Notícias em 02/08/2023

Participação do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas na Joint Action CraNE

Participação do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas na Joint Action CraNE – DGS

Participação do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas na Joint Action CraNE

A Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), é Autoridade Competente da Joint Action CraNE, projeto europeu que tem como objetivo a criação de uma rede europeia de Centros Integrados de Cancro, de forma a garantir a implementação de medidas que assegurem a qualidade ao nível da deteção precoce, triagem, diagnóstico, tratamento, apoio aos sobreviventes de cancro, investigação e treino dos profissionais da área da oncologia.

A DGS participa em diversos Work Packages, destacando-se o contributo no WP6 (Organização de Centros Integrados de Cancro e de elevada qualidade nas Redes de Cuidados Integrados do Cancro / Comprehensive Cancer Care Networks).

A JA CraNE reúne 25 Entidades Competentes e 19 Entidades Afiliadas de 25 diferentes países, perfazendo, no total, 44 parceiros. O projeto da JA CraNE terá a duração de dois anos, e recebeu financiamento da União Europeia através da Agência de Execução Europeia da Saúde e do Digital (HaDEA), no âmbito do programa UE pela Saúde (EU4Health) 2021-2027.


O INFARMED, I.P. divulga o relatório de atividades do Sistema Nacional de Farmacovigilância correspondente ao ano de 2022

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02 ago 2023

Para: Divulgação Geral

Relatório de Atividades do Sistema Nacional de Farmacovigilância correspondente ao ano de 2022

O INFARMED, I.P. divulga o relatório de atividades do Sistema Nacional de Farmacovigilância correspondente ao ano de 2022.Até ao final de 2022, o Portal RAM registou cerca de 144.344 notificações de suspeitas RAM. Em 2022, a maior parte das suspeitas de RAM submetidas ao SNF foram notificadas por profissionais de saúde, correspondendo a 70% das notificações, das quais 32% de médicos, 25% de farmacêuticos e 10% de enfermeiros. Os utentes contribuíram com 30% das notificações recebidas, passando a ser o segundo tipo de notificador que mais contribuiu para o SNF. Verificou-se que a notificação de reações adversas teve uma diminuição face a 2021, o que sugere a necessidade de aumentar a consciencialização de todos para a importância da notificação de suspeitas de RAM. Este relatório está disponível neste link.


2.º Ciclo de Conferências Web ACSS | Webinar destaca a importância do Plano Individual de Cuidados no SNSimagem do post do 2.º Ciclo de Conferências Web ACSS | Webinar destaca a importância do Plano Individual de Cuidados no SNS

A integração de cuidados de saúde, particularmente ao nível dos cuidados de saúde primários (CSP) e hospitalares (CSH), é considerada uma questão fundamental. “O plano Individual de Cuidados” foi o tema do debate do webinar, promovido no âmbito do 2.º Ciclo de Conferências Web ACSS na passada quarta-feira (dia 26), que contou com cerca de uma centena de participantes. Cerca de 98% dos participantes ficaram satisfeitos ou muito satisfeitos com os conteúdos apresentados e a utilidade destes, demonstrando a pertinência dos webinares dedicados à inovação e desenvolvimento organizacional do SNS.

A sessão de abertura esteve a cargo de Sandra Brás, vogal do Conselho Diretivo da ACSS, que salientou a importância destes encontros, cujo objetivo passa por “dar visibilidade a projetos inovadores e disseminar as boas práticas nacionais.”

Vanessa Ribeiro, coordenadora do Núcleo de Planeamento e Inovação, moderou o webinar e destacou o trabalho desenvolvido pela ACSS, no âmbito de um projeto internacional – Join Action transfer of best praCtices In pRimary CarE (CIRCE-JÁ) -, que visa melhorar, fomentar e reforçar os sistemas de saúde na União Europeia, através da aplicação de boas práticas nos cuidados de saúde primários, nomeadamente, a definição de um plano individual de cuidados único partilhado.

O Futuro passa pela integração de cuidados

A evolução epidemiológica e sociodemográfica, acompanhada da inovação tecnológica e consequente transformação cultural, trouxeram profundas alterações no percurso vital das pessoas. Este novo paradigma, leva-nos a considerar a implementação de novas metodologias, centradas no doente e nas suas múltiplas necessidades, em particular o doente crónico complexo, concretamente o plano individual de cuidados

As experiências apresentadas durante o webinar são alguns dos exemplos de boas práticas existentes no Serviço Nacional de Saúde português.

 

Carla Menino | Plano Individual de Integração (PII)

O projeto constituído pelo Hospital Garcia de Orta, em conjunto com o ACES Almada-Seixal, dedica-se a estudar e intervir junto dos utilizadores muito frequentes do serviço de urgência ou High Users (HU), tendo dado origem ao Grupo de Resolução dos High Users. Este grupo é multidisciplinar e pretende, entre outros, promover a gestão integrada de cuidados, melhorando o encaminhamento e acessibilidade aos cuidados de saúde.

A estratégia assenta na figura de gestor de caso, com uma abordagem individualizada, multidisciplinar e multicêntrica (HGO – ACES) de cada utente/família, utilizando para o efeito os sistemas de informação, permitindo desta forma diminuir o número de utentes HU (Dez. 2016 a Dez. 2022: redução de 63,9% utentes HU) e o número de episódios de urgência (Dez. 2016 a Dez. 2022: redução de 67,1%), rentabilizando os recursos existentes, potencializando uma adequada e eficaz articulação e integração dos diferentes contextos de cuidados.

Jorge Martins | Plano Individual de Cuidados (PIC)

Na ULS Matosinhos, foi criada uma equipa multidisciplinar de suporte a doentes crónicos complexos. Fazendo uso de uma aplicação informática, através do sistema SClínico dos Cuidados de Saúde Primários e dos Cuidados de Saúde Hospitalares, é possível aceder à codificação dos episódios de cada doente. A partir desta base são definidas as estratégias que são vertidas no PIC do doente, que incluem propostas terapêuticas, alarmística, cuidados a ter, entre outros.

O PIC é elaborado pelo médico internista, implementado e monitorizado pelo gestor de caso (enfermeiros) e é partilhado por todos os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados ao doente. Ao nível da comunidade, foram feitas algumas parcerias, nomeadamente, com a Polícia Municipal, no âmbito do programa de acompanhamento à solidão, com grupos de voluntariado, para preparação de caixas de medicação e com assistentes sociais da Câmara Municipal de Matosinhos.

Maria Inês Espírito Santo | Plano Integrado de Alta Hospitalar (PIAH)

Criado em 2016, o PIAH é um plano multidisciplinar, centrado nos doentes internados no Serviço de Cardiologia, não programados e inscritos nas unidades de saúde do ACES Central, com quem o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central celebrou um protocolo. O circuito inicia-se com a admissão do doente nos cuidados intensivos, é feita uma avaliação biopsicossocial nas primeiras 24h/72h e, posteriormente, é contactada a respetiva unidade CSP para dar a conhecer as causas e perspetivas de tratamento. É depois efetuada uma reavaliação das necessidades durante o percurso de internamento até à alta, constando da nota de alta, enviada aos CSP, a informação clínica, de enfermagem e social do doente. No pós-alta é feito ponto de situação às 48h/72h pelo enfermeiro dos CSP e, aos 30 dias, pela equipa de enfermagem do gabinete de Cardiologia.

Foi criada uma área na intranet que permite aos profissionais do hospital aceder aos contactos da equipa de saúde familiar de cada doente e vice-versa, sendo uma ferramenta de proximidade. Os resultados demonstram uma redução dos eventos clínicos major nos doentes do grupo PIAH (1.148 doentes até junho 2023), assim como uma diminuição no número de mortes.

Assista ao webinar através do canal de Youtube da ACSS

Publicado em 2/8/2023