DGS esclarece que Vacinas do Programa Nacional de Vacinação são administradas, sobretudo, no SNS

16/06/2017

Face às notícias recentemente veiculadas sobre a intenção do Ministério da Saúde de dar às farmácias a possibilidade de administrar as vacinas do Programa Nacional de Vacinação (PNV), a Direção-Geral da Saúde esclarece que as vacinas do programa são administradas, sobretudo, no Serviço Nacional da Saúde (SNS), nomeadamente nos agrupamentos de centros de saúde, unidades locais de saúde e hospitais.

A Direção-Geral da Saúde acrescenta que, em algumas situações, as vacinas do PNV são administradas por instituições de saúde dos setores privado e social, com as quais são celebrados protocolos específicos.

Atualmente, o Ministério da Saúde está a desenvolver um novo modelo de governação para maximizar a eficiência, que implica a aquisição centralizada de vacinas, estando a ser estudadas novas formas de distribuição, e ainda um sistema complexo de informação baseado num registo central de vacinas que permite conhecer em cada momento, a nível nacional, a história vacinal da pessoa, gerir stocks e monitorizar e avaliar o processo e o impacto do programa.

O sucesso do Programa Nacional de Vacinação está associado a uma forte e competente rede pública que importa manter e reforçar e é nesse sentido que o novo modelo de governação irá ser implementado.

Ainda, a propósito do conteúdo veiculado no Jornal de Notícias, o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que «nunca passaria pela cabeça» do Governo que as vacinas do Programa Nacional de Vacinação passassem a ser administradas pelas farmácias, lembrando que se trata de uma vacinação com elevada especificidade técnica.

A afirmação foi proferida em resposta a questões do Bloco de Esquerda durante o debate no plenário da Assembleia da República sobre política de saúde, no dia 14 de junho de 2017.

Para saber mais, consulte:

Direção-Geral da Saúde > Comunicado

Boletim Informativo Semanal do Plano Nacional de Saúde: Rubéola – Vacinação em crianças

Boletim Informativo Semanal do Plano Nacional de Saúde

O Plano Nacional de Saúde divulga, semanalmente, um boletim informativo dedicado a cada um dos indicadores (European Core Health Indicators) em Portugal.

EU Health Award: União Europeia recompensa iniciativas na área da vacinação

União Europeia recompensa iniciativas na área da vacinação

A Comissão Europeia dedica este ano o EU Health Award a iniciativas das Organizações Não Governamentais (ONGs) na área da vacinação. Os prémios têm um valor de 20.000€ (primeiro classificado), 15.000€ (segundo) e 10.000€ (terceiro).

Para informação mais detalhada sobre este tema consulte o website da Comissão Europeia.


Informação do Portal SNS:

Comissão Europeia premeia iniciativas na área da vacinação

A Comissão Europeia dedica, este ano, o EU Health Award a iniciativas das organizações não governamentais (ONG) que tenham contribuído para aumentar o nível de saúde pública na Europa através da vacinação.

Podem candidatar-se a este prémio as ONG internacionais, europeias, nacionais e regionais ativas no domínio da vacinação. As candidaturas deverão ser submetidas online, em formulário disponível para o efeito, no site da Comissão Europeia, até ao dia 30 de junho.

As ONG devem claramente demonstrar o seu contributo para a saúde pública no âmbito da vacinação, respondendo aos seguintes tópicos:

  1. Prevenção: disponibilização de vacinas
  2. Sensibilização e divulgação de informação pró-vacinação
  3. Resposta à hesitação na toma de vacinas
  4. Formação para estudantes de Medicina e profissionais de saúde
  5. Vigilância
  6. Combater a vacinação de uma perspetiva específica da doença (por exemplo, vírus do papiloma humano (VPH), gripe sazonal, vacinação infantil, vacinação para adultos, sinergias entre vacinação e uso de antibióticos)
  7. Outras iniciativas que promovam níveis mais elevados de saúde pública na União Europeia através da vacinação

Os prémios têm um valor de 20.000 € (primeiro classificado), 15.000 € (segundo) e 10.000 € (terceiro) e são financiados no âmbito do 3.º Programa de Saúde 2014-2020.

Para saber mais, consulte:

Vacinas para a Vida: Dia da Criança assinalado com debate sobre vacinação

No Dia Mundial da Criança, comemorado a 1 de junho, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde organizam a sessão «Vacinas para a Vida – Desafios e Inovações».

A sessão contará com a presença dos Ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e terá lugar no Auditório dos Espaços Comuns da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, pelas 16 horas.

Esta iniciativa integra o encontro «Saúde, Género e Violência Interpessoal», organizado pela DGS, que decorre nos dias 1 e 2 de junho no mesmo local.

Neste encontro será debatida a dimensão da igualdade de género nos cuidados a crianças e jovens e abordada a convenção dos direitos das crianças. Realiza-se, ainda, uma mesa-redonda sobre «Boas práticas na prevenção dos maus tratos em crianças e jovens», bem como uma discussão sobre os desafios e inovações das vacinas.

Para saber mais, consulte:

Direção-Geral da Saúde > Notícias

Vacina contra a malária: Portugueses desenvolvem vacina que vai ser testada em humanos

31/05/2017

Uma vacina contra a malária, desenvolvida por cientistas portugueses, vai ser testada em humanos num ensaio clínico que começou dia 30 de maio na Holanda.

A vacina, criada por uma equipa do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, incorpora o parasita que causa a malária em roedores e que é mascarado com o parasita que infeta as pessoas, para que o sistema imunitário humano possa reconhecê-lo e combatê-lo numa fase em que os sintomas da doença não se manifestam.

A malária é uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infetada pelo parasita do género Plasmodium.

Um dos parasitas mais agressivos da malária e que causa a infeção nos humanos é o Plasmodium falciparum. Em alguns roedores, a infeção é provocada pelo Plasmodium berghei, que é inofensivo para as pessoas.

Miguel Prudêncio, que lidera a investigação, explicou que o que a equipa fez foi usar o parasita da malária que infeta roedores e modificá-lo geneticamente para expressar uma proteína do parasita que contagia os humanos. «A expetativa é que o sistema imunitário reconheça o parasita», salientou.

O cientista esclareceu que os parasitas espoletam a resposta do sistema imunitário quando ainda estão no fígado. A doença só surge quando os parasitas saem do fígado e entram na corrente sanguínea.

O ensaio clínico vai envolver 30 voluntários saudáveis – adultos entre os 18 e os 35 anos. Numa primeira fase, serão avaliados efeitos adversos que a vacina possa gerar, enquanto numa segunda fase será analisada a eficácia da vacina, comparando o aparecimento da infeção em voluntários vacinados e não vacinados.

Os resultados do teste clínico são esperados para 2018.

Em estudos anteriores com animais, o grupo de Miguel Prudêncio verificou que coelhos imunizados contra a malária com esta vacina desenvolveram no sangue anticorpos capazes de reconhecer «muito eficazmente» o parasita Plasmodium falciparum, que infeta os humanos.

Os cientistas observaram que esses anticorpos conseguiram travar quase na totalidade a infeção pelo mesmo parasita em ratinhos mutantes, cujo fígado tinha células de fígado humano, ou seja, suscetíveis de serem infetadas pelo Plasmodium falciparum.

Os resultados obtidos permitiram aos investigadores partirem para os testes clínicos.

«Para se ter a noção do grau de proteção, a vacina tem de ser testada em humanos», assinalou Miguel Prudêncio, quando questionado sobre a sua eficácia em pessoas.

O ensaio clínico, que tem um custo aproximado de 1,3 milhões de euros, será realizado por investigadores do Instituto de Medicina Molecular, em colaboração com o Centro Médico da Universidade de Radbound, na Holanda, e com a PATH Malaria Vaccine Iniciative, entidade que coordena mundialmente o desenvolvimento de vacinas contra a malária.

Apesar dos avanços na luta contra a malária, da pulverização e do uso de redes mosquiteiras, quase 430 mil pessoas morreram de malária em 2015, especialmente em África, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Fonte: Lusa

Sessão “Vacinas para a Vida – Desafios e Inovações” a 1 de Junho em Lisboa

Sessão

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança, a Direção-Geral da Saúde e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde promovem no próximo dia 1 de junho a sessão “Vacinas para a Vida – Desafios e Inovações”, a ter lugar pelas 16h00, no Auditório dos Espaços Comuns da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, conta com a presença dos Ministros da Educação e da Saúde.

Esta sessão integra o Encontro “Saúde, Género e Violência Interpessoal”, organizado pela Direção-Geral da Saúde, que decorrerá entre o dia 1 e 2 de junho no mesmo local.

Para mais informações consulte o Programa.

Boletim Informativo Semanal do Plano Nacional de Saúde: Tosse Convulsa – Vacinação em crianças

Boletim Informativo Semanal do Plano Nacional de Saúde

O Plano Nacional de Saúde divulga, semanalmente, um boletim informativo dedicado a cada um dos indicadores (European Core Health Indicators) em Portugal.

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