Estudo do Instituto Ricardo Jorge abre caminho a nova estratégia terapêutica para a anemia hereditária grave

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15-09-2017

Uma investigação do Departamento de Genética Humana do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e do Weatherall Institute of Molecular Medicine da Universidade de Oxford permitiu delinear uma nova estratégia terapêutica para uma anemia hereditária grave, a talassémia de tipo beta. A descoberta decorre de um trabalho colaborativo de vários anos entre as duas instituições.

A partir do estudo de uma família portuguesa com alfa-talassémia, os investigadores do Instituto Ricardo Jorge e do Weatherall Institute of Molecular Medicine conseguiram delinear uma nova estratégia terapêutica que assenta na edição do genoma através de uma tecnologia denominada CRISPR/Cas9 e demonstrar o seu potencial como futura terapia da beta-talassémia. Os resultados deste trabalho acabam de ser publicados na prestigiada revista Nature Communications.

Baseada no facto de a gravidade das talassémias depender sobretudo do desnível de abundância relativa dos dois tipos de subunidades (alfa ou beta) da hemoglobina, a nova estratégia consiste em introduzir, nas células precursoras dos glóbulos vermelhos dos doentes com beta-talassémia (com défice em cadeias beta), uma alteração genómica que diminui também o nível de cadeias alfa, reequilibrando assim o nível dos dois tipos de subunidade. Os investigadores acreditam que tal reequilíbrio tenha como consequência um alívio significativo dos sintomas da doença.

“Uma vez mais, a detalhada análise de casos clínicos atípicos se revelou muito importante para a descoberta de novos mecanismos de doença, abrindo a porta para a inovação terapêutica”, sublinha Paula Faustino (na foto), investigadora do Instituto Ricardo Jorge e co-autora deste trabalho. Para consultar “Editing an α-globin enhancer in primary human hematopoietic stem cells as a treatment for β-thalassemia”, pode também clique aqui.

As talassémias (de tipo alfa ou beta) são anemias hereditárias graves que fazem parte do grupo das hemoglobinopatias, as doenças genéticas mais frequentes nas populações humanas. Para a grande maioria dos doentes não há cura efetiva e a morbilidade e mortalidade são elevadas.

O Instituto Ricardo Jorge é uma instituição de referência para a investigação e o controlo das hemoglobinopatias, tanto em Portugal como na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. As intervenções dos laboratórios do Instituto Ricardo Jorge, tendo em vista o controlo das hemoglobinopatias na comunidade, incluem, para além da investigação, o rastreio de portadores sãos na população e o apoio ao diagnóstico clínico, fenotípico e genotípico na população e no feto (diagnóstico pré-natal).


Informação do Portal SNS:

Estudo do Ricardo Jorge abre caminho nova estratégia terapêutica

Uma equipa de investigadores do Departamento de Genética Humana do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge), em parceria com o Weatherall Institute of Molecular Medicine da Universidade de Oxford, desenvolveu uma nova estratégia de tratamento para um tipo de anemia hereditária grave com base na edição genética, partindo do estudo de uma família portuguesa.

A anemia em causa é a talassémia de tipo beta, em que há um défice na subunidade beta da hemoglobina, uma proteína dos glóbulos vermelhos (células do sangue) que assegura o transporte do oxigénio pelo sistema circulatório.

A estratégia desenvolvida consistiu, com recurso à técnica de edição genética CRISPR/Cas9, em introduzir nas células que dão origem aos glóbulos vermelhos de doentes uma alteração no material genético que diminui igualmente a subunidade alfa da hemoglobina.

A descoberta decorre de um trabalho colaborativo de vários anos entre as duas instituições. Os cientistas creem que tal reequilíbrio produz “um alívio significativo dos sintomas da doença”.

As talassémias (beta ou alfa) são anemias hereditárias graves que fazem parte do grupo das hemoglobinopatias, “as doenças genéticas mais frequentes nas populações humanas” e em que, “para a grande maioria dos doentes, não há cura efetiva e a morbilidade e a mortalidade são elevadas”, assinala o instituto português.

Os resultados da investigação foram publicados na revista científica Nature Communications.

Para saber mais, consulte:

Instituto Ricardo Jorge > Estudo abre caminho a nova estratégia terapêutica para a anemia hereditária grave

Esperança média de vida aumenta: Portugal entre os países que mais cresceram neste indicador

15/09/2017

Portugal é um dos países que mais aumentaram a esperança média de vida, mais do que seria esperado atendendo ao seu nível de desenvolvimento, de acordo com um estudo internacional, divulgado pelo jornal britânico especializado em saúde The Lancet.

Segundo o estudo «Global burden of disease 2016» (peso global da doença), a esperança média de vida em Portugal, em 2015, era de 83,9 anos para as mulheres e de 77,7 anos para os homens, ultrapassando a esperança média de vida global (obtida entre todos os países analisados), que era de 75,3 anos para as mulheres e de 69,8 anos para os homens.

O trabalho, que avalia dados de 1970 a 2016 sobre as causas de morte e doença em 195 países e territórios, coloca Portugal ao lado da Etiópia, das Maldivas, do Nepal, do Níger e do Peru na lista de «países exemplares que podem fornecer informação sobre políticas bem-sucedidas que ajudaram a acelerar o progresso na saúde».

De acordo com a meta-análise, coordenada pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da universidade norte-americana de Washington, os seis países tiveram «grandes aumentos na esperança média de vida, muito além do que seria expectável com base no seu nível de desenvolvimento».

O Japão continua a ser o país com a mais alta esperança média de vida (86,9 anos para as mulheres e 80,7 anos para os homens), ao contrário da República Centro-Africana, que tem a mais baixa (52,1 anos para as mulheres e 47,4 anos para os homens).

O estudo, revisto anualmente, teve contributos de instituições portuguesas, como o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, em Almada, e a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

Fonte: Lusa

Consulte:

The Lancet – Global burden of disease 2016 (em inglês)

Concurso médicos MGF: ARSLVT anuncia concurso para colocação de 218 médicos

15/09/2017

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) divulga que o concurso para a contratação de recém-especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) já foi aberto.

Das 218 vagas previstas para a ARSLVT, quase 25% são para a península de Setúbal, o que permitirá aumentar o número de utentes com médico de família atribuído, refere a ARSLVT em comunicado.

Para a península de Setúbal estão previstos mais de 50 médicos de Medicina Geral e Familiar, sendo 17 para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, 18 para o ACES Arco Ribeirinho e 18 para o ACES Arrábida.

Estas vagas, a serem preenchidas, vão permitir a atribuição de médico de família a mais cerca de 90 mil utentes. O concurso dá continuidade ao compromisso assumido pela ARSLVT de melhorar a resposta assistencial aos utentes.

Para saber mais, consulte:

Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo – Notícias

Hidratação em meio escolar: vantagens do consumo de água para a saúde das crianças

14/09/2017

A água é responsável por um bom desempenho intelectual ao longo do ano escolar. E contribui de forma efetiva para a regulação do peso corporal, para a saúde e bem-estar de um modo geral.

A Direção-Geral da Saúde e a Direção-Geral da Educação com a colaboração de especialistas na área, publicou o manual “Hidratação adequada em meio escolar” destinada a encarregados de educação, profissionais de saúde e  responsáveis escolares.

Apesar  do  consumo  regular  de  água  ser  determinante  para  a  saúde, bem-estar e sucesso das crianças em idade escolar, são ainda escassas as intervenções públicas em defesa do seu consumo na escola.

Quando a água não está disponível diariamente no espaço escolar ou o seu acesso é limitado, há uma natural tendência para substituir o seu consumo por outras bebidas que  além de  mais  caras são ricas em açúcares e  contribuem para o aparecimento de cárie dentária, obesidade e todo um conjunto de doenças associadas.

O documento pretende-se transmitir, de forma simples, as principais razões que fazem da água o  alimento central na nossa alimentação.  E o que as escolas e famílias devem fazer para que a água seja promovida e esteja presente no dia-a-dia de muitos milhares de crianças.

Para saber mais, consulte:

Reconstrução mamária inovadora: Hospital de São João faz reconstrução inovadora em Portugal

14/09/2017

Uma equipa de cirurgiões plásticos do Serviço de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética do Hospital de São João, Porto, realizou com sucesso a primeira reconstrução mamária bilateral associada à transferência de gânglios linfáticos.

«Foi realizada a reconstrução das duas mamas em simultâneo com o tratamento do linfedema (acumulação de líquidos) do braço numa doente com risco aumentado de cancro de mama», declarou à agência Lusa a cirurgiã Inês Correia de Sá, sobre esta técnica que o próprio hospital considerou «inovadora».

De acordo com a especialista, esta foi a primeira vez que este procedimento simultâneo foi realizado em Portugal.

A técnica foi implementada numa utente previamente submetida a tumorectomia (cirurgia em que apenas é removido o tumor, respeitando a zona de tecido em volta dele) e esvaziamento axilar ganglionar para o tratamento de um cancro de mama.

Segundo explicou Inês Correia de Sá, após este procedimento cirúrgico foi-lhe diagnosticada uma mutação genética que lhe confere um elevado risco de voltar a desenvolver cancro de mama pelo que a utente optou por fazer mastectomia bilateral profilática (extração das duas mamas para diminuição de risco de cancro).

«Como a doente apresentava já linfedema acentuado do membro superior, sem melhoria com o uso de mangas elásticas ou fisioterapia e condicionando elevada limitação motora, optou-se por realizar uma transferência microcirúrgica de gânglios linfáticos localizados na região inguinal para a axila no mesmo tempo cirúrgico em que se realizou a reconstrução mamária bilateral recorrendo a técnicas microcirúrgicas», esclareceu.

Ambas as técnicas – para reconstrução da mama e a transferência de gânglios linfáticos – «são procedimentos altamente diferenciados e com elevado grau de exigência técnica», salientou Inês Correia de Sá.

Acrescentou que «a reconstrução fisiológica com transferência microvascularizada de gânglios linfáticos é, por si só, uma técnica recentemente desenvolvida e que apenas se realiza rotineiramente em alguns centros diferenciados a nível mundial».

De acordo com a cirurgiã, com esta intervenção, «é expectável uma melhoria significativa do linfedema, com redução da circunferência do membro superior e das complicações inerentes a esta patologia».

O linfedema pode chegar aos 50% das doentes tratadas para o cancro da mama. No entanto, esclareceu Inês Correia de Sá, «esta patologia afeta outros doentes como, por exemplo, pessoas que fazem tratamento de melanoma (cancro da pele)» e pode ocorrer nos braços e nas pernas.

As cirurgiãs responsáveis pelo procedimento, Inês Correia de Sá e Joana Costa, fizeram parte da sua formação cirúrgica em centros de referência em Nova Iorque, EUA e Gent, na Bélgica, respetivamente.

Inês Correia de Sá acrescentou ainda que, com este avanço, o Serviço de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética espera dar resposta no tratamento de doentes de qualquer área do país que sofram de linfedema dos membros superiores ou inferiores, adquiridos no tratamento de tumores, secundários a traumatismos, infeções ou outras causas.

Fonte: Lusa

Visite:

Centro Hospitalar de São João – https://portal-chsj.min-saude.pt/

Orçamento Participativo Portugal 2017: Projetos vencedores conhecidos hoje às 15h

14/09/2017

Os vencedores da primeira edição do Orçamento Participativo Portugal (OPP) vão ser conhecidos, no dia 14 de setembro de 2017, pelas 15 horas, em cerimónia a decorrer no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e a Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, anunciam os vencedores.

Na primeira edição do Orçamento Participativo Portugal, as áreas abrangidas pelos projetos foram:

  • Cultura;
  • Agricultura;
  • Ciência;
  • Formação de adultos.

Entre os cerca de 600 projetos, 202 são de âmbito nacional e 399 de âmbito regional. Os 3 milhões de euros alocados à iniciativa serão distribuídos pelo conjunto de propostas mais votadas.

As votações, que abriram em junho, terminaram no dia 10 de setembro.

Para saber mais, consulte:

Orçamento Participativo Portugal – https://opp.gov.pt/

Campanha Juntos a Pedalar

Campanha Juntos a Pedalar

Participe na campanha “Juntos a Pedalar – CYCLE AROUND THE GLOBE 2017” que se realiza até o dia 17 de setembro em apoio às comemorações do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

O serviço de psiquiatria da ULSBA e o Programa Nacional para a Saúde Mental, associaram-se a esta iniciativa internacional para maior consciencialização dos riscos associados ao suicídio.

Também pode Participar!

Mais informações em: https://iasp.info/wspd2017/cycle-around-globe/

Veja o vídeo da campanha aqui.


Informação do Portal SNS:

Campanha sensibiliza para os riscos associados ao suicídio

Participe na campanha de sensibilização “Juntos a Pedalar – Cycle Around the Globe 2017”, que se realiza até o dia 17 de setembro, em apoio às comemorações do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

O serviço de psiquiatria da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e o Programa Nacional para a Saúde Mental associaram-se a esta iniciativa internacional para maior consciencialização dos riscos associados ao suicídio.

Também pode participar! As distâncias percorridas serão adicionadas na página internacional da iniciativa.

Para mais informações, consulte: