CHUSJ: projeto Farma2Care abrange novas patologias

02/10/2020

Os utentes do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) portadores de cancro da mama ou esclerose múltipla poderão, a partir de hoje, dia 2 de outubro, levantar a medicação numa farmácia comunitária da sua preferência.

Este é um novo alargamento no âmbito do projeto Farma2Care, que se iniciou em dezembro de 2019 com doentes com infeção por VIH/Sida.

Trata-se de um projeto do CHUSJ, em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos, Associação Nacional de Farmácias e Associação de Distribuidores Farmacêuticos, que visa o aumento da proximidade e contribui para a adesão dos doentes à terapêutica.

Este programa consiste na dispensa de medicação, habitualmente cedida nas farmácias hospitalares, em farmácias comunitárias, substituindo a deslocação obrigatória dos doentes ao CHUSJ exclusivamente para este fim.

O coordenador do programa e médico do CHUSJ, Carlos Lima Alves, explicou à agência Lusa que «nestas duas patologias [cancro da mama e esclerose múltipla], sabemos que temos mais de um milhar que são candidatos potenciais. Se 100 aderirem, podemos avançar para outra área [doença] mais rapidamente. Se aderirem 500 ou mais, se calhar teremos de fasear o avançar do projeto porque se pretende que tenha robustez».

Carlos Lima Alves sublinha que o Farma2Care destina-se a quem «pode de facto autoadministrar a medicação em casa em segurança», frisando que têm de estar reunidas «condições de estabilidade terapêutica muito especificas».

«Não são todos os tipos de tratamento que permitem isto», salientou, acrescentando que este processo poderá incluir «teleconsultas com os farmacêuticos hospitalares para avaliar a adesão ao tratamento em casa», bem como «dar formação aos farmacêuticos das farmácias comunitárias».

São potenciais candidatas pessoas que, pela distância, limitações motoras ou dificuldades sociais e económicas, entre outros fatores, têm dificuldade e levantar medicação no hospital.

Com esta nova iniciativa, que valoriza o papel das farmácias comunitárias enquanto agentes de prestação de cuidados, o CHUSJ dá mais um passo para corresponder aos problemas e necessidades concretas das pessoas que beneficiam dos cuidados de saúde que disponibiliza, optando, cada vez mais, pela melhoria da sua qualidade e proximidade.

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