Boletim Epidemiológico Observações, Trimestre Outubro – Dezembro de 2015 – INSA

Nova edição do Boletim Epidemiológico Observações, trimestre outubro -dezembro de 2015, já disponível para consulta.

Observações é uma publicação científica trimestral, editada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, que visa contribuir para o conhecimento da saúde da população, os fatores que a influenciam, a decisão e a intervenção em Saúde Pública, assim como a avaliação do seu impacte na população portuguesa.

Consulte aqui o Boletim Integral.

NESTE NÚMERO:

  • Editorial
    • Cooperação em Saúde no âmbito da CPLP – Dia do INSA 2015
  • Rastreio Neonatal
    • Programa Nacional de Diagnóstico Precoce: 35 anos de atividade (1979-2014)
  • Doenças Cardiovasculares
    • e_LIPID: caraterização do perfil lipídico da população portuguesa
  • Saúde Mental
    • Sofrimento psicológico na população portuguesa em 2004 e 2014: resultados do estudo ECOS
  • Doenças Infeciosas
    • Caraterização virológica dos vírus da gripe que circularam em Portugal na época 2014/2015
    • Febre Q: do diagnóstico à investigação ecoepidemiológica de Coxiella burnetii no contexto da infeção humana
  • Segurança Alimentar
    • Toxinfeções alimentares: da investigação à prevenção
  • Qualidade do Ar
  • Microbiologia do ar, 2010 – 2014: dados do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade
BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO OBSERVACÕES

Volume 4 – Número 14, Outubro – Dezembro 2015
ISSN: 0874-2928 | ISSN: 2182-8873 (em linha)

© Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP

Observações é uma publicação científica trimestral, que visa contribuir para o conhecimento da saúde da população, os fatores que a influenciam, a decisão e a intervenção em Saúde Pública, assim como a avaliação do seu impacte na população portuguesa.

Através do acesso público e gratuito a resultados científicos gerados por atividades de observação em saúde, monitorização e vigilância epidemiológica, é dada especial atenção à disseminação rápida de informação relevante para a resposta a temas de relevo para a saúde da população portuguesa, tendo como principal alvo todos os profissionais, investigadores e decisores intervenientes na área da Saúde Pública em Portugal.

Este Boletim enquadra-se na missão oficial do INSA, IP enquanto observatório nacional de saúde, a par das atividades como laboratório estratégico nacional, laboratório de Estado no sector da saúde e laboratório nacional de referência. Transversal aos Departamentos técnico-científicos do INSA, IP, o Boletim reúne textos sucintos sobretudo nos domínios de ação atribuídos por lei ao INSA, IP: Alimentação e Nutrição, Doenças Infeciosas, Genética Humana, Saúde Ambiental, Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis, Epidemiologia, Investigação em Serviços e Políticas de Saúde.

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Vol 4 – Número 14, Outubro- Dezembro 2015 

[PDF-boletim integral]                                                                                                                                                  Números anteriores 

 SUMÁRIO

_EDITORIAL

Cooperação em Saúde no âmbito da CPLP – Dia do INSA 2015
Fernando de Almeida
Médico especializado em Saúde Pública, Presidente do Conselho Diretivo do INSA

    [PDF]
_ARTIGOS BREVES
Rastreio Neonatal
1_

 

Programa Nacional de Diagnóstico Precoce: 35 anos de atividade (1979-2014)
Laura Vilarinho, Hugo Rocha, Carmen Sousa, Helena Fonseca, Lurdes Lopes, Ivone Carvalho,
Ana Marcão, Paulo Pinho e Costa
    [PDF]

 

Doenças Cardiovasculares
2_

 

e_LIPID: caraterização do perfil lipídico da população portuguesa
Cibelle Mariano, Marília Antunes, Quitéria Rato, Mafalda Bourbon
    [PDF]
Saúde Mental
3_ Sofrimento psicológico na população portuguesa em 2004 e 2014: resultados do estudo ECOS
Joana Santos, Ana João Santos, Carlos Matias Dias
    [PDF]
Doenças Infeciosas
4_ Caraterização virológica dos vírus da gripe que circularam em Portugal na época 2014/2015
Pedro Pechirra, Inês Costa, Paula Cristóvão, Carla Roque, Paula Barreiro, Sílvia Duarte,
Ausenda Machado, Ana Paula Rodrigues, Baltazar Nunes, Raquel Guiomar
    [PDF]
5_ Febre Q: do diagnóstico à investigação ecoepidemiológica de Coxiella burnetii no contexto
da infeção humana
Ana Sofia Santos
    [PDF]
Segurança Alimentar
6_ Toxinfeções alimentares: da investigação
Silvia Viegas, Luísa Oliveira, Luís Saboga Nunes, Lúcia Costa, Maria Antónia Calhau
    [PDF]
Qualidade do Ar
7_ Microbiologia do ar, 2010 – 2014: dados do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade
Manuela Cano, Nuno Rosa, Helena Correia, Ana Paula Faria
    [PDF]
_NOTÍCIAS

INSA reacreditado pela OMS como laboratório de referência para vírus do Sarampo e da Rubéola

Cinco chaves para o cultivo de frutos e produtos hortícolas mais seguros

Boas práticas no combate às doenças crónicas identificadas a nível europeu

Jornadas doença evitáveis por vacinação

    [PDF]

 

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Ficha técnica

DIRETOR: Fernando de Almeida, Presidente do Conselho Diretivo do INSA
EDITORES: Carlos Matias Dias, Departamento de Epidemiologia | Elvira Silvestre, Biblioteca da Saúde
CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO: Carlos Matias Dias, Departamento de Epidemiologia | Luciana Costa, Departamento de Promoção da Saúde e
Prevenção de Doenças Não Transmissíveis | Manuela Caniça, Conselho Científico do INSA | Manuela Cano, Departamento de Saúde Ambiental |
Jorge Machado, Departamento de Doenças Infeciosas |  Peter Jordan, Departamento de Genética Humana | Sílvia Viegas, Departamento de
Alimentação e Nutrição

 

Veja também as outras publicações:

Boletim Epidemiológico Observações, Trimestre Julho – Setembro de 2015 – INSA

Boletim Epidemiológico Observações – Trimestre Abril-Junho de 2015 – INSA

Veja o n.º 11 do Boletim Epidemiológico “Observações” – INSA

Número Especial Dedicado à Saúde Ambiental – Boletim Epidemiológico Observações – INSA

Boletim Epidemiológico Observações Nº 10 – INSA

Boletim Epidemiológico Observações – Nº 9 Julho-Setembro 2014 – INSA

Gratuito: Seminário Sobre Saúde Mental em Sintra a 10 de Dezembro – ACES Sintra

O Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra vai realizar no dia 10 de dezembro, o 1º Seminário de Saúde Mental, sob o tema “Ao Longo do Ciclo de Vida. Contextos, Caminhos e Desafios…”.

O encontro decorrerá no pequeno auditório Olga Cadaval (Sintra).

As inscrições são gratuitas. Os interessados poderão enviar a sua inscrição através do e-mail susana.soares@arslvt.min-saude.pt 

Relatório: Infeção VIH / SIDA – A Situação em Portugal a 31 de Dezembro de 2014 – INSA

Pelo trigésimo ano consecutivo, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulga o relatório anual referente à Infeção VIH/SIDA, elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas deste Instituto, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH/SIDA da Direção-Geral da Saúde.

Este relatório reúne informação epidemiológica relativa à caracterização da situação em Portugal em 2014, tendo por base o sistema de notificação de casos de infeção VIH/SIDA, que é obrigatória em Portugal desde 2005.

Das conclusões do documento, destaca-se o seguinte:

  • Em 2014 foram diagnosticados 920 novos casos de infeção por VIH em Portugal e, no final do ano, encontravam-se diagnosticados, cumulativamente, 52.694 casos de infeção por VIH, dos quais 20.856 em estadio de SIDA;
  • Os novos casos diagnosticados correspondiam maioritariamente (99,3%) a indivíduos com idade ≥15 anos, 48,1% residiam na região da Grande Lisboa, 72,5% registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi de 38,0 anos, 71,1% referiam ter nascido em Portugal e 18,3% apresentavam uma patologia indicadora de SIDA à data do diagnóstico da infeção. A via sexual foi o modo de infeção indicado em 92,2% dos casos, com 61,3% a referirem transmissão heterossexual. Os casos que referiam transmissão decorrente de relações sexuais entre homens correspondem a 42,7% dos casos do sexo masculino e apresentaram uma mediana de idades de 31,0 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas equivalem a 4,3% dos novos diagnósticos. De acordo com os valores das contagens iniciais de CD4, 51,2% dos novos casos corresponderam a diagnósticos tardios;
  • A análise das tendências temporais da epidemia revela, desde 2008, uma descida consistente da taxa de novos diagnósticos, contudo, Portugal continua a ter uma das mais elevadas taxas da União Europeia. As tendências recentes revelam um decréscimo acentuado dos casos de infeção associados a consumo de drogas, aumento dos diagnósticos em jovens do sexo masculino que têm sexo com homens e uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais de meia-idade. O esforço recente para a melhoria da qualidade da informação epidemiológica nacional, mostra-se essencial para a compreensão e intervenção adequada no sentido de reverter esta realidade.

Veja aqui o Relatório VIH / SIDA 2014 – Situação em Portugal 2014

Veja a informação do Repositório Científico do INSA

Veja as publicações relacionadas em:

Tag VIH

Gratuito: Jornadas Dedicadas às Doenças Evitáveis pela Vacinação em Lisboa a 10 de Dezembro – INSA

Numa altura em que se assinalam os 50 anos do Programa Nacional de Vacinação (PNV), o Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge) vai realizar, dia 10 de dezembro, umas jornadas dedicadas às doenças evitáveis pela vacinação. Os interessados em participar nesta iniciativa deverão efetuar a sua inscrição até 4 de dezembro, através da plataforma de e-learning do Instituto Ricardo Jorge.

Este evento permitirá aos participantes atualizarem conhecimentos sobre o tema e adquirirem competências sobre os programas de erradicação/eliminação em curso, bem como o diagnóstico laboratorial destas doenças. A participação nas jornadas é gratuita mas sujeita a registo prévio e capacidade da sala.

Tosse convulsa, Vírus da Poliomielite, Vírus do Sarampo, Rubéola e Parotidite são alguns temas que serão abordados, tanto a nível clínico como laboratorial. Será ainda apresentada informação sobre taxas de incidências  e programas de eliminação/erradicação destas doenças em Portugal e na Europa. Para mais informação, consultar o programa das Jornadas.

A vacinação é, de entre os meios disponíveis, o que tem maior sucesso e menor relação custo-benefício na prevenção primária de doenças infeciosas. Em Portugal e desde a introdução do Plano Nacional de Vacinação (PNV), em 1965, tem-se verificado uma redução na mortalidade e na incidência das doenças às quais se aplica.

Ao longo do tempo, os sucessos deste programa traduzem-se na eliminação da poliomielite, da difteria, do sarampo, do tétano neonatal e no controlo de outras doenças. As elevadas taxas de cobertura vacinal em Portugal, acima de 95 por cento resultam da existência de um programa de vacinação solidamente implantado, do empenho mantido dos profissionais envolvidos na vacinação e da adesão e confiança dos cidadãos no PNV. 

Para saber se população portuguesa está protegida contra as doenças evitáveis pela vacinação ou se será necessário modificar o Programa Nacional de Vacinação para ir de encontro ao perfil imunitário atual da população encontra-se atualmente a decorrer o Inquérito Serológico Nacional (ISN) 2015-2016. Promovido pelo Instituto Ricardo Jorge, este inquérito permitirá também estudar algumas infeções sexualmente transmissíveis com grande impacto em saúde pública.

Inquérito Serológico Nacional 2015-2016 arranca em todo País 

Estará a população portuguesa protegida contra as doenças evitáveis pela vacinação?

Lista de Aposentados e Reformados a Partir de 1 de Dezembro de 2015 – CGA

Prémio António Arnaut de Investigação em Sistemas de Saúde – Candidaturas até 31 de Dezembro

O Prémio António Arnaut (PAA) é instituído pela Edições Almedina e visa distinguir o melhor trabalho escrito sobre investigação em sistemas de saúde.

O prémio, atribuído anualmente, é constituído por uma remuneração pecuniária e pela publicação do trabalho premiado pela Edições Almedina. Para a edição relativa aos trabalhos entregues em 2015, o valor financeiro do prémio será de 3000 €, assegurado integralmente pelo apoio atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Os trabalhos devem ser entregues até às 24 h do dia 31 de dezembro de 2015.

Para informação mais detalhada consulte o documento.

Relatório ACSS: Atividade Assistencial Dezembro de 2014

Produção nas cirurgias e cuidados de saúde primários aumenta em 2014

Ao longo de 2014 o SNS manteve a tendência de crescimento nas principais áreas de atividade, atingindo uma produção assistencial global sem precedentes na atividade cirúrgica e na área dos cuidados de saúde primários.

O número de cirurgias programadas em 2014 foi de 557.339, atingindo um valor inédito no SNS, sendo equivalente a um aumento de 1 por cento ou a mais 6.603 cirurgias realizadas, que no ano anterior. Deste total de intervenções cirúrgicas, 57,4 por cento foi realizado em ambulatório (55,8 por cento em 2013).

Observou-se, de igual modo, a continuação da tendência dos últimos anos no aumento do acesso aos cuidados de saúde primários, designadamente através de um crescimento de 0,6 por cento do número de consultas (mais 165.268 consultas que em 2013). Tendência também verificada no número de utilizadores dos cuidados de saúde primários, onde se registraram mais 7.712 utentes utilizadores. No ano passado, 7.053.513 portugueses tiveram pelo menos uma consulta médica nos cuidados de saúde primários do SNS. Aumento significativo foi também registado nas consultas de enfermagem, onde se constatou uma subida de 6,9 por cento, que se traduziu em mais de 1 milhão de consultas que as realizadas em 2013 e num total anual de 15,6 milhões de consultas.

O crescimento do número de consultas médicas não presenciais (1,3 por cento), foi superior ao registado nas consultas médicas presenciais (0,3 por cento), refletindo a melhoria do acesso com maior flexibilidade e adequação às necessidades das populações.

Ao nível da consulta externa hospitalar, constatou-se um crescimento de 0,9 por cento nas primeiras consultas, correspondente a 3,4 milhões de consultas e, das consultas subsequentes de 1,9 por cento – equivalente a 8.484.388 consultas. No total realizaram-se mais 188.123 consultas médicas hospitalares que no período homólogo. É de destacar a tendência de aumento da produção de consultas nos hospitais do SNS, nomeadamente o crescimento das primeiras consultas que comprova o aumento do acesso dos cidadãos a esta tipologia de cuidados.

Na atividade de urgência hospitalar registou-se um ligeiro aumento do número de episódios de urgência com um total de 6,1 milhões ou mais 1 por cento que em 2013. Esta atividade encontra-se muito dependente da sazonalidade dos surtos de doenças, que por sua vez está associada à adversidade das condições climatéricas.

Ao nível do internamento, verificou-se uma redução de 1,9% do número de doentes saídos, reforçando a tendência de transferência da atividade de cirurgia convencional para o ambulatório.

Confirma-se, assim, a tendência do SNS em aumentar o acesso aos cuidados e manter uma elevada disponibilidade da oferta.

Atividade Assistencial Dezembro de 2014

Veja também:

Relatório ACSS: Monitorização Mensal de Outubro de 2014