Segurança Alimentar – Guia de Boas Práticas do Consumidor – INSA

O Instituto Nacional de saúde Doutor Ricardo Jorge disponibiliza na área dedicada à Segurança Alimentar um “Guia de Boas Práticas do Consumidor”. Considerando que a gestão da segurança alimentar visa o consumo de alimentos seguros e inclui o controlo de perigos e riscos microbiológicos ao longo da  cadeia alimentar, incluindo na sua etapa final – o consumidor, foi elaborado este Guia, com o objetivo de divulgar a informação das boas práticas de segurança alimentar em casa, de acordo com a informação dos perigos, fatores contributivos e condições que determinaram as toxinfeções alimentares ocorridas nos últimos anos em casas privadas em Portugal.

O Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto, em colaboração com os outros Departamentos, assegurando a função de laboratório de referência, investiga e reporta internacionalmente, desde 1993, os dados de Toxinfeções Alimentares em Portugal. Com a publicação em questão pretende-se igualmente sensibilizar o público para a importância de informar as autoridades de saúde da ocorrência dos casos de toxinfeções alimentares, para que possam ser tomadas medidas corretivas e preventivas.

Desta publicação destacam-se os seguintes pontos:

  • Identificação dos perigos alimentares
  • Riscos de infeção em casa
  • Prevenção de doenças de origem alimentar
  • O que fazer num caso de suspeita de toxinfeção alimentar

Leia aqui o “Guia de Boas Práticas do Consumidor”.

O Problema Persistente do Sarampo na Europa

Sarampo

Em 25 de Fevereiro de 2015, a Organização Mundial de Saúde – Escritório Regional para a Europa exortou os decisores políticos, profissionais de saúde e pais para a  vacinação contra o sarampo entre os grupos etários de maior risco. Em 2014, 30 países da União Europeia/Espaço Económico Europeu relataram 3.616 casos de sarampo e entre os doentes com estado vacinal conhecido, 83,0% não tinham sido vacinados contra a doença.

Nos últimos cinco anos, a Europa tem experimentado o ressurgimento do sarampo e da rubéola, e com relato de surtos em diversos países. A título de exemplo, a Alemanha contabilizou já mais de 600 casos em 2015, no âmbito de um surto em curso em Berlim.

Nos últimos 10 anos, em média, 40% dos casos de sarampo na União Europeia verificaram-se em pessoas com mais de 14 anos de idade. Além disso, verificaram-se taxas de notificação elevadas em crianças com menos de um ano de idade (6,2% dos casos em 2014), uma faixa etária muito jovem para ser vacinada.

Saiba mais aqui (informação em inglês).

INSA: Encontro PNAEQ 2015 – Área Clínica

Vai realizar-se no próximo dia 19 de março o Encontro PNAEQ 2015 – Área Clínica, iniciativa destinada aos laboratórios participantes do Programa de Avaliação Externa da Qualidade (PNAEQ). O evento vai ter lugar nas instalações do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge no Porto, na Rua Alexandre Herculano, 321, às 17 horas.

O Encontro terá a presença de membros da Labquality Oy e da ECAT Foundation, para a realização de apresentações que vão salientar a importância da participação em programas de avaliação externa da qualidade laboratorial. A participação no Encontro é gratuita mas está limitada a 40 participantes

Este evento será igualmente transmitido através de vídeo-conferência para as instalações da Sede do Instituto Ricardo Jorge em Lisboa, na Avenida Padre Cruz. Para realizar a sua inscrição, preencha por favor o formulário disponível no link.

Concurso para Investigador no Departamento de Genética Humana – INSA

  • AVISO N.º 1889/2015 – DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 35/2015, SÉRIE II DE 2015-02-19
    Ministério da Saúde – Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P.

    Concurso interno de ingresso para ocupação de um posto de trabalho na categoria de investigador auxiliar da carreira de investigação científica, previsto e não ocupado no Departamento de Genética Humana, do mapa de pessoal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP (INSA)

Estudar o Autismo na Europa e Melhorar o Apoio a Estes Doentes – INSA

« Analisar de forma abrangente a atual situação do autismo na Europa. É este o objetivo do projeto europeu ASDEU (Autism Spectrum Disorders in Europe), que foi selecionado para financiamento pela Direção-Geral da Saúde e dos Consumidores da Comissão Europeia, no valor global de 2,1 milhões de euros e que terá a participação do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge).

O autismo é um distúrbio neurológico que afeta o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas ocorrem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios de perturbação: social, comportamental e comunicacional, dificultando a sua integração na sociedade e o seu relacionamento com os outros.Projeto ASDEU

Este projeto pretende efetuar um estudo de prevalência do autismo em 12 países da União Europeia (Dinamarca, Finlândia, Itália, Espanha, Portugal, Polónia, Roménia, Bulgária, França, Áustria, Islândia e Irlanda), bem como a análise dos custos económicos e sociais envolvidos. Além disso, os participantes nesta iniciativa vão caracterizar o estado atual de deteção precoce deste distúrbio, incluindo propostas para o desenvolvimento de programas de deteção, e formação de profissionais para estas áreas.

Um outro aspeto particularmente importante do projeto ASDEU está relacionado com a validação de biomarcadores e análise da situação no diagnóstico desta perturbação. Isto porque não existe, no estado da arte clínico atual, nenhum marcador biológico específico para identificar o autismo, sendo o mesmo diagnosticado através dos comportamentos clinicamente observáveis. Por fim, esta iniciativa europeia pretende também analisar os cuidados e apoio necessários a adultos e idosos com autismo, bem como a comorbilidade associada a esta questão de saúde.

O orçamento global do ASDEU é de 2,1 milhões de euros, assumindo o Instituto de Investigação de Doenças Raras do Instituto de Saúde Carlos III, de Espanha, a coordenação do projeto. O Instituto Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis, é uma das entidades envolvidas neste projeto, integrado num grupo de 19 instituições de 14 países europeus. O estudo em Portugal será efetuado em parceria com o Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

“Este estudo será fundamental para um conhecimento da realidade em Portugal e noutros países Europeus em relação ao número de indivíduos com Perturbações do Espetro do Autismo, às suas condições de vida e aos custos sociais e económicos desta condição”, refere Astrid Vicente, coordenadora do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis do Instituto Ricardo Jorge. Ainda segundo a investigadora, “este conhecimento contribuirá para a adequação das políticas de diagnóstico, apoio e intervenção à realidade europeia”.

O ASDEU terá a duração de 36 meses. O projeto irá ainda relacionar-se com uma outra iniciativa europeia em curso nesta área, denominada de “European Autism Interventions – A Multicentre Study for Developing New Medications (EU-AIMS)”, prevendo também a realização de duas conferências europeias: a meio do projeto, em 2016, e a segunda no final do mesmo, em 2017. »

Conferência “A Genética Humana das Doenças Infeciosas” – INSA e Institut Français du Portugal

« O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e o Institut Français du Portugal apresentam uma conferência subordinada ao tema “A Genética Humana das Doenças Infeciosas”, evento que irá ocorrer no dia 20 de fevereiro, às 11horas, no Institut Français du Portugal. O Professor Laurent Abel, reputado especialista do Institut Imagine – Paris, é o palestrante convidado.

Os agentes infeciosos microbianos (bactérias, vírus, fungos ou outros parasitas) são necessários mas não suficientes para o desenvolvimento de uma doença infeciosa. De facto, é bem sabido que algumas pessoas (em particular as crianças) desenvolvem formas graves de doenças infeciosas, na sequência de uma infeção, enquanto outras, expostas ao mesmo microrganismo, se mantêm assintomáticas.

A identificação e a caraterização de “brechas” nas defesas imunitárias dos indivíduos suscetíveis, que expliquem essas diferenças de resposta à exposição a agentes patogénicos, terão profundas implicações na prática clínica e no conhecimento da biologia da imunidade. Algumas dessas “brechas” têm base genética: são, por um lado, erros inatos da imunidade (monogénicos) indutores de vulnerabilidades nas crianças e, por outro, mecanismos hereditários complexos (poligénicos) que atuam sobretudo nos adultos.

Dos resultados da investigação em genética humana das doenças infeciosas, combinando a epidemiologia genética e a biologia molecular, são de esperar importantes avanços no aconselhamento genético das famílias afetadas e o desenvolvimento de novos tratamentos visando restaurar uma resposta imunitária deficiente. A participação nesta Conferência é gratuita, sendo necessária inscrição prévia através do seguinte endereço de correio eletrónico:info@insa.min-saude.pt. »

Veja aqui o cartaz da Conferência

Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) – INSA

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge) vai promover um Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). Os dados obtidos através deste Inquérito vão dotar os decisores da área da saúde de informação relevante para planear, desenhar, avaliar programas e a intervenção em saúde pública.

O INSEF tem como objetivo conhecer o estado de saúde da população portuguesa, as doenças mais frequentes, a utilização de medicamentos e o recurso aos serviços de saúde. Pretende-se igualmente contribuir para o conhecimento de alguns hábitos de vida da população, como por exemplo a alimentação e o exercício físico, entre outros aspetos importantes que influenciam a sua saúde.

A participação das pessoas convidadas a colaborar no estudo consiste em fazer um pequeno exame físico (medir a pressão arterial, altura e o peso, entre outros), análises clínicas de rotina e responder a algumas perguntas sobre a sua própria saúde. No total vão ser abrangidos 4.200 cidadãos, entre os 25 e os 74 anos, residentes em todo o território nacional, selecionados ao acaso de entre a população registada no Serviço Nacional de Saúde.

Este inquérito nacional terá início no próximo dia 2 de fevereiro, após um período de teste-piloto em alguns Centros de Saúde do país. A sua realização ficará a cargo de profissionais de saúde que tiveram formação específica para este efeito.

Este estudo é uma oportunidade única de conhecer o estado de saúde da população de uma forma rigorosa e assim contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde prestados, promovendo a melhor qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Neste estudo vão ser seguidos procedimentos internacionais de medição, permitindo comparar os resultados com outros países europeus, e os primeiros resultados vão ser conhecidos no início de 2016.

O INSEF tem ainda a mais-valia de conjugar informação colhida por entrevista e uma componente objetiva através de um exame físico e análises clínicas. Esta é a grande novidade em relação a outros inquéritos realizados anteriormente.

Efetivamente, alguns aspetos da saúde apenas podem ser avaliados, de forma fiável e válida, através de estudos que juntem uma componente de exame físico a uma entrevista. São, disto exemplo, a medição da pressão arterial, o índice de massa corporal, o perfil lipídico ou genético, entre outras.

Por fim, os participantes no estudo terão uma outra vantagem direta, já que os resultados das análises clínicas e do exame físico serão enviados ao médico assistente dos participantes, para uma possível atuação clínica caso se justifique. A participação no INSEF não terá qualquer custo para os participantes.

O INSEF é coordenado pelo Instituto Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Epidemiologia, em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde, com a Secretaria Regional de Saúde da Região Autónoma dos Açores, com a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais da Região Autónoma da Madeira e o Instituto Norueguês de Saúde Pública. Esta iniciativa tem um financiamento de cerca de um milhão e meio de euros, dois quais 85% são assegurados pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através do programa Iniciativas em Saúde Pública das EEA Grants, e 15% pelo Estado Português.

Leia aqui algumas Perguntas e Respostas sobre o INSEF.