde».

O estudo, que avaliou uma amostra de 1.688 pessoas através de exame físico, análises clínicas e um questionário, indica ainda que, «não obstante o decréscimo verificado nos últimos anos, as doenças cérebro-cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e a esperança de vida saudável aos 65 anos de idade é inferior à média europeia».

De acordo com os dados divulgados, o estudo estimou prevalências de diversos determinantes de saúde, nomeadamente a dieta inadequada (71,3%), pré-obesidade/ obesidade (62,1%), hipertensão arterial (43,1%), hábitos tabágicos (25,4%) e nível baixo de atividade física (29,2%).

Os investigadores salientam também «o elevado grau de desconhecimento dos indivíduos em relação à sua situação clínica e à medicação prescrita», sublinhado que estes dados reforçam «a necessidade de melhorar a literacia em saúde».

O relatório do Estudo e_COR – Prevalência de Fatores de Risco Cardiovasculares na População Portuguesa vai ser apresentado esta terça-feira, pelas 14h30, no auditório do INSA em Lisboa.

Para saber mais, consulte:

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