Artigo: Efetividade da Vacina Antigripal Sazonal na Época 2015/2016 – Resultados do Projeto EuroEVA – INSA

Em Portugal, na época 2015-2016, o período epidémico da gripe sazonal ocorreu entre as semanas 1/2016 e 9/2016, tendo-se verificado uma atividade gripal de intensidade baixa. O vírus da gripe do subtipo A(H1)pdm09 foi o predominante na última época, tendo também sido detetado com menor frequência o vírus da gripe B/Victoria, especialmente no final da época.

Outra das conclusões da época 2015-2016 da gripe indica que a efetividade da vacina antigripal (EV) no grupo-alvo (65,8%) foi ligeiramente superior em relação à estimada na população em geral (56,1%), resultados, estes, que indicam que a vacina antigripal nesta época conferiu uma proteção moderada.

Estas estimativas EuroEVA (Efetividade da Vacina da Gripe na Europa) estão em linha com os resultados intermédios publicados pelo Reino Unido (49,1% contra A(H1)pdm09)(4) e pelo grupo do estudo europeu multicêntrico I-MOVE (Monitoring vaccine effectiveness during influenza seasons and pandemics in Europe) relativamente à análise de 10 países europeus (46,3% contra o vírus de gripe em geral)

O projeto EuroEVA, componente portuguesa do estudo europeu multicêntrico I-MOVE, tem por objetivo obter estimativas da efetividade da vacina antigripal sazonal e pandémica durante e após a época de gripe. Desde a época de 2008/2009, Portugal, juntamente com outros países europeus, tem vindo a implementar um protocolo comum, utilizando um desenho de estudo caso-controlo teste negativo.

Estes resultados são apresentados no artigo “Efetividade da vacina antigripal sazonal na época 2015/2016: resultados do projeto EuroEVA”, publicado na última edição do Boletim Epidemiológico Observações. Para consultar na íntegra o trabalho de Verónica Gómez, Raquel Guiomar, Ana Paula Rodrigues, Pedro Pechirra, Patricia Conde, Paula Cristóvão, Inês Costa, Baltazar Nunes e Ausenda Machado, clique aqui.

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Gripe

Qualidade das Areias das Praias: Atas da Reunião Beachnet e Reunião Sobre o Impacto do Aquecimento Global na Qualidade da Areia de Praias – INSA

As tendências hidrometerológicas influenciam a dinâmica das areias, assim como as condições geomorfológicas e hidrometerológicas afetam a dinâmica dos indicadores de contaminação fecal em areias. Estas foram as duas conclusões  saídas da reunião sobre impacto do aquecimento global na qualidade das areias de praias, que decorreu durante a última conferência “Recreational Beaches Conference” da Agência Federal para o Ambiente dos Estados Unidos da América, em Nova Orleães, e foi coorganizada pelo Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Ricardo Jorge.

Antes desta reunião, teve lugar uma discussão na rede beachnet, plataforma internacional dedicada à qualidade das águas balneares, sobre dinâmicas de areias e seus microrganismos, diferenças regionais dentro e fora dos EUA e sobretudo a influência da areia na quantificação de indicadores fecais de águas. A reunião coorganizada pelo Instituto Ricardo Jorge surge na sequência desta discussão e teve como principal objetivo alcançar consensos sobre os impactos da areia nos níveis bacterianos indicadores da qualidade da água balnear. As atas desta reunião podem ser consultas aqui.

O Instituto Ricardo Jorge, através dos seus Departamentos de Doenças Infeciosas e de Saúde Ambiental, tem vindo a desenvolver trabalhos de investigação em exposição ambiental a contaminantes microbiológicos de águas e areias e suas fontes desde 2000, participando ativamente enquanto Laboratório nacional de referência e colaborando com diversos grupos norte-americanos e europeus de doenças infeciosas e saúde ambiental.

Artigo: Diagnóstico Laboratorial de Casos de Importação de Infeções por Vírus Zika

O Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas (CEVDI) do Instituto Ricardo Jorge elaborou um artigo com o objetivo de alertar para importância do diagnóstico e métodos utilizados no diagnóstico laboratorial de infeções por vírus Zika. Neste trabalho é também apresentada a casuística de infeção por Zika identificados no CEVDI de junho de 2015 a junho de 2016.

Durante o período em causa, foram enviadas ao laboratório 388 amostras com pedido específico de diagnóstico de Zika. A maior parte dos pedidos de diagnóstico coincide temporalmente com aconfirmação da ocorrência de infeções congénitas assim como da transmissão por via sexual realizada pela Organização Mundial da Saúde (fevereiro) não se tratando provavelmente de casos de suspeita de doença mas de diagnóstico diferencial ou exclusão de infeção nas grávidas.

De junho de 2015 a junho 2016 foram confirmados 17 casos positivos de infeção por Zika. Oito casos positivos (47%) foram confirmados por biologia molecular, sobretudo na urina. Em três casos (18%) foi identificada virúria e anticorpos IgM específicos e, também em três casos (18%), foi confirmada virúria e anticorpos anti-flavivírus evidenciando infeção anterior, ou coinfeção, por outro flavivírus.

De acordo com as autoras deste trabalho, publicado na última edição do Boletim Epidemiológico Observações e que pode ser consultado aqui, “no diagnóstico laboratorial tornou-se evidente que um diagnóstico molecular positivo confirma um caso. No entanto um resultado negativo deve ser avaliado ou sujeito a confirmação por serologia posteriormente”.

Já em relação à natureza da amostra a enviar ao laboratório, “a urina confirma-se como uma amostra importante, uma vez que a virúria prolonga o período de deteção do vírus até pelo menos ao décimo dia após início dos sintomas, devendo ser sempre enviado ao laboratório amostra de sangue em EDTA e urina”.

“O diagnóstico serológico é importante na confirmação de ausência de anticorpos anti-flavivírus (resultado negativo). No entanto um resultado positivo tem que ser avaliado com nova amostra e titulação para outros flavivírus o que, no fim, até pode não levar a um resultado conclusivo”, acrescentam as investigadoras Maria João Alves e Líbia Zé-Zé.

O vírus Zika (Flavivirus) é um arbovírus transmitido sobretudo por mosquitos, mas também, por transmissão materno-fetal e sexual. Existem evidências que as infeções por vírus Zika podem estar associadas à síndrome de Guillian-Barré e a casos congénitos de microcefalia e outras malformações do sistema nervoso central.

O CEVDI tem desenvolvido o diagnóstico e estudos epidemiológicos de vírus transmitidos por artrópodes desde o princípio dos anos 90. O diagnóstico de Zika foi desenvolvido e padronizado em 2007.

Veja aqui o artigo

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Vírus Zika

Boletim Epidemiológico Observações, N.º 16 Maio – Agosto 2016 – INSA

Nova edição do Boletim Epidemiológico Observações do INSA (maio-agosto) já está disponível para leitura.

Observações é uma publicação científica em acesso aberto, que visa contribuir para o conhecimento da saúde da população, os fatores que a influenciam, a decisão e a intervenção em Saúde Pública, assim como a avaliação do seu impacte na população portuguesa.

Divulga resultados científicos gerados por atividades de observação em saúde, monitorização e vigilância epidemiológica nas áreas de atuação do Instituto Ricardo Jorge: Alimentação e Nutrição, Doenças Infeciosas, Genética Humana, Saúde Ambiental, Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis, Epidemiologia, Investigação em Serviços e Políticas de Saúde.

Sendo dada especial atenção à disseminação rápida de informação relevante para a resposta a temas de relevo para a saúde da população portuguesa, tem como principal alvo todos os profissionais, investigadores e decisores intervenientes na área da Saúde Pública em Portugal.

Consulte aqui o Boletim.

NESTE NÚMERO:

  • Editorial
    • Vigilância laboratorial da infeção por vírus Zika
  • Doenças Infeciosas
    • Diagnóstico laboratorial de casos de importação de infeções por vírus Zika
    • Em Casa Observamos Saúde (ECOS) por telefone e via eletrónica: resultados da implementação da 1ª vaga de 2016
    • A gripe em Portugal: análise preliminar da atividade gripal na época 2015/2016
    • Efetividade da vacina antigripal sazonal na época 2015/2016: resultados do projeto EuroEVA
    • Histoplasmose em Portugal: infeção rara?
  • Alimentação e Nutrição
    • Caraterização in vitro dos efeitos tóxicos da patulina na integridade do epitélio intestinal e potenciais efeitos protetores da cisteína
    • Quantificação de iodo em alimentos consumidos em Portugal: resultados preliminares
    • Doenças do metabolismo do colesterol: cromatografia de esteróis no diagnóstico de 25 casos em Portugal
  • Saúde Ambiental
    • A importância do uso de métodos complementares para a avaliação da toxicidade de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos
    • Remoção de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos em águas utilizando subprodutos da indústria da cortiça
  • Doenças Neurológicas
  • Perspetivas da comunidade do autismo em relação à investigação em autismo
  • Diminuição da expressão dos genes APP e CP em doentes de Alzheimer sugere alteração da exportação de ferro celular nesta demência

 

Vol 5 – Número 16, maio – agosto 2016

[PDF-boletim integral]                                                                                                                                Números anteriores 

 

SUMÁRIO

_EDITORIAL

Vigilância laboratorial da infeção por vírus Zika 
Laboratory surveillance of Zika virus infections
Jorge Machado,
Coordenador do Departamento de Doenças Infeciosas, Instituto Ricardo Jorge
Maria João Alves,
Investigadora do Laboratório Nacional de Referência de Doenças Infeciosas Transmitidas por Vetores, Instituto Ricardo Jorge

 

 

_ARTIGOS BREVES
Doenças Infeciosas
1_

 

Diagnóstico laboratorial de casos de importação de infeções por vírus Zika
Laboratory diagnosis of Zika infection imported cases
Maria João Alves, Líbia Zé-Zé

2_

 

 

Em Casa Observamos Saúde (ECOS) por telefone e via eletrónica: resultados da implementação da 1ª vaga de 2016
‘Em Casa Observamos Saúde (ECOS)’ by telephone and web: results from the 2016 first wave implementation
Ausenda Machado, Rita Roquette, Mafalda Sousa-Uva, Ana Paula Rodrigues

 

 

3_

 

 

A gripe em Portugal: análise preliminar da atividade gripal na época 2015/2016
2015/2016 influenza season in Portugal: preliminary data
Patrícia Conde, Pedro Pechirra, Paula Cristóvão, Inês Costa, Ausenda Machado, Ana Paula Rodrigues, Baltazar Nunes, Raquel Guiomar

4_

 

Efetividade da vacina antigripal sazonal na época 2015/2016: resultados do projeto EuroEVA
2015/2016 influenza season vaccine efectiveness: results from the EuroEVA project
Verónica Gómez, Raquel Guiomar, Ana Paula Rodrigues, Pedro Pechirra, Patricia Conde, Paula Cristóvão, Inês Costa, Baltazar Nunes, Ausenda Machado

5_

 

Histoplasmose em Portugal: infeção rara?
Histoplasmosis in Portugal: rare infection?
Cristina Veríssimo, Helena Simões, Raquel Sabino

Alimentação e Nutrição
6_

 

Caraterização in vitro dos efeitos tóxicos da patulina na integridade do epitélio intestinal e potenciais efeitos protetores da cisteína
In vitro characterization of patulin toxic effects on intestinal epithelial integrity and potential cysteine protective effects
Ricardo Assunção, Carla Martins, Mariana Ferreira, Paula Alvito

 
7_

 

Quantificação de iodo em alimentos consumidos em Portugal: resultados preliminares
Iodine quantification in food consumed in Portugal: preliminary results
Inês Delgado, Inês Coelho, Pedro Andrade, Carolina Antunes, Isabel Castanheira, Maria Antónia Calhau

 
8_

 

Doenças do metabolismo do colesterol: cromatografia de esteróis no diagnóstico de 25 casos em Portugal
Cholesterol synthesis defects: sterol analysis in the diagnosis of 25 Portuguese patients
Carla Valongo, Aureliano Jorge Dias, Mónica Sofia Leite, Laura Vilarinho

Saúde Ambiental
9_

 

 

A importância do uso de métodos complementares para a avaliação da toxicidade de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos
Toxicity assessment of polycyclic aromatic hydrocarbons: the importance of the use of complementary methods
Patrícia I. Morgado, Luísa Jordão

10_

 

Remoção de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos em águas utilizando subprodutos da indústria da cortiça
Removal of polycyclic aromatic hydrocarbons in water, using byproducts of cork industry
Sílvia S. José, Ana S. Mestre, Susana P. Silva, Ana S. Cardoso, Helena Rebelo, Ana P. Carvalho

Doenças Neurológicas
11_

 

Perspetivas da comunidade do autismo em relação à investigação em autismo
Autism community perspectives on autism research
Inês C. Conceição, Célia Rasga, Natércia Miranda, Astrid M. Vicente

 

 

12_

 

 

 

Diminuição da expressão dos genes APP e CP em doentes de Alzheimer sugere alteração da exportação de ferro celular nesta demência
Decrease in APP and CP mRNA expression in Alzheimer’s disease patients suggests
impairment of cellular iron export in this dementia

Cláudia Guerreiro, Bruno Silva Ângela C. Crespo, Liliana Marques, Sónia Costa, Ângela Timóteo, Erica Marcelino, Carolina Maruta, Arminda Vilares, Mafalda Matos, Frederico Simões Couto, Paula Faustino, Ana Verdelho, Manuela Guerreiro, Ana Herrero, Cristina Costa, Alexandre de Mendonça, Madalena Martins, Luciana Costa

 

 

 

Ficha técnica

DIRETOR: Fernando de Almeida, Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Ricardo Jorge
EDITORES: Carlos Matias Dias, Departamento de Epidemiologia |  Elvira Silvestre, Biblioteca da Saúde
CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO: Carlos Matias Dias, Departamento de Epidemiologia | Luciana Costa, Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis |  Manuela Caniça, Conselho Científico do INSA |  Manuela Cano, Departamento de Saúde Ambiental |  Jorge Machado, Departamento de Doenças Infeciosas |   Peter Jordan, Departamento de Genética Humana | Sílvia Viegas, Departamento de
Alimentação e Nutrição

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Boletim Epidemiológico Observações

Poderes e Competências da Diretora de Gestão de Recursos Financeiros – INSA

Gratuito: Conferência Regional Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico Em Faro a 29 de Julho

Com o objetivo de apresentar os resultados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) na Região do Algarve, o Instituto Ricardo Jorge e a Administração Regional de Saúde do Algarve promovem, dia 29 de julho, a partir das 09:30, no auditório da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares – Delegação Regional do Algarve, em Faro, a Conferência Regional INSEF no Algarve. A iniciativa contará com a presença do presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, João Moura Reis, do Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Ricardo Jorge, Fernando Almeida, e do coordenador geral do INSEF, Carlos Matias Dias, entre outros.

Esta será a primeira de sete conferências regionais que o Instituto Ricardo Jorge irá promover nos próximos meses, em parceria com as Administrações Regionais de Saúde do Continente e com as Secretarias Regionais de Saúde das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, no sentido de dar relevo aos resultados de cada região e promover a discussão dos resultados do INSEF a nível local, envolvendo assim profissionais de saúde, representantes de autarquias e outros profissionais das áreas da Saúde e da Educação.

À semelhança dos resultados gerais do INSEF, serão apresentados nesta primeira conferência regional indicadores sobre estado de saúde, determinantes de saúde e fatores de risco e cuidados de saúde da população. Os interessados em participar no evento deverão efetuar sua inscrição, até ao dia 27 de julho, através do seguinte e-mail: gabformacao@arsalgarve.min-saude.pt. Para mais informações, contactar o Núcleo de Formação Profissional da ARS Algarve (Telf.: 289 889 900 – extensão: 2348) ou consultar o programa da conferência.

O INSEF tem como finalidade contribuir para a melhoria da saúde dos portugueses, apoiando as atividades nacionais e regionais de observação e monitorização do estado de saúde da população, avaliação dos programas de saúde e a investigação em saúde pública. Tem como mais-valia o facto de conjugar informação colhida por entrevista direta ao indivíduo (sobre o seu estado de saúde, determinantes de saúde e utilização de cuidados de saúde, incluindo preventivos) com dados de uma componente objetiva de exame físico e recolha de sangue.

Os resultados gerais do INSEF, promovido e coordenado pelo Instituto Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Epidemiologia, foram apresentados publicamente, no dia 31 de maio, em Lisboa. Os primeiros resultados divulgados incidiram sobre as desigualdades sociodemográficas da distribuição do estado de saúde, dos determinantes de saúde e dos cuidados de saúde preventivos da população residente em Portugal em 2015 entre os 25 e os 74 anos de idade.

Este Inquérito está a ser desenvolvido em parceria com o Instituto Norueguês de Saúde Publica, com as Administrações Regionais de Saúde (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) e com as Secretarias Regionais de Saúde das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. O Projeto Pré-definido do Programa Iniciativas em Saúde Pública no âmbito do qual o INSEF está a ser desenvolvido tem um financiamento de cerca de um milhão e meio de euros, dos quais 85 por cento são assegurados pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através do Programa Iniciativas em Saúde Pública das EEA Grants, e 15 por cento pelo Estado Português.

Gratuito: Sessão Sobre Doenças Transmitidas por Vetores, a 27 de Julho em Faro – INSA / ARS Algarve

INSTITUTO RICARDO JORGE E ARS ALGARVE PROMOVEM SESSÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR VETORES

A ARS Algarve, em colaboração com o Instituto Ricardo Jorge, promove, dia 27 de julho (09:30), no auditório da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, em Faro, uma sessão sobre doenças transmitidas por vetores. A iniciativa tem como objetivo sensibilizar os operadores turísticos e proporcionar-lhes conhecimentos teóricos e práticos essenciais no domínio da vigilância, prevenção e comunicação em saúde sobre doenças transmitidas por vetores.

Destinada também a Autarquias e outros interessados na problemática, a participação no evento é gratuita, mas carece de confirmação de presença através do seguinte endereço eletrónico: gabformacao@arsalgarve.min-saude.pt. Para mais informações consultar o programa da sessão ou contactar o Núcleo de Formação Profissional da ARS Algarve, através do telefone: 289 889 900 (extensão:2348).

As doenças transmitidas por vetores resultam da infeção de humanos e outros animais por artrópodes hematófagos como mosquitos, carraças e flebótomos. Em Portugal, a monitorização e vigilância de vetores é assegurada pela rede nacional REVIVE – Rede de Vigilância de Vetores, coordenada pelo Instituto Ricardo Jorge, através do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac do seu Departamento de Doenças Infeciosas.

O REVIVE tem como objetivos monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos e caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal. A rede visa também identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública, dependendo da densidade dos vetores, o nível de infeção ou a introdução de espécies exóticas para alertar para as medidas de controlo.

O primeiro protocolo REVIVE (2008-2010) foi criado como uma rede entre a Direção-Geral da Saúde, Administrações Regionais de Saúde do Algarve, do Alentejo, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte e o Instituto Ricardo Jorge. O segundo protocolo REVIVE (2011-2015) prorrogou a vigilância para incluir também as carraças vetores com importância em Saúde Pública em Portugal. O terceiro protocolo REVIVE (2016-2020) encontra-se em fase de implementação.