Incêndio em Tondela: Veja todo o dispositivo mobilizado pelo INEM

16/01/2018


Na sequência do incêndio que deflagrou no passado dia 13 de janeiro numa associação recreativa em Vila Nova da Rainha, concelho de Tondela, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ativou a Sala de Situação Nacional e projetou para o local da ocorrência mais de 70 profissionais, apoiados por 36 meios de emergência.

O alerta foi recebido às 20h53, dando conta de um incêndio na Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, Tondela, Viseu. De acordo com a informação transmitida ao INEM, estariam no interior das instalações cerca de 70 pessoas, existindo a possibilidade de um número elevado de feridos.

No imediato, o INEM ativou a sua Sala de Situação Nacional, um recurso do instituto que permite garantir a atuação coordenada de todos os meios do INEM mobilizados para o local da ocorrência e que assegura uma estreita e imediata articulação com as restantes entidades envolvidas nas operações de socorro.

A ativação da Sala de Situação Nacional do INEM cumpre ainda o objetivo de permitir uma gestão eficaz de todas as ocorrências relacionadas com a situação, garantindo que não interfiram diretamente com o trabalho regular realizado pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que mantêm a necessária resposta às múltiplas ocorrências encaminhadas para o instituto através do Número Europeu de Emergência – 112.

Este recurso do INEM tem ainda atribuída a tarefa de realizar o acompanhamento da evolução do estado de saúde dos doentes transferidos para as unidades hospitalares, assim como o levantamento de vagas em unidades hospitalares do país e, se necessário, em Espanha.

Além da ativação da Sala de Situação Nacional, o INEM mobilizou para esta ocorrência 76 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), psicólogos, profissionais de logística e, ainda, diversos operacionais de outras entidades, que recorreram aos seguintes meios de emergência:

  • Três viaturas de intervenção em catástrofe;
  • Seis viaturas médicas de emergência e reanimação;
  • Dois helicópteros de emergência médica do INEM;
  • Dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa (FAP);
  • Três ambulâncias de suporte imediato de vida;
  • Seis ambulâncias de emergência médica;
  • Seis ambulâncias do INEM sediadas em corpos de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa (postos de emergência médica);
  • Quatro unidades móveis de intervenção psicológica em emergência (equipas de psicólogos e técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM);
  • Quatro veículos de apoio.

O dispositivo de emergência médica montado pelo INEM contou ainda com três médicos, cinco enfermeiros e um TEPH, que integraram as equipas médicas dos dois helicópteros da FAP, em conjunto com mais dois médicos e três enfermeiros.

Prestaram também assistência médica pré-hospitalar às vítimas desta ocorrência vários elementos dos parceiros do INEM no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), corpos de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa, com meios próprios.

Estiveram também empenhados na gestão direta desta ocorrência, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde e o Presidente do Conselho Diretivo do INEM, que se dirigiram imediatamente para o local da ocorrência, o Vogal do Conselho Diretivo do INEM, os três responsáveis pelas Delegações Regionais do Norte, Centro e Sul do INEM, a responsável do Departamento de Emergência Médica (integrou a equipa médica de um dos helicópteros da FAP) e o coordenador da Unidade de Planeamento de Eventos de Risco, Protocolo de Estado e Gestão de Crises do INEM, responsável, a partir da Sala de Situação Nacional, pela gestão operacional desta ocorrência.

A assistência médica pré-hospitalar inicial às vitimas deste incêndio terminou cerca das zero horas, registando-se oito mortos e 38 feridos, 26 dos quais urgentes/emergentes e 12 não urgentes.

Os feridos foram no imediato transferidos para as unidades hospitalares de Viseu e Tondela e para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Posteriormente, e depois de devidamente estabilizados no local e nas unidades hospitalares iniciais, o INEM realizou o transporte secundário (entre unidades de saúde) de 17 feridos para as unidades de queimados e de cuidados intensivos dos Hospitais de São João (3), Santo António (2) e Prelada (1), São Teotónio (6), Hospital de Santa Maria (2), São Francisco Xavier (2) e Dona Estefânia (1).

A equipa de psicólogos do INEM registou um total de 32 intervenções no âmbito do apoio de emergência.

Visite:

Instituto Nacional de Emergência Médica – www.inem.pt/

Urgências | Região Norte: Tâmega e Sousa atendeu mais de 700 doentes por dia em dezembro

15/01/2018


A urgência do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) chegou a atender, nas últimas semanas de 2017, mais de 700 doentes por dia.

Estes dados foram revelados pelo Presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS do Norte), Pimenta Marinho, numa visita à urgência do Hospital Padre Américo, em Penafiel, que decorreu no dia 15 de janeiro.

Segundo Carla Freitas, Diretora do Serviço de Urgência, o recorde de atendimentos, no conjunto das duas urgências (Penafiel e Amarante) foi cerca de 780, nos dias 28 e 29 de dezembro, 130 dos quais eram doentes muito graves. Em períodos «normais», a urgência do CHTS atendeu cerca de 450 doentes por dia.

De acordo com Pimenta Marinho, apesar desses números, os serviços «corresponderam positivamente», declarou na visita efetuada à urgência do Hospital Padre Américo, em Penafiel, a segunda maior do norte do país em número de atendimentos.

Em declarações aos jornalistas que acompanharam a visita, Pimenta Marinho destacou o «esforço dos profissionais do centro hospitalar» para corresponderem a um número tão elevado de doentes, “num hospital com uma área de referência enorme”.

Assinalou depois que na visita que efetuou, acompanhado pela Direção do hospital, não encontrou «doentes acumulados, nem camas nos corredores», num momento em que se encontravam na urgência pouco mais de 90 utentes, um número inferior ao observado no pico da síndrome gripal, entretanto já numa fase de desaceleração.

Apesar disso, Pimenta Marinho admitiu haver ainda algumas insuficiências de recursos humanos e de equipamentos na urgência que foram reportados pelos profissionais com quem hoje contactou, assinalando que está a ser trabalho «um reforço». O responsável sublinhou ainda, que a urgência do CHTS dispõe de melhores instalações e meios do que outras do norte que se deparam com maiores dificuldades.

Sinalizou, por outro lado, a melhor articulação que se verifica este ano com os cuidados de saúde primários no conjunto da região norte, o que permitiu atender cerca de mais 20 % doentes nos centros de saúde, que assim deixaram de necessitar de acorrer às urgências hospitalares. Esse resultado, acrescentou, também se deveu ao facto de, nos últimos anos, ter sido colocar dezenas de novos clínicos nos centros de saúde, fazendo com que, atualmente, frisou, quase não haja doentes sem médicos de família.

O Presidente da ARS do Norte manifestou «confiança» no trabalho que está a ser realizado nos hospitais de Penafiel e Amarante, que compõem o CHTS.

Visite:

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa – http://www.chtamegasousa.pt/