Emoções, relações e complicações: livro digital sobre violência ao longo da vida

30/11/2017

Ninguém está imune a situações e ambientes de violência ao longo da vida. A violência é o uso intencional da força física ou do poder, real ou sob a forma de ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo, que resulte em ferimentos, morte, danos psicológicos, compromisso do desenvolvimento ou privação.

Para promover a literacia em saúde, o Ministério lançou um novo livro digital, intitulado «Emoções, relações e complicações – Prevenir a violência ao longo da vida».

O novo livro digital pretende ensinar as pessoas a protegerem-se contra a violência, seja ela física, psicológica, sexual ou financeira.

Seja num contexto de amizade, casal, vida familiar ou atividade profissional, ter uma relação saudável faz com que nos sintamos bem por sermos quem somos. O livro permite fazer um check-up às relações.

  • Bullying?
  • Violência no namoro?
  • Violência nas relações de intimidade?
  • Violência na gravidez?
  • Violência contra pessoas pessoas lésbicas, gays, transsexuais e intersexo (LGBTI)?
  • Violência no local de trabalho?
  • Violência contra pessoas idosas ou dependentes?
  • Maus tratos em crianças e jovens?

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Para cada pergunta, o livro digital tem uma resposta. Para todas as idades!

Os contactos úteis também estão disponíveis:

  • SNS 24 – 808 24 24 24
  • Número de Emergência – 112
  • Linha Nacional de Emergência Social – 144
  • Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica – 800 202 148 (gratuito)

Para saber mais, consulte:

Biblioteca de Literacia em Saúde no Portal SNS – http://biblioteca.sns.gov.pt

Calculadora de Risco da Diabetes: Avaliação de risco no Portal SNS diagnosticou dez doentes

30/11/2017

A área do cidadão do Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem disponível a calculadora de risco da Diabetes Tipo 2, uma ferramenta que, até agora, permitiu fazer a avaliação de 33.538 utentes e agendar 1026 consultas, das quais 674 já foram realizadas.

Do total de consultas efetivadas, foi diagnosticada a doença a 10 cidadãos, que desconheciam que tinham Diabetes tipo 2.

Com o objetivo de massificar a sua utilização na despistagem do risco da doença, atuando de uma forma ainda mais efetiva e preventiva, a Calculadora apresenta várias opções. No caso em que é identificado risco «moderado», «alto» ou «muito alto», é enviada notificação para os Cuidados de Saúde Primários, mas só após autorização do cidadão. Autorizada a partilha de informação, a marcação da consulta é feita centralmente, por email, para o Centro de Saúde a que o utente pertence.

No âmbito do programa «Não à Diabetes», a Área do Cidadão do Portal do SNS tem disponível a calculadora de risco da diabetes. Para o cidadão fazer o seu teste e saber o risco da doença, apresentado em cinco cores – verde, azul, amarelo, laranja e vermelho -, basta registar-se na área do cidadão do Portal SNS.

Para saber mais, consulte:

Plasma português: Hospitais passam a fornecer o seu plasma ao IPST

30/11/2017

A segunda fase do Programa Estratégico de Fracionamento de Plasma Humano 2015-2019 inicia-se esta quinta-feira, dia 30 de novembro, com a assinatura de um Protocolo-Quadro entre o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e os hospitais com maior colheita para fracionamento do plasma.

A sessão decorre no Centro de Transplantação de Lisboa (Hospital Pulido Valente), em Lisboa, a partir das 15 horas.

De acordo com João Paulo Almeida e Sousa, Presidente do IPST, esta contribuição dos hospitais deverá resultar num aumento para 50 mil litros de plasma fracionado, numa ação que decorrerá em 2018 e 2019.

Através deste acordo, as entidades hospitalares comprometem-se a entregar ao IPST, já a partir de janeiro, uma parte do plasma que colhem. Desta forma passará a ser possível, por um lado, ter volume e escala para aproveitar o excedente das dádivas benévolas de sangue pelo  fracionamento de Plasma Fresco Congelado (PFC) disponibilizado e, por outro, contribuir para a suficiência nacional em alguns derivados do plasma e consequente redução das contingências de mercado inerentes à dependência externa destes medicamentos.

O IPST e os doze serviços de sangue hospitalares comprometem-se à consecução de cerca de 210 mil unidades/50 mil litros de plasma para fracionamento.

O Presidente do IPST adiantou que este aproveitamento do plasma nacional deverá resultar numa poupança de 40 % dos gastos com estes produtos, embora o principal objetivo seja maximizar o plasma recolhido e, dessa forma, «respeitar as dádivas voluntárias e não remuneradas».

As entidades hospitalares e o IPST ficarão responsáveis por criar condições para implementação e sustentabilidade do programa de fracionamento nacional.

O fracionamento do plasma será feito pela empresa Octapharma, no seguimento de um procedimento concursal de diálogo concorrencial, já concluído.

O protocolo de cooperação surge na sequência do Despacho n.º 15300-A/2016, que determina que o IPST apresente um plano operacional para a utilização do plasma colhido em Portugal e que, até ao final do primeiro quadrimestre de 2017, as instituições e entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passem a recorrer ao IPST para satisfazer as suas necessidades em plasma.

Para saber mais, consulte:

Instituto Português do Sangue e da Transplantação – http://ipsangue.org/

Despacho n.º 15300/2016 – Diário da República n.º 242/2016, Série II de 2016-12-20
Saúde – Gabinetes dos Secretários de Estado Adjunto e da Saúde e da Saúde
Determina que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP (IPST, IP) deve apresentar um plano operacional para a utilização do plasma colhido em Portugal e que, até ao final do primeiro quadrimestre de 2017, as instituições e entidades do Serviço Nacional de Saúde passam a recorrer ao IPST, IP, para satisfazer as suas necessidades em plasma.

USF Ossónoba em Faro: inaugurada unidade que abrange 10.500 utentes

30/11/2017

A nova Unidade de Saúde Familiar (USF) Ossónoba, instalada no Centro de Saúde de Faro, foi inaugurada no dia 29 de novembro de 2017, pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

Com sede no Centro de Saúde de Faro, esta USF do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Central da ARS Algarve, reúne uma equipa multidisciplinar composta por seis médicos, seis enfermeiros e quatro assistentes técnicos e abrange cerca de 10.500 utentes do concelho.

Durante a cerimónia, que contou com a presença do Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Algarve, Paulo Morgado, do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, da Direção do Agrupamento de Centros de Saúde Central e representantes de outras entidades locais, o Secretário de Estado da Saúde destacou a importância da aposta na criação destas unidades de saúde para reforçar a prestação de cuidados de saúde de proximidade à população e aumentar a confiança no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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Na sua intervenção, Manuel Delgado, felicitando todos os profissionais da USF Ossónoba, sublinhou que «esta USF representa mais um exemplo da aposta estratégica do Governo no desenvolvimento de USF em todo o País. Estamos a trabalhar, por um lado, na constituição de novas USF e, por outro, na passagem de USF de modelo A para modelo B».

Manuel Delgado aproveitou o momento para sublinhar que «a estratégia do Governo para 2018 passa por reforçar a importância estratégica da domiciliação dos cuidados, não só para evitar os internamentos desnecessários nos hospitais, mas também para promover, junto dos cuidados de saúde personalizados, o desenvolvimento deste apoio ao domicílio», assegurando que o Ministério da Saúde está empenhado em reforçar a frota de viaturas para o apoio domiciliário na região.

«Por outro lado, estamos a trabalhar com os hospitais a possibilidade de hospitalização domiciliária. Neste caso, passa pela criação de acordos de integração de cuidados entre unidades de cuidados primários e hospitais, no sentido de criarem equipas conjuntas na área de enfermagem, na área médica, na área da reabilitação, na área da psicologia e na área social, de forma a podermos ter em casa alguns tipos de doentes agudos, o que pode ter muitas vantagens clínicas. Este trabalho está a ser objeto de criação de incentivos próprios», sublinhou.

Manuel Delgado deixou ainda a garantia de que o Ministério da Saúde está empenhado em melhorar as condições de todos os profissionais do SNS, dando como exemplo o aumento das remunerações, com «a reposição do valor total das horas de qualidade, já objeto de revalorização em 2017, e extraordinárias e a aplicação dos descansos compensatórios já a partir de janeiro de 2018».

Com horário de funcionamento das 8 às 20 horas, de segunda a sexta-feira, a USF Ossónoba oferece a todos os utentes um conjunto de atividades, expressas no seu plano de ação, na área da prestação de cuidados e promoção da saúde na comunidade, para garantir mais acessibilidade, maior proximidade e maior qualidade nos cuidados de saúde no concelho de Faro, contribuindo para uma maior obtenção de ganhos em saúde.

Com a entrada em funcionamento da USF Ossónoba, ficam em atividade 14 USF na região do Algarve (duas no ACES Barlavento, oito no ACES Central e quatro no ACES Sotavento), que abrangem mais de 145 mil utentes.

No âmbito da visita ao Algarve, o Secretário de Estado da Saúde participou também na sessão de encerramento das primeiras Jornadas de Unidades de Saúde Familiar (USF) do Algarve, em Lagos.

Para saber mais, consulte:

Administração Regional de Saúde do Algarve, IP > Notícias

Doação de sangue: IPST apela à doação, dia 5, no MAR Shopping Matosinhos

30/11/2017

Visando antecipar o período crítico do Natal, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e o MAR Shopping Matosinhos voltam a lançar o apelo à doação de sangue.

Assim, a Unidade móvel do IPST volta a marcar presença no parque exterior, junto à entrada MAR do centro comercial, no dia 5 de dezembro, entre as 14 e as 19 horas, para receber novas dádivas de sangue.

A responsável de programação e colheitas do Centro de Sangue e Transplantação do Porto, Ofélia Alves, refere que «não podemos esquecer que as doenças não tiram férias nem se compadecem das épocas festivas e, portanto, precisamos de dadores todos os dias do ano. Além disso, avizinha-se uma época particularmente sensível em que há uma grande quantidade de pessoas na rua, nas estradas e em que aumenta o risco de acidentes, por exemplo.»

Apesar de as colheitas estarem em níveis estáveis é indispensável continuar a missão de sensibilizar para a necessidade de colheitas regulares de sangue, em particular junto dos jovens.

Há seis anos que o MAR Shopping Matosinhos e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação se unem no apelo a dádivas de sangue em alturas em que estas são mais limitadas e, portanto, mais necessárias, como durante as férias grandes ou a época de Natal.

A parceria entre as duas entidades permitiu já angariar mais de 500 dadores inscritos.

Para saber mais, consulte:

Dia Mundial da SIDA – 1 dezembro

Dia Mundial da SIDA - 1 dezembro

O Ministério da Saúde assinala esta data através da realização do primeiro painel digital SNS – «Portugal e os novos horizontes na luta contra o VIH/Sida» -, iniciativa organizada em parceria com o Porto Canal. A sessão interativa será transmitida em direto através da página do SNS no Facebook – https://www.facebook.com/sns.gov.pt/ – e permitirá a colocação de questões por parte de todos os espectadores, à distância, que serão respondidas pelos membros do painel, o qual contará com a participação de:

  • Fernando Araújo, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde;
  • Isabel Aldir, Diretora dos Programas Nacionais para a Infeção VIH, Sida e Tuberculose e para as Hepatites Virais;
  • Kamal Mansinho, Coordenador executivo do Grupo de Trabalho para definir uma estratégia integrada para a epidemia do VIH/Sida nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto;
  • Luís Mendão, Presidente do GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos.

O painel é transmitido em direto a partir das 15h30 de 1 de dezembro.

Na ocasião, serão discutidas as novas abordagens nacionais com vista à eliminação da epidemia do VIH, das quais se destacam as áreas de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento.

Na mesma data, será submetido a consulta pública o relatório do Grupo de Trabalho para definição de uma estratégia integrada para a epidemia do VIH/Sida nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto, no contexto do projeto internacional «Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH», no Portal SNS.


Informação do Portal SNS:

Saúde assinala data com sessão interativa no Facebook

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, assinalado a 1 de dezembro, o Ministério da Saúde comemora a efeméride através da realização do primeiro painel digital SNS – «Portugal e os novos horizontes na luta contra o VIH/Sida».

Na ocasião, serão discutidas as novas abordagens nacionais com vista à eliminação da epidemia do VIH, das quais se destacam as áreas de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento.

Esta iniciativa será organizada em parceria com o Porto Canal. A sessão interativa será transmitida em direto através da página do SNS no Facebook – https://www.facebook.com/sns.gov.pt/ – e permitirá questões por parte de todos os espectadores, à distância, que serão respondidas pelos membros do painel.

O painel contará com a participação dos seguintes elementos:

  • Fernando Araújo, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde;
  • Isabel Aldir, Diretora dos Programas Nacionais para a Infeção VIH/Sida e Tuberculose e para as Hepatites Virais;
  • Kamal Mansinho, Coordenador executivo do Grupo de Trabalho para definir uma estratégia integrada para a epidemia do VIH/Sida nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto;
  • Luís Mendão, Presidente do GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos.

O painel será transmitido em direto a partir das 15h30, na sexta feira, dia 1 de dezembro.

Na mesma data será submetido a consulta pública o relatório do Grupo de Trabalho para definição de uma estratégia integrada para a epidemia do VIH/Sida nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto, no contexto do projeto internacional «Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH», no Portal SNS.

Acompanhe-nos à distância de um clique. Exponha as suas questões.

Participe no primeiro Painel Digital do SNS!

Para saber mais, consulte:

Relatório Infeção VIH e SIDA – situação em Portugal em 2016 – INSA

imagem do post do Relatório Infeção VIH e SIDA – situação em Portugal em 2016

30-11-2017

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulga o relatório anual sobre a situação da infeção VIH e SIDA em Portugal, elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do seu Departamento de Doenças Infeciosas, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH, SIDA e Tuberculose da Direção-Geral da Saúde.

Este relatório reúne informação epidemiológica que caracteriza a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2016, obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e SIDA que o Instituto Ricardo Jorge recebe, colige e analisa desde 1985. São ainda descritas as características dos casos acumulados e tendências temporais no período entre 1983 e 2016.

Dos resultados e conclusões apresentados no documento, destaca-se o seguinte:

  • De acordo com as notificações recebidas até 30 de junho do corrente ano, em 2016 foram diagnosticados 1030 novos casos de infeção por VIH em Portugal;
  • Os novos diagnósticos ocorreram maioritariamente (99,7%) em indivíduos com idade ≥15 anos, 51,2% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. A maioria (71,5%) registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi 39,0 anos, a taxa mais elevada de novos diagnósticos (26,1 casos/105 habitantes) observou-se no grupo etário 25-29 anos. Portugal foi referido como país natal em 68,4% dos casos. À data do diagnóstico da infeção 17,7% dos casos apresentavam patologia indicadora de SIDA e os valores das contagens iniciais de CD4 revelaram que em 55,0% dos novos casos o diagnóstico foi tardio. Em 96,8% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual, com 59,6% a referirem contacto heterossexual. Os casos de homens que tiveram relações sexuais com homens (HSH) corresponderam a 52,1% dos casos diagnosticados de sexo masculino para os quais existia informação sobre modo de transmissão e apresentaram uma idade mediana de 31,0 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 3,0% dos novos diagnósticos;
  • A análise das tendências temporais da epidemia nacional revela, desde 2008, uma descida consistente da taxa de novos diagnósticos, embora o país continue a apresentar uma das taxas mais elevadas da União Europeia. As tendências recentes revelam um aumento da proporção de casos do sexo masculino, bem como da idade mediana ao diagnóstico, excetuam-se os casos de HSH, que ocorrem com maior frequência em jovens. Verifica-se ainda uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em casos de transmissão heterossexual;
  • Encontram-se registados cumulativamente 56.001 casos de infeção por VIH, dos quais 21614 casos de SIDA, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e final de 2016 e 11020 óbitos em casos de infeção por VIH, ocorridos no mesmo período;
  • Estão em curso importantes iniciativas a nível nacional no âmbito da prevenção da infeção por VIH, do acesso ao conhecimento do estado serológico, bem como do envolvimento dos municípios de Cascais, Lisboa e Porto numa ação concertada em prol da eliminação da infeção por VIH e SIDA, iniciativas que se pretende contribuam para o atingimento dos objetivos 90-90-90 a nível nacional. A informação epidemiológica de qualidade e atempada é essencial para a monitorização destes objetivos e, nesse sentido, está a decorrer um processo de recolha de informação em falta e de melhoria das aplicações informáticas de suporte, que se espera vir a ter impacto significativo na rapidez da obtenção da informação epidemiológica nacional, na completude dos dados e, naturalmente, na qualidade dos mesmos.

Consulte o relatório em acesso aberto aqui.


Informação do Portal SNS:

Portugal mantém tendência decrescente de novos diagnósticos

Os dados da vigilância epidemiológica referente à infeção por VIH e Sida, apresentados no Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016, revelam que Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos, desde o ano 2000, embora as taxas apuradas para os anos mais recentes continuem a ser das mais elevadas na União Europeia.

O relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge atualiza a informação divulgada em maio pelo Programa Nacional para a Infeção VIH, Sida e Tuberculose, da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a informação epidemiológica obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e Sida que o Instituto Ricardo Jorge recebe, colige e analisa desde 1985, encontram-se registados cumulativamente, até 30 de junho de 2017, 56.001 casos de infeção por VIH, dos quais 21.614 casos de sida, em que o diagnóstico aconteceu até ao final do ano passado. Ainda de acordo com estas notificações, em 2016, foram diagnosticados 1.030 novos casos de infeção por VIH em Portugal.

Das características atuais da epidemia nacional, Helena Cortes Martins, responsável pela vigilância da infeção por VIH e Sida no Departamento de Doenças Infeciosas, destaca o «predomínio de casos do sexo masculino, com idades inferiores às observadas nos casos em mulheres» e «a taxa mais elevada de novos diagnósticos (26,1 por 100 mil habitantes) observada no grupo etário 25-29 anos, apesar de o maior número de novos casos se ter verificado no grupo 30-39 anos». A especialista realça ainda que os novos casos referentes a homens que têm sexo com homens «foram, nos dois últimos anos, a maioria dos casos no sexo masculino, bem como nos novos diagnósticos em pessoas com menos de 30 anos».

Outro dos aspetos sublinhados pela autora do Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016 tem que ver com a percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em casos de transmissão heterossexual. «Em mais de metade dos novos casos (55 %) de 2016, o diagnóstico foi tardio, proporção que foi mais elevada (64 %) nos casos em que a transmissão ocorreu por contacto heterossexual», explica.

Helena Cortes Martins refere, ainda, que estão em curso importantes iniciativas, a nível nacional, no âmbito da prevenção da infeção por VIH, do acesso atempado ao diagnóstico da infeção e da melhoria da informação epidemiológica nacional. «A informação epidemiológica de qualidade e atempada é essencial para a monitorização dos objetivos 90-90-90 e, nesse sentido, está a decorrer um processo de recolha de informação em falta e de melhoria das aplicações informáticas de suporte, que se espera vir a ter impacto significativo na rapidez da obtenção da informação epidemiológica nacional, na completude dos dados e, naturalmente, na qualidade dos mesmos».

Vigilância epidemiológica da infeção por VIH e Sida

Desde 1985 que o Instituto Ricardo Jorge desenvolve atividade na vigilância epidemiológica da infeção por VIH e Sida, sendo atualmente a entidade responsável pela integração da informação relativa aos casos notificados através dos sistemas SINAVE e SI.VIDA. Além de registar esta informação na base de dados nacional, o Instituto Ricardo Jorge é ainda responsável pela análise dos dados e a sua posterior divulgação.

Compete também à Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica, do Departamento de Doenças Infeciosas, a preparação da informação epidemiológica nacional submetida anualmente ao programa de vigilância epidemiológica europeia The European Surveillance System (TESSy), que é usada na elaboração do relatório anual do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

O Instituto Ricardo Jorge articula-se igualmente com o Programa Nacional para a Infeção VIH, Sida e Tuberculose, da DGS, no envio de informação estatística regular, bem como com outras entidades nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Estatística, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, as Administrações Regionais de Saúde e as Secretarias Regionais de Saúde das Regiões Autónomas.

Para saber mais, consulte:

Instituto Ricardo Jorge – Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016

Visite:

Instituto Ricardo Jorge – http://www.insa.min-saude.pt/