Gripe | 28 mil vacinados no Algarve: administradas 28.000 vacinas na região do Algarve

20/11/2017

Foram administradas gratuitamente, entre os dias 1 de outubro e 12 de novembro de 2017, cerca de 28.000 vacinas nos centros de saúde do Algarve e em instituições abrangidas pela vacinação gratuita, de acordo com a Norma da Direção-Geral da Saúde para vacinação contra a gripe, época 2017/2018.

Recorda-se que a vacina contra a gripe é gratuita para todas as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, para pessoas independentemente da idade residentes ou internadas em instituições e para pessoas com patologias crónicas ou outras condições, profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde e bombeiros. Para estes beneficiários, basta que se dirijam ao centro de saúde da sua área de residência, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora.

É ainda recomendada a vacinação contra a gripe, neste caso não é gratuita, a pessoas com idade entre os 60 e os 64 anos, a pessoas pertencentes a grupos-alvo prioritários, como as de alto risco de desenvolverem complicações pós-infeção gripal e aos seus coabitantes, pessoal de infantários, creches e equiparados, pessoas com patologias crónicas e condições para as quais se recomenda a vacinação.

Para as pessoas não abrangidas pela vacinação gratuita, a vacina contra a gripe é dispensada nas farmácias de oficina através de prescrição médica e com comparticipação de 37%.

A vacinação é a melhor prevenção

Os vírus da gripe estão em constante alteração, motivo pela qual todos os anos são produzidas novas vacinas contra a gripe. A vacinação é a melhor prevenção, sobretudo em relação às complicações graves.

Salienta-se que a vacina pode ser administrada durante todo o outono/inverno, de preferência até ao fim do ano civil.

Para além da vacinação e para prevenir a propagação da gripe e de outras infeções respiratórias, recomenda-se a todas as pessoas com sintomas respiratórios, que tomem as medidas habituais de higiene respiratória e etiqueta da tosse:

  • Cobrir a boca e nariz com um lenço de papel ao tossir e espirrar;
  • Colocar, imediatamente, o lenço de papel usado nos recipientes do lixo;
  • Tossir e espirrar para o braço e não para as mãos;
  • Lavar as mãos com água e sabão após contacto com secreções respiratórias e objetos contaminados.

Aos primeiros sintomas de gripe, como tosse, dores de cabeça, febre, mal-estar e dores musculares, deverá contactar o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS24), através do n.º 808 24 24 24.

Visite:

ARS Algarve > http://www.arsalgarve.min-saude.pt/

INSA: Curso em Good Clinical Practice nos dias 23 e 24 em Lisboa

20/11/2017

O projeto europeu COMBACTE promove, nos próximos dias 23 e 24 de novembro, no Hotel Fontecruz, em Lisboa, um curso em Good Clinical Practice (GCP) associada a ensaios clínicos. A iniciativa tem como principais destinatários médicos e responsáveis de laboratórios de microbiologia.

imagem do post do Curso em Good Clinical Practice (GCP)

Coordenado em Portugal pelo Instituto Ricardo Jorge, o projeto COMBACTE congrega especialistas de toda a Europa, tendo em vista a necessidade de incrementar o desenvolvimento de novos tratamentos que combatam as infeções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos. No âmbito deste projeto, são efetuados ensaios clínicos para os quais os profissionais de saúde envolvidos necessitam de ter formação em GCP.

A participação no curso em Good Clinical Practice (COMBACTE Face-to-Face GCP Training) encontra-se aberta a todos os interessados, independentemente de fazerem ou não parte do projeto. Para efetuar a sua inscrição, de forma gratuita, deverá preencher um formulário online, no site da instituição.

A dificuldade de tratar doentes com infeção por bactérias resistentes aos antibióticos é cada vez mais relevante. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), a resistência aos antibióticos continua a aumentar.

Para saber mais, consulte:

Dentistas no SNS: Contratação de médicos dentistas será reforçada em 2018 e 2019

20/11/2017

Todos os agrupamentos de centros de saúde (ACES) em Portugal vão ter pelo menos um médico dentista dentro de dois anos, de acordo com o anunciado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

A garantia foi dada na sessão de abertura do 26.º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, no dia 17 de novembro de 2017. O Secretário de Estado Adjunto  assegurou que em 2018 e 2019 será reforçada a contratação de médicos dentistas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O objetivo é que nos próximos dois anos todos os agrupamentos de centros de saúde tenham pelo menos um médico dentista a trabalhar.

Na ocasião, o governante lembrou que atualmente há cerca de 60 locais nos cuidados de saúde primários com médicos dentistas e que a ideia é chegar ao fim de 2019 com dentistas em cerca de uma centena de locais.

Fernando Araújo lembrou que a saúde oral e a medicina dentária foram áreas «esquecidas pelo SNS durante largos anos».

As consultas de saúde oral em centros de saúde começaram a ser introduzidas em julho de 2016, com experiências piloto que decorreram em algumas unidades da Grande Lisboa e do Alentejo.

Entretanto, o projeto foi sendo alargado ao resto do país.

Carreira do médico dentista no Serviço Nacional de Saúde

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciou, na mesma data, que o Ministério da Saúde propôs às Finanças a criação de uma carreira do médico dentista no Serviço Nacional de Saúde.

A recomendação para criar uma carreira do médico dentista na administração pública partiu do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para analisar o enquadramento da atividade dos dentistas no âmbito do SNS.

«Estas recomendações tiveram o parecer favorável do Ministério da Saúde e foi remetida a proposta para o Ministério das Finanças”, acrescentou o governante, sublinhando que «faz sentido criar esta carreira».

SNS+Proximidade: apresentação do projeto de modernização do SNS a 21 de novembro em Lisboa

20/11/2017

O Ministério da Saúde apresenta, dia 21 de novembro, a partir das 10h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o projeto SNS+Proximidade: os primeiros passos do SNS do futuro. Este projeto, que tem como missão modernizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), decorre no âmbito do Programa Nacional de Literacia em Saúde e Integração de Cuidados do Ministério da Saúde.

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assumirá as honras do encerramento da sessão, e o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, presidirá à sessão abertura.

Promover a integração dos cuidados de saúde e colocar o cidadão e o seu percurso de vida no centro do sistema são as duas grandes apostas desta iniciativa, que arrancou em julho de 2017 na região Norte e será alargada ao resto do país em 2018.

Para cumprir os desígnios do projeto foram criados instrumentos e procedimentos de organização que, postos ao serviço do cidadão e dos profissionais de saúde, asseguram que o percurso das pessoas pelos vários serviços de que necessitam possa ser gerido de forma atempada e com bons resultados, evitando a fragmentação dos cuidados que hoje se observa.

Pessoas com múltiplos problemas de saúde, com doença crónica e utilizadores frequentes dos serviços de saúde terão um Plano Individual de Cuidados, já disponível no Portal SNS, que permite uma partilha fácil de informações e decisões de diagnóstico e terapêutica entre todos os envolvidos no processo.

Este plano inclui as pessoas com necessidades de cuidados domiciliários, uma vez que cuidar em casa é um dos principais objetivos do SNS+Proximidade. Para tal, os cuidados no domicílio são integrados no conjunto dos cuidados de saúde através da utilização do Plano Individual de Cuidados, criando processos de articulação e coordenação nos centros de saúde em estreita colaboração com os serviços sociais.

As pessoas com doença aguda vão ter uma resposta que se pretende mais acessível e cómoda, através da disponibilização de análises clínicas e outros métodos de diagnóstico e tratamento nos centros de saúde e de uma melhor partilha de informação com os hospitais, permitindo que cada caso seja tratado no local adequado e combatendo o uso desnecessário dos serviços de urgência.

Incentivar o envolvimento e a participação do cidadão na sua saúde e na saúde da sua comunidade é outro dos objetivos-chave do projeto. Para tal, serão criadas novas estratégias locais de saúde e existe já um forte investimento na literacia em saúde e na melhoria da qualidade do atendimento no SNS. Tanto a integração dos cuidados de saúde como o sucesso das estratégias locais de saúde dependem, em larga medida, de as pessoas serem capazes de tomar decisões informadas sobre a sua saúde.

No que diz respeito à promoção da literacia em saúde, o SNS+Proximidade propõe uma estratégia que inclui um novo conjunto de instrumentos e processos de ativação dos cidadãos.

Entre os instrumentos já acessíveis ao cidadão encontra-se a Biblioteca de Literacia em Saúde, no Portal SNS, que consiste num repositório de recursos de apoio à promoção da literacia em saúde, entre eles uma coleção de livros digitais sobre temas diversos da saúde, como a prevenção de quedas, a alimentação saudável e a violência nas relações.

Para saber mais, consulte:

Manual DGS: «Cessação Tabágica e Ganho Ponderal – Linhas de Orientação»

17/11/2017

Para comemorar o Dia Nacional do Não fumador, assinalado a 17 de novembro, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde (DGS), sublinha a importância do acompanhamento nutricional durante o processo de cessação tabágica.

Fumar é a primeira causa evitável de doença, incapacidade e morte prematura nos países desenvolvidos, estando associada a seis das oito primeiras causas de morte a nível mundial. Em Portugal, a alimentação inadequada, é o principal determinante dos anos de vida saudáveis perdidos nas mulheres. O fumo de tabaco é o principal responsável nos homens. Em conjunto, alimentação inadequada (que conduz muitas vezes à obesidade) associada ao fumo de tabaco representam a principal ameaça à saúde dos portugueses.

Deixar de fumar diminui o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e doenças respiratórias, bem como inúmeros tipos de cancro.

Quando o processo de deixar de fumar é acompanhado por uma equipa de saúde, os riscos do aumento de peso são diminuídos e o sucesso do processo aumenta significativamente. Por outro lado, ganham-se alguns hábitos alimentares que perduram durante a vida, os quais irão contribuir para a prevenção de diversas doenças no futuro.

Existem algumas recomendações para o fumador em processo de cessação que devem ser seguidas neste processo, que evitam ganhar peso excessivo:

  • Fazer várias refeições ao longo do dia: depois da cessação tabágica os alimentos têm um cheiro e um sabor mais agradáveis e os sintomas de privação da nicotina como a ansiedade, craving (forte compulsão em fumar) e aumento de apetite levam a que haja uma maior vontade de comer. Fazer pequenas e várias refeições e lanches ao longo do dia ajuda no controlo destes sintomas e a não comer demasiado.
  • Ter sempre disponíveis pequenos lanches saudáveis. Fruta e hortícolas crus, frutos gordos com moderação (amêndoas, nozes, avelãs) leite e derivados magros e cereais integrais são boas opções. Aproveite esta ocasião para experimentar lanches saudáveis diferentes para quebrar a monotonia: por ex. palitos de cenoura crua, pipocas sem adição de açúcar e sal, poderão começar a fazer parte do seu dia alimentar.
  • Beber líquidos ao longo do dia e fazer da água a sua bebida de eleição. A água ajuda a libertar a nicotina e seus metabolitos do organismo, nos primeiros dias de cessação. Para além da água, as infusões sem açúcar são boas alternativas.
  • Evitar bebidas com cafeína. O café, chás verde e preto, refrigerantes e bebidas energéticas com cafeína, podem despoletar sintomas como a ansiedade, que é muitas vezes um efeito secundário da ausência da nicotina. Opte por versões descafeinadas destas bebidas.
  • Praticar atividade física de forma regular. Enquanto a fome está associada a períodos de maior compulsão em fumar, foi demonstrado que a prática de atividade física diminui a ansiedade e a vontade de fumar. Para além disso, a atividade física diária ajuda a manter um peso corporal saudável, a aliviar o stress e a aumentar a autoestima.
  • Por último, mudar a rotina para evitar a recaída. Os fumadores, frequentemente, têm comportamentos e hábitos na sua rotina associados ao ato de fumar.

Estas e outras recomendações podem ser consultadas no manual «Cessação Tabágica e Ganho Ponderal – Linhas de Orientação», uma publicação do PNPAS, que pode descarregar e ler gratuitamente.

Para saber mais, consulte:

UCF de Reumatologia do Centro: ARS Centro cria Unidade Coordenadora Funcional de Reumatologia

17/11/2017

O Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) Centro aprovou, dia 16 de novembro, a constituição da Unidade Coordenadora Funcional de Reumatologia do Centro (UCF.RC), que integra o Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e os agrupamentos de centros de saúde (ACES) Baixo Mondego, Pinhal Interior Norte e Pinhal Litoral.

Dedicada à otimização da assistência prestada aos portadores de doenças reumáticas na comunidade, a UCF.RC constitui uma rede oficial de cooperação entre o Serviço de Reumatologia do CHUC e os cuidados de saúde primários da sua área de referenciação, que correspondem aos distritos de Coimbra e de Leiria.

O modo de funcionamento segue o modelo definido por lei para as unidades coordenadoras funcionais de Saúde Materna e Neonatal da Criança e do Adolescente.

No âmbito da promoção da prestação de cuidados de qualidade a portadores de doenças reumáticas, são funções da nova UCF.RC, entre outras, promover o acesso universal e equitativo à prestação de cuidados de saúde, efetuar o levantamento regular das necessidades não satisfeitas, promover a atualização do conhecimento, a utilização de novas técnicas, mudança de atitudes e práticas que facilitem a circulação da informação, clínica e outra, entre os diversos níveis de cuidados de saúde primários e hospitalares.

A UCF.RC, que poderá vir a integrar outros serviços, será regida por um Conselho Coordenador nomeado pela ARS Centro por um período de três anos, sob proposta conjunta do diretor do Serviço de Reumatologia do hospital e dos diretores executivos dos ACES que a integram.

Visite:

Administração Regional de Saúde do Centro, IP – http://www.arscentro.min-saude.pt/

Incêndios | Profissionais de saúde: ARS Centro destaca «resposta exemplar» às populações

17/11/2017

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), José Tereso, enalteceu o apoio na área da saúde nas zonas atingidas pelos incêndios, ao intervir na entrega de viaturas aos centros de saúde de Pedrógão Grande e três concelhos vizinhos.

«A resposta às populações do lado da saúde tem sido exemplar», disse José Tereso, em Pedrógão Grande, no momento em que quatro carrinhas para apoio domiciliário foram oficialmente confiadas aos centros de saúde de Pedrógão Grande e dos municípios de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, e da Sertã, no distrito de Castelo Branco.

O presidente da ARS recomendou aos cidadãos da região com eventuais problemas de saúde resultantes dos incêndios que eclodiram em Pedrógão Grande e em Góis, no dia 17 de junho, «que se dirijam ao presidente da junta ou da câmara», conforme o caso, ou aos responsáveis do Serviço Nacional de Saúde da área da sua residência.

«É de registar que os profissionais de saúde deste vasto território tiveram um trabalho excelente até hoje», afirmou, incluindo na sua declaração todos os municípios afetados pelos fogos, na região Centro, depois daquela data, designadamente na sequência da tragédia de 15 e 16 de outubro.

A entrega formal das viaturas, nas instalações do Centro de Saúde de Pedrógão Grande, contou com a presença de Luísa Vale, em representação da Fundação Calouste Gulbenkian, que realçou a missão da instituição na gestão «também de fundos de outras entidades» que quiseram apoiar as vítimas dos incêndios.

«Devemos isto aos portugueses», sublinhou Luísa Vale, com raízes familiares no concelho da Pampilhosa da Serra, frisando que «mais de 30 mil doadores participaram» na «conta solidária» promovida pela Caixa Geral de Depósitos.

A representante da Fundação Calouste Gulbenkian acrescentou que, na área da saúde, serão ainda entregues, nos próximos meses, três viaturas de saúde idênticas – para Góis, Penela e Pampilhosa da Serra – além dos equipamentos em falta para todas elas.

Na sessão participaram também o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, o presidente do município da Sertã, José Farinha Nunes, e o vice-presidente da autarquia da Castanheira de Pera, João Graça, entre outros responsáveis políticos e da área da saúde.

Fonte: LUSA