SNS 24 | Doentes oncológicos: novo serviço, disponível 24 horas/dia, abre este mês

09/01/2020

Um novo serviço do Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS24) específico para doentes oncológicos em tratamento vai abrir este mês e estará disponível 24 horas por dia, avançou a Coordenadora do Centro de Contacto do SNS, Micaela Monteiro.

Esta nova valência foi desenhada em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Oncologia, com contributos da Direção-Geral da Saúde (DGS), para dar resposta a complicações que estes doentes muitas vezes têm quando fazem os tratamentos, como náuseas, vómitos, diarreia, entre outros, explicou Micaela Monteiro.

“Muitas vezes é difícil conseguir falar com a equipa que normalmente cuida destes doentes quando essas situações surgem à noite ou ao fim de semana”, disse a Coordenadora do SNS24, acrescentando que foi por isso que foi criado “um serviço disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, em que há algoritmos específicos para estes sintomas”.

“A resposta é adaptada nas recomendações que vamos dando e também damos conhecimento aos serviços que habitualmente seguem estes doentes de que houve uma intercorrência”, esclareceu Micaela Monteiro, adiantando que existem situações em que os serviços depois entram em contacto com os doentes no sentido de os acompanhar.

Com esta iniciativa, pretende-se evitar que as pessoas tenham que se dirigir a serviços de urgência ou a outros serviços clínicos que não conhecem. Contudo, ressalvou, pode haver situações que necessitam realmente da intervenção dos profissionais que acompanham o doente e outras em que “será inevitável a deslocação para um serviço de urgência ou mesmo contactar o INEM”.

“É um serviço ajustado e personalizado para uma necessidade específica e uma necessidade crescente”, uma vez que há cada vez mais pessoas que sofrem de uma doença oncológica.

Micaela Monteiro contou que durante muitos anos dirigiu um serviço de urgência que recebia doentes nestas condições, porque era “a única resposta que estava naquele momento aberta. Muitas vezes essas pessoas do que precisavam era de uma recomendação ou de um contacto com as suas equipas e poderia ter-se evitado uma ida à urgência”, que “além de desconfortável, é também um sítio onde existe o risco de contrair uma infeção”.

“Por todas estas razões, se conseguirmos arranjar alternativas que resolvem o problema às pessoas é por aí que temos que ir”, concluiu.

Fonte: LUSA