Rótulos dos alimentos: Quatro em cada dez consumidores não compreendem informação

17/10/2017

Um estudo encomendado pela Direção-geral da Saúde (DGS) revela que cerca de 40 % dos consumidores portugueses não compreendem a informação nutricional básica contida nos rótulos dos alimentos, segundo um estudo encomendado pela Direção-geral da Saúde (DGS).

O estudo, divulgado no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, é do Instituto Português de Administração de Marketing e foi realizado a pedido da DGS, com validação da Organização Mundial da Saúde, com base numa amostra de 1.127 consumidores.

Mais de metade da população inquirida refere que consulta os rótulos dos alimentos no momento da compra e fá-lo sobretudo para conhecer o prazo de validade, as instruções de uso e também recolher alguma informação sobre os nutrientes.

O estudo, que contou com o contributo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, procurou conhecer com mais detalhe o nível de compreensão dos rótulos por parte da população, não se baseando apenas na perceção de autoconhecimento dos consumidores, mas organizando grupos focais para uma compreensão objetiva.

Nessa análise, verificou que 40 % dos inquiridos não compreendiam realmente a informação nutricional básica que pode permitir fazer escolhas mais saudáveis.

O estudo conclui também que há uma relação «estatisticamente significativa» entre as habilitações escolares e o conhecimento objetivo dos rótulos, sendo esse conhecimento mais elevado quando os consumidores têm qualificações superiores. Uma das barreiras identificadas tem a ver com os baixos níveis de literacia da população portuguesa, que antecipam «dificuldade de compreensão da informação nutricional», refere o estudo.

Os consumidores revelam falta de conhecimento sobre matérias como os limites diários máximos recomendados de sal e açúcar, que são atualmente de cinco gramas e 50 gramas, respetivamente, para um adulto.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Pedro Graça, considera que a análise veio validar a necessidade de mudar a forma de apresentar os rótulos para sistemas visualmente apelativos e que «não impliquem cálculos e recálculos por parte dos cidadãos». Ou seja, um sistema que permita uma rápida descodificação dos rótulos dos alimentos para «facilitar tomadas de decisão» por parte dos consumidores.

A DGS lançou recentemente online uma proposta de descodificar de rótulos que usa um sistema dividido em três cores: vermelho, amarelo e verde. A ideia é que os consumidores optem maioritariamente por alimentos e bebidas com nutrientes da categoria verde e evitem os da categoria vermelha. As cores são distribuídas de acordo com os teores de gordura, açúcares e sal.

«É preciso adotar um sistema que funcione como descodificar de rótulos. O ideal é que um país chegue a um consenso sobre um determinado modelo para que as empresas depois o adotem. O modelo deve ser sempre o mesmo e uniforme». Hoje em dia, é necessário «fazer muitas escolhas de alimentos num curto espaço de tempo», o que torna a leitura dos rótulos «mais importante para tomar melhores decisões», salienta Pedro Graça.

Fonte: LUSA

Apresentação / Estudo: Dia Mundial da Alimentação

16 de Outubro – Dia Mundial da Alimentação

A Direção-Geral da Saúde e o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável assinalaram as comemorações do dia 16 de Outubro – Dia Mundial da Alimentação com a apresentação do estudo “Portuguese Consumer Atitudes Toward Food Labeling” em que pela primeira vez se analisa como os portugueses utilizam os rótulos para fazer escolhas alimentares, através de metodologias quantitativas e qualitativas simultaneamente.

Os resultados revelam uma realidade surpreendente. O estudo foi realizado por instituições científicas independentes e contou com o financiamento e apoio da DGS e  Organização Mundial da Saúde.

Para mais informações consulte aqui a apresentação efetuada por Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Via Verde PCR: CHLC com Via Verde para as vítimas de paragem cardiorrespiratória

17/10/2017

O Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) iniciou, dia 16 de outubro de 2017, um programa que visa disponibilizar à população os cuidados técnicos mais diferenciados e disponíveis na atualidade para tratar os doentes vítimas de paragem cardiorrespiratória (PCR).

Como corolário do reconhecimento do Centro de Referência ECMO (oxigenação por membrana extracorporal), que ocorreu a 2 de agosto de 2017, o CHLC vê reunidas agora as condições para dar o próximo passo na melhoria assistencial aos doentes vítimas de PCR, garantindo a ressuscitação cardiopulmonar assistida por ECMO na zona metropolitana de Lisboa, passando a designar-se o internamento como Via Verde PCR.

Após a admissão direta dos doentes na Unidade de Urgência Médica, via intra ou extra-hospitalar (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), e subsequente avaliação clínica, os doentes prosseguem as manobras de ressuscitação via RCP-E (ressuscitação cardiopulmonar assistida com ECMO) ou podem ser candidatos a dadores de coração parado.

O primeiro objetivo da implementação da Via Verde PCR é maximizar as hipóteses de sucesso das manobras de reanimação cardiorrespiratória. O segundo é possibilitar que os doentes submetidos a manobras infrutíferas de ressuscitação ou os doentes sem indicação inicial para RCP-E possam ser candidatos a dadores de coração parado.

Numa primeira fase de dador de coração parado julga-se ser possível aumentar o número de dadores de rim e fígado, garantindo desta forma uma melhor qualidade de vida aos doentes em lista para transplante.

Este trabalho foi iniciado no CHLC em 2004 com a implementação do Protocolo de Hipotermia Central Induzida, atualmente designado de Protocolo de Gestão Térmica, nos doentes vítimas de PCR. Em 2012, o centro hospitalar alargou o âmbito do protocolo ao pré-hospitalar, com a integração ativa do INEM no fluxograma, de forma a garantir aos doentes vítimas de PCR a admissão direta na Sala de Hemodinâmica do Hospital de Santa Marta ou na Unidade de Urgência Médica do Hospital de São José, assegurando os melhores cuidados pós-ressuscitação e o estadiamento neurológico adequado. Até ao momento foram assistidos mais de duzentos doentes por este protocolo.

Visite:

Centro Hospitalar Lisboa Central  – http://www.chlc.min-saude.pt/

Saúde oral em Santo Tirso: Mais de 12 mil utentes vão poder usufruir de consultas

17/10/2017

Mais de 12 mil utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Martinho do Campo, em Santo Tirso, vão poder usufruir de consultas de saúde oral, a partir de janeiro de 2018. A medida resulta de um acordo entre a Câmara Municipal de Santo Tirso e o Ministério da Saúde.

Na passada sexta-feira, dia 13 de outubro, o Presidente da Câmara, Joaquim Couto, e o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, assinaram um protocolo de intenções que possibilitará a realização de consultas de saúde oral gratuitas.

Na prática foi decidido estabelecer uma parceria entre a câmara e o Ministério da Saúde para a colocação de um médico dentista e a respetiva auxiliar ao serviço, funcionando nos mesmos moldes de um médico de família.

Assim, um utente que seja isento também beneficiará de consultas de saúde oral gratuitas, enquanto os restantes utentes pagarão as taxas moderadoras em função do seu escalão.

«Somos o primeiro concelho no distrito do Porto a dispor de consultas de saúde oral, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde», refere Joaquim Couto, citado em comunicado emitido pela autarquia.

A Câmara Municipal de Santo Tirso acrescenta que cabe ao Ministério da Saúde fornecer as instalações, tendo sido escolhida a USF de São Martinho do Campo. Do lado da autarquia fica o investimento no equipamento, cerca de 50 mil euros.

A reunião também serviu para discutir um segundo protocolo que visa a implementação de serviços médicos na área de medicina geral dentária, no Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), com a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU).

As consultas de saúde oral arrancam em janeiro de 2018 para os utentes mais carenciados.

Incêndios | Sangue: IPST garante reservas de sangue em níveis confortáveis

17/10/2017

O Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) esclareceu, através de comunicado, que as reservas de sangue estão em níveis confortáveis, salientando que podem satisfazer rapidamente pedidos de qualquer parte ao país.

O esclarecimento surgiu depois de terem surgido nas redes sociais vários apelos para a dádiva de sangue, atendendo a um súbito aumento do número de doentes queimados.

Neste sentido, o IPST informa que, na atualização mais recente das suas existências, pelas 15h30, de 16 de outubro, as reservas nacionais ascendiam a mais de 15 mil unidades de concentrados de eritrócitos, o que se traduz numa situação muito distante da necessidade de apelo.

O IPST garante que os portugueses podem estar seguros que estas as reservas garantem que os pedidos que sejam endereçados pelas unidades de saúde de qualquer ponto do país podem ser atendidos rapidamente.

De acordo com o IPST, esta situação pode ser facilmente verificável no site dador.pt, onde as informações oficiais referem que os grupos sanguíneos B- e A- têm uma reserva confortável de 7 a 10 dias e todos os outros grupos têm reservas de mais de 10 dias.

Para saber mais, consulte:

Infarmed apoia reinstalação das farmácias destruídas pelos incêndios

17 out 2017

Os trágicos incêndios ocorridos nos últimos dias, que levaram o Governo a declarar o estado de calamidade pública nas regiões afetadas, destruíram totalmente duas farmácias: a Farmácia da Lajeosa e a Farmácia Central, situadas, respetivamente, em Lajeosa do Dão (concelho de Tondela) e em Melo (concelho de Gouveia).

O Conselho Diretivo do INFARMED, I.P. já expressou a sua consternação e solidariedade com os proprietários e diretores técnicos das farmácias afetadas e está a acompanhar todo o processo de reinstalação, contribuindo para que as farmácias se mantenham em funcionamento e as populações locais tenham acesso aos serviços e produtos de que necessitam.

O Infarmed tem estado em contacto com os proprietários e diretores técnicos destas farmácias para assegurar o seu funcionamento em instalações provisórias, nas respetivas juntas de freguesia, e disponibilizou todo o apoio técnico necessário à reposição da normalidade, tendo em vista a futura reabertura das farmácias em instalações definitivas.


Informação do Portal SNS:

INFARMED apoia reinstalação das farmácias destruídas

Os trágicos incêndios ocorridos nos últimos dias, que levaram o Governo a declarar o estado de calamidade pública nas regiões afetadas, destruíram totalmente duas farmácias: a Farmácia da Lajeosa e a Farmácia Central, situadas, respetivamente, em Lajeosa do Dão (concelho de Tondela) e em Melo (concelho de Gouveia).

O Conselho Diretivo do INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde já expressou a sua consternação e solidariedade com os proprietários e diretores técnicos das farmácias afetadas e está a acompanhar todo o processo de reinstalação, contribuindo para que as farmácias se mantenham em funcionamento e as populações locais tenham acesso aos serviços e produtos de que necessitam.

O INFARMED divulgou que tem estado em contacto com os proprietários e diretores técnicos destas farmácias para assegurar o seu funcionamento em instalações provisórias, nas respetivas juntas de freguesia, e disponibilizou todo o apoio técnico necessário à reposição da normalidade, tendo em vista a futura reabertura das farmácias em instalações definitivas.

Para saber mais, consulte:

INFARMED – http://www.infarmed.pt/